Thursday, August 30, 2007

* Life goes on... *

“Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad”
(Pale blue eyes – Marisa Monte)
Não ando muito inspirada ultimamente. Engraçado. Sinto que tem, de fato, um monte de coisas acontecendo nas quais tenho participação intensa, mas, ao mesmo tempo, parece que não há nada de novo. Nada de muito especial, tudo meio vazio, meio seco, meio gelado. Tudo “meio”. Acho que é este o problema. Nada de muito interessante acontece. O máximo de coisa interessante que tem acontecido na minha vida tem sido uma aula cá, um curso acolá, um elogio, um jogo, um sorriso cordial no meio do corredor e assim por diante. Nada muito suficiente. Continuo insatisfeita com alguma parte da minha vida que eu apenas consigo imaginar qual seja. As outras partes estão indo bem, obrigada. Não falo mais sobre nada além destas, aliás. Tem uma festa hoje, outra amanhã, outras tantas no final de semana, mas o cansaço, muitas vezes, me impede e minha cama não me chama, ela grita por mim. A televisão nem é mais atrativo para me manter acordada. Telefonemas? Meus amigos me cobram aos montes, mas nem quero falar no telefone. Não tenho vontade. A não ser quando me ligam e, mesmo assim, prefiro combinar de encontrar a pessoa... bem mais fácil. Ou não. Nunca dá tempo. Queria encontrar todos meus amigos de verdade que não vejo há tempos, mas não dá! Ando com preguiça. Preguiça de mim e da minha vida louca que eu mesma escolhi pra mim. Uma vez me disseram (e tem uma pessoinha fuçadora que vai se identificar neste ponto) que eu não tinha qualidade de vida. Pois bem, talvez na época não tivesse mesmo. E, vou mais além, talvez eu não tenha até hoje, mas esse é meu modo de viver desde os meus sete anos. Um modo frenético, cheio de vai-e-vens, non stop, dia-e-noite-noite-e-dia! Acorda, se joga pra fora da cama e vai.. vai pra academia, pro trabalho, pro fórum, pra faculdade, pra biblioteca, pra reunião, pra casa, pra terapia, pra manicure, pra casa da vizinha fazer depilação... e tudo tem que ser rápido, muito rápido. Nada de ficar parada no trânsito sem fazer nada! Pelo contrário... neste tempo em que perco dentro do carro, passo a pouca maquiagem (nada de ir toda rebocada ao trabalho), penteio o cabelo, leio o Metro News, vejo o Destak de relance, reparo pouco nas pessoas à minha volta e, desta forma, chego loguinho, loguinho. E às vezes da preguiça de trabalhar, mas a mesa fica aos gritos me mostrando tudo o que ainda tenho que fazer...
Talvez essa seja minha vida numa visão bem reducionista e descomplicada, mas é assim mesmo que eu me vejo: fazendo tanto e, ao mesmo tempo, fazendo nada!
Ai, ai... acho que nunca parei pra ver minha vida cotidiana por este ângulo.. e, pra falar a verdade, não acho que esteja fazendo bem a mim mesma, afinal, já estou dando “bom dia” ao chegar na faculdade, quando, na verdade, queria dizer “boa noite”...
E a vida vai passando...

Saturday, August 25, 2007

* Way too much information *


São muitas as informações. São tantas e tudo tão ao mesmo tempo que nem dá tempo de pensar direito. As informações são praticamente vomitadas em você e só dá tempo de abrir a boca e pôr a mão no queixo como quem diz: “está rápido, interessante, mas quero mais”. Preciso de um tempo. Um tempo pra mim, pras minhas reflexões, pro meu modo de ver as coisas, pro meu conscientizar e perceber que tudo o que ele falou (e mais um pouco) é a mais pura verdade. Sem pôr e nem tirar. Eu apenas sinto isso. Sinto pelas muitas coisas que aconteceram e sinto ainda mais por ter estacionado meu carro por tanto tempo naquela vaguinha de sempre da garagem subterrânea aonde sempre estacionava. De repente olhei ao meu redor e percebi que havia muitas outras vagas, mas que pra mim, continuavam a ser insignificantes e que, de certa forma, continuam a ser assim. Ou, pelo menos, eu as vejo assim. Talvez o erro seja em insistir na mesma vaguinha, sendo que há outras por aí... às vezes, até melhores e mais afastadas deste estacionamento no qual eu sempre tive a segurança de estacionar, fizesse chuva, fizesse sol.

Só sei que preciso de um tempo para degustar, mastigar, engolir e digerir tantas informações vindas de uma só vez.

Saturday, August 18, 2007

* And I made you trust in literature – Fê’s mind! *

Explico: ganhei uma tarefa muito especial do Caco do Espírito Santo a qual consiste em dizer os livros top 5 da minha leitura atual e os cinco futuros. Atual eu achei um pouco difícil, pois ando lendo apenas livros para a faculdade de Direito. Bem, como uma ex-estudante de Letras e uma pessoa que adora ler qualquer tipo de livro (e cabe aqui um parênteses: quando digo qualquer tipo, é qualquer tipo mesmo... adoro Literatura Infanto-Juvenil, por exemplo!), parar e pensar nos top 5 foi uma pequena grande dificuldade, mas acabei escolhendo aqueles que, por algum motivos, me marcaram ou marcaram um momento em específico na minha vida.... aí vão os nomeados!

Top 5 – Leituras inesquecíveis...
Dom Casmurro (Machado de Assis) - começo com este clássico que eu adorei e mesmo sendo leitura para o vestibular, não conseguia parar de ler. A possível traição de Capitu que é questionada até os dias de hoje. Um excelente romance.
Luxúria: a casa dos budas ditosos (João Ubaldo Ribeiro) – quando ganhei este livro a propósito do meu próprio pedido, acreditem, nem tinha idéia do que era sobre. Sempre fui meio perdida e nem sabia no que consistia o tal pecado da Luxúria, no entanto, comecei a lê-lo e descobri rapidinho (rs). Um livro instigante e quando você acha que tudo já poderia ter acontecido, sempre tem mais, afinal o céu é o limite.
Il visconte dimezzato (Ítalo Calvino) – “O visconde partido ao meio” – li este livro duas vezes nos meus anos de faculdade. Uma leitura rápida e interessante. esta história, na verdade, é o início da trilogia criada por Calvino chamada “I nostri antenati”. É uma história que traz os problemas e conflitos de um homem que foi literalmente partido ao meio por uma bala de canhão e onde sobrou um lado bom e um ruim. Calvino, na verdade, fala sobre os problemas enfrentados pelo homem contemporâneo e sua incompletude.
O crime do padre Amaro (Eça de Queiroz) – outro clássico na lista. Criticando a sociedade portuguesa e com grande ar sarcástico, Eça de Queiroz escandaliza ao declarar um padre apaixonado por uma pároca. Brilhante e apesar de tantas descrições – próprias do autor português -, o livro me prendeu do início ao fim.
Marian Keyes – este é o nome da autora irlandesa de grande sucesso. Títulos como Sushi, Melancia, Férias!, entre outros são sucesso em mais de 20 países. Acredito que tal sucesso se dê em função das personagens serem tão próximas da realidade em que as mulheres vivem aonde quer que estejam, seja em Londres, na Irlanda ou no Brasil. O interessante destes livros, ao meu ver, é que a partir de certo ponto eu sempre acabo me identificando com algumas das personagens, passando pelas mesmas dúvidas, angústias e vendo as pessoas ao meu redor. Já li todos traduzidos aqui no Brasil, mas ainda tem um inglês na fila que vai ter que esperar mais um pouquinho...
Laços de família (Clarice Lispector) – contos da grande Clarice, uma autora inconfundível, maravilhosa... um livro que contém treze contos que se passam no nosso cotidiano mais normal possível, mas com facetas que impressionam e nos levam a caminhos impensáveis. Excelente autora! Confesso não ter lido toda a sua obra ainda, mas, com certeza, aos poucos, lerei uma por uma com imenso carinho, afinal, não é à topa que este blog tem o nome que tem...
Eu sei que eram somente cinco e eu já mencionei seis, mas gostaria de mencionar, ainda, duas leituras infanto-juvenis que eu adorei e adoro ler: A odalisca e o elefante (Pauline Alphen) e o lendário Harry Potter com sua saga (pelo menos treino o Inglês de alguma forma... hehe)
Leituras atuais...
Bem... estas são mais técnicas, afinal, não dá tempo pra tudo na vida...
Fundamentos da metodologia científica (Lakatos e Marconi) – bem, vocês insistiram, então aqui já iniciamos com um livro gigante de Metodologia Científica. Bem explicativo, por sinal... hehe
O Segredo (Rhonda Byrne) – estava lendo até que num ritmo bom, mas como começaram as aulas, tive que deixa-lo um pouco de lado. Em suma: você atrai o que você quer para a sua vida. Ok, estou sendo reducionista, mas acho que vale a pena ler o livro e refletir sobre as possibilidades que ele traz, afinal, não custa nada ter um pouco de pensamento positivo na vida.
Leituras que estão na “fila dos livros”
Adoro comprar livros e não posso entrar numa livraria que já quero todos, então, eu os compro e deixo aqui na minha estante para lê-los no momento mais oportuno: 100 anos de solidão (Gabriel Garcia Márquez), Ensaio sobre a cegueira (José Saramago), Crime e Castigo (Fiódor Dostoievski), Memoirs of a Geisha (Arthur Golden), A metamorfose (Franz Kafka), I promessi sposi (Manzoni), os contos que eu ainda não li de Lygia Fagundes Telles, Ti prendo e ti porto via (Niccolò Ammanti), O caçador de pipas (Khaled Hosseini), A relíquia (Eça de Queiroz), entre tantos outros clássicos inúmeros... ai, ai, será que vai dar tempo de ler tudo numa vida só?!
Bem, como eu também quero brincar, passo a bola da vez para três pessoas que tenho felicidade em ler: Flavia Melissa, Nana Ferreira e Sir Josef K.
Beijos a todos!

Monday, August 06, 2007

* 62 anos *



Boom! E uma bomba cai em Hiroshima. Não é uma bomba qualquer e, sim, a primeira bomba atômica. Devasta, mata, extermina.
Desculpem, mas todo dia 06 de Agosto me dá calafrios. Lembro-me quando ouvi a música “Rosa de Hiroshima” pela primeira vez na sétima séria e fiquei perplexa e emocionada. O documentário assistido anos mais tarde trouxe angústia, lágrimas. Ambos carregados de tristeza e pedaços de histórias, pedaços de pessoas, vidas interrompidas.
Sinto-me triste por essas pessoas, apesar de nunca ter conhecido sequer qualquer pessoa ligada a elas. Sinto uma melancolia inexplicável, como se isso fizesse parte da minha história. Não dá pra explicar, só sei que dói pensar que tantas vidas foram interrompidas por ganância e ambição. E tantas outras ainda são destruídas pelos mesmos motivos em pleno século 21.
Paz e amor no coração... é isso o que anda faltando no mundo!
Pense nas crianças mudas telepáticas
Pense nas meninas cegas inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálida
Mas Só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada
("Rosa de Hiroshima" - Vinícius de Moraes)

Sunday, August 05, 2007

* O que você realmente quer? *


“I can't get no satisfaction”
(Satisfaction - Rolling Stones)

A cada dia que passa percebo o quão abençoada eu sou. O universo anda conspirando a meu favor em diversos instantes na minha vida, me fazendo enxergar realidades para as quais eu andava meio cega ultimamente, querendo acreditar que não eram reais ou que nunca poderiam ser. Mas são. E como são. São reais a tal ponto de me causarem um pouquinho de raiva aqui dentro em pensar do quão idiota eu fui por tanto tempo acreditando em mentiras reais e medíocres. Magoa saber que todo aquele chão no qual você se apoiava simplesmente escapa dos seus pés. No entanto, desta vez, ele escapou de vez, mas não para que eu levasse um tombo e só conseguisse levantar com ajuda de apoios diversos, mas sim, para que eu percebesse que ainda há muita vida para ser vivida e para saber exatamente o que eu não quero. Quando me fazem a pergunta: o que você realmente quer? Muitas vezes não sei responder... também não sei o porquê, talvez seja porque há tantas opções por aí que eu não tenho certeza qual delas seria melhor. Aliás, será que tenho mesmo que fazer uma escolha só? E quando paro pra pensar, tento me basear por aquilo que eu não quero de verdade. Sabe aquela coisa da exclusão? Você exclui uma opção aqui, outra ali e acaba chegando em algum caminho desconhecido... daí você vai tomando gosto por uma coisa, excluindo mais outra, enfim, lapidando a pedra bruta que existe logo ali. E eu não quero diversas coisas não, nem sou tão exigente assim... sou muito indecisa, mas uma vez decidida, o que eu busco é aquilo que realmente almejo... e é o que estou tentando fazer. A cada chicoteada que tomo do Universo (e tomo diversas, diga-se de passagem), tento me recompor e enxergar cada vez mais os sinais a minha volta e simplesmente ter certeza que certas pessoas e certas coisas fazem muito bem em sair do meu caminho e que, aliás, já vão tarde. Simplesmente não fazem parte da vida que quero criar pra mim mesma. Outras tantas são muito bem-vindas. As portas mantêm-se abertas para aquelas que me quiserem bem, sempre...

Thursday, August 02, 2007

* Dragonfly *

Carrego uma libélula pendurada no meu pescoço há mais ou menos dois anos, bem quando começou a moda de usá-la, mas, mais do que a moda, ela acabou sendo a minha “companheira” sem que eu nunca tivesse tido a curiosidade de saber um pouco mais sobre a mesma. Eis que hoje faço uma pesquisa rápida pelo Google e surgem diversos resultados que, ao meu ver, vêm a calhar com o que estou passando neste momento da minha vida... apenas alguns sinais a mais!



“Libélula... Quebre ilusões, traga visões de poder, não necessita provar, agora é a hora!
Conheça, acredite, o Grande Espírito intercede, alimentando, ajudando. Sentindo todas as necessidades.
A libélula é a medicina do sonho e da ilusão. É a aparência falsa que nós percebemos da realidade física. O colorido das asas da libélula, a energia, a forma e o movimento, explodem na mente do observador trazendo lembranças vagas de um tempo ou lugar onde a magia reinava. (...)
A libélula é a essência da mudança, a mensagem de sabedoria e inteligência e a comunicação com o mundo elemental. Este mundo elemental é constituído dos espíritos das plantas e dos elementos ar, terra, fogo, e água. Em resumo este mundo é cheio de espíritos da natureza. (...)
Psicologicamente é hora de esquecer todas as ilusões, pois elas restringem suas ações e idéias. A libélula lembra você de descobrir que hábitos você precisa mudar e que mudanças você deseja em sua vida. Lembre-se que nada é completo como parece ser”
“A libélula ensina a atravessarmos as ilusões”
“Para los indios, la libélula es el símbolo que te libera de las falsas esperanzas, y que por lo tanto, representa una total libertad."

Wednesday, August 01, 2007

* Coloring my rainbow *



"Shiny happy people holding hands
Shiny happy people laughing"
(Shiny happy people - R.E.M.)
Outro mundo, outras cores, outros amores. Sem celular, sem internet, sem nenhum meio de comunicação, apenas quando eu quiser me comunicar eu posso... mas quando as pessoas querem, não conseguem. Ia ser legal. Aliás, ia ser demais. Ficar meio off the bitten track e esquecer que há um mundo girando. Esquecer que existe fome no mundo, que crianças morrem por falta de cuidados, que existe pessoas jogadas nas ruas, tristeza, solidão. Esquecer que temos mais um governo corrupto que rouba todos os centavos dos cidadãos trabalhadores, que existe trabalho para se ganhar pouco e suar muito. Esquecer que existe guerra por ambição, que pessoas morrem sem que saibam o porquê. Esquecer que existe medo, dor, angústia nos olhares ao meu redor. Apenas esquecer e viver alguns poucos dias fora da violência, da tristeza, do abandono, da pobreza, da destruição e das tragédias. Viver um pouco num mundo colorido onde tudo é perfeito. Onde não se mata animais apenas por prazer, onde as pessoas têm o que comer e como se sustentar dignamente e não só isso, mas também ter uma vida tranqüila e saudável, tendo apenas aquilo que é necessário, sem extravagâncias.
Quero o arco-íris de emoções que habita o meu imaginário com suas sete cores colorindo a minha vida e as vidas de tantos outros ao meu redor.
A verdade é que eu não só o quero, mas já o tenho em diversas maneiras as quais venho percebendo dia após dia; tirando a poeira das coisas boas a aproveitando as mesmas da melhor maneira possível e, por outro lado, jogando as coisas ruins para o fundo do baú de memórias sem importância.
(*) Texto escrito em 27/07/07