
. Cada um seguia seu caminho, mas qual caminho ela seguiria, sendo que não havia estrada alguma a sua frente?
. Cada um seguia seu caminho, mas qual caminho ela seguiria, sendo que não havia estrada alguma a sua frente?
Um avião cai no meio da cidade grande. O caos se estabelece (ou aumenta?). O trânsito que já é grande conhecido dos cidadãos da cidade piora afinal, o aeroporto está localizado em meio às grandes avenidas. Chamas para todos os lados. Resgate, bombeiros, curiosos, corpos... corpos mortos, carbonizados, quebrados, machucados... corpos. Será que as coisas acontecem por um acaso ou será que elas servem justamente para mostrar que assim do jeito que está não dá mais? Não dá mais para agüentar uma infra-estrutura xinfrim qualquer num aeroporto localizado em uma das cinco maiores cidades do mundo. Não dá pra agüentar um acidente com um avião simplesmente porque a pista estava escorregadia, pois as reformas não foram feitas da forma como deveriam. Não dá pra agüentar um monte de político corrupto roubando dinheiro aos montes, enquanto a infra-estrutura de uma cidade inteira só tende a cair aos pedaços. E aí é que eu te pergunto: e quem paga por tudo isso? A gente, óbvio. Cada um dos “peixes grandes” tem o seu aviãozinho particular para “relaxar e gozar” à vontade enquanto os trouxas aqui que pagam imposto atrás de imposto, que precisam, muitas vezes, viajar de um lado para o outro à trabalho, têm que enfrentar os aeroportos lotados como se já não bastasse a lotação da própria cidade em que vivem, a qual, daqui algum tempo, não terá mais espaço sequer para andar de carro ou transporte púbico.
Imagine um cara alto, bonito, de olhos encantadoramente verdes, corpo escultural, rico, bem-sucedido, inteligente, charmoso, sedutor, nos seus mais ou menos bem cuidados trinta anos casando-se. Bingo! Ele vai se casar.



"An' the deeper the love


oh baby now lets get down tonight *baby i'm hot just like a oven *and i need your lovin *baby i can't hold it much longer *cuz it's getting stronger and stronger *and when i get that feelin, i got to have sexual healing *it makes me feel so fine *it helps to releave my mind *sexual healing is good for me *sexual healing is something thats good for me *whenever these blue tear drops are falling *and my emotional stability is leaving me *there is somethin i can do *i can get on the telephone and call you up baby *darling i know you'll be there to relieve me *all love you bring to me will free me *and if you don't know the things your dealing *i can tell you darling that it's sexual healing *get up get up get up *lets make love tonight *wake up wake up wake up *cuz you do it right *heal me my darlin(x4) *baby i got sick this morning *oh a sea was stormin up inside of me *baby i think im capasizin all the ways im risin *and when i get that feeling i got to have sexual healing *sexual healing *it makes me feel so fine(such a rush) *it helps to releave my mind oh its good for us *sexual healing is good for me *sexual healing now is something thats good for me *and its good for us *and its so good to me my baby whoa *just grab a hold and take control of my body and mind *soon we'll be makin love honney won't we be doing fine *you're my medicine open up and let me in *darling your so great i cant wait for you to operate *heal me my darling, heal me my darling...


“Apesar de tudo existe uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura...”
(Dança da solidão – Marisa Monte)
Às vezes dá um grande desânimo de tudo... desânimo de viver, de procurar, de estudar... vivendo num país onde quatro MESES de trabalho servem apenas para sustentar a “mamata” do governo é um absurdo. Ainda se tivéssemos condições reais de uso do transporte público, eficácia nos serviços da saúde, educação decente, tudo bem... mas, ao invés disso, temos corrupção, corrupção e.... mais corrupção. Num país onde empregadas domésticas sem estudo algum ganham mais que alguns mestrandos. Não, não estou desmerecendo as empregadas domésticas, entenda-me bem, mas o que quero dizer é que há pessoas que estudam como loucos para poder ter condições melhores e, quando se encontram dentro da real situação, se deparam com a triste realidade: nem trabalhando dia e noite-noite e dia, consegue-se um nível de vida auto-sustentável e, desta forma, o número de inadimplentes, empréstimos, agiotas só tende a crescer.
É difícil ir a um hospital e passar mais de 12 horas esperando pelo atendimento que não chega. Não por falta de profissionais, mas por falta de macas. O uso do transporte público é outra calamidade. Ir trabalhar usando o transporte público em São Paulo - uma cidade onde tem milhares de habitantes que precisam ir de um lado pra outro com rapidez – é outra calamidade, afinal não há transportes eficazes e em número suficiente para atender a população local. Aí, entram os carros. Trânsito infernal, stress, buzinas, caos... gasolina e álcool subindo, qualidade descendo, rodízio municipal, multas para encher os cofres de algum pilantra por aí e assim vai. E o ensino, então? Este é digno de dó. As escolas de ensino fundamental são de envergonhar a qualquer um. Uma ou outra são consideradas “boas”, mas apenas por força de vontade de alguns diretorese professores. Outras 90% ficam para trás na qualidade, a partir daí, surgem programas de “incentivo” como quotas na entrada da faculdade. Péssimo. Preferia que melhorassem o ensino e o salário dos professores para que os mesmos se sentissem mais motivados e, consequentemente, motivariam seus alunos a estudar de verdade, para que cada um pudesse ter a real capacidade de conquistar seu lugar na universidade pública, tendo o direito de estudar com dignidade.
A universidade é outro ponto a ser questionado. Querem tirar a autoridade da universidade pública... claro que querem fiscalizar o que se gasta, pois se for considerado “desnecessário”, óbvio que haverá um corte de verbas. E pra quê? Pra investir em algo mais útil? A resposta é siiiiim: na conta bancária do primeiro espertalhão que pegar o dinheiro e mandar para a Suíça. É muito mais interessante ter dinheiro em conta que uma população inteligente que não só elege de forma consciente, mas que cobra também de seus governantes.
Eu sei lá... ando meio de saco cheio de ouvir as notícias. É operação Navalha, é CPI do não-sei-o-que-lá, é corrupção daqui e de acolá. Será que tudo isso vai mudar?! Ouve-se de todos os lados que deve se votar com mais consciência: concordo e assino embaixo. Mas votar em quem? - esta é a questão. Ando meio desiludida com um país que elege pessoas como Clodovil e Frank Aguiar, por exemplo. Que ridículo uma pessoa ter preocupações tão pequenas ao dizer que as mulheres “trabalham deitadas e descansam em pé” em plena Câmara dos deputados quando há tantos outros assuntos a serem discutidos. Rios de dinheiro para sustentar pessoas que não fazem absolutamente nada. E a gente aqui, trabalhando sempre.... muitas vezes doente, muitas vezes cansado, mas sempre sustentando as riquezas dos outros.
É mesmo uma vergonha nacional, uma desilusão pessoal. “Desilusão, desilusão... danço eu, dança você na dança da solidão...”
Fim de semana completamente engraçado, do início ao fim. Você já saiu com alguma pessoa que usa dois sapatos diferentes de uma só vez?! Ou, então, você conhece alguém que dá um fora em outrem no estilo mais "chulo" dizendo "Hoje não, Marcio"? Pois é... conheço alguém exatamente assim: eu mesma. Muitas coisas engraçadas andam acontecendo comigo ultimamente... primeiro é um final de semana inteiro de baladas e quando se acorda no Domingão, em pleno dia das mães, intoxicada pela fumaça da balada e aquele cheiro insuportável no cabelo, eis que, após toda a família já ter tomado banho e estar pronta para sair, o chuveiro insiste em não funcionar. Aliás, não O chuveirO, mas oS TRÊS chuveiroS que se encontram em casa... resultado: vou me encontrar com a italianada inteira fedidinha-da-silva-sauro! Mal entro na casa da minha prima e já peço – com a maior cara (des)lavada – o empréstimo de seu precioso chuveiro... What a shame!


“leste oeste norte sul
onde um homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua
não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto
ah se eu fosse marinheiro...”
(Maresia-Adriana Calcanhoto)
Às vezes eu digo coisas da boca pra fora, mas nem percebo que elas expressam o que realmente sinto. Sinto, por exemplo, que, provavelmente, meu dia precisaria ter mais de 48 horas para que eu pudesse desfrutá-lo da melhor maneira possível. Gostaria também de ter mais de uma vida – isto é, se já não tive, terei, ou tenho – para poder ler tudo aquilo que eu desejo. Estranho este pensamento para alguns, eu sei, minha mãe é um exemplo clássico do "estranhamento", afinal, ela odeia ler... mas, cada vez que eu entro numa livraria – cabe ressaltar aqui que tenho evitado ao máximo entrar em uma – minha vontade de poder sentar ali e esquecer da vida é enorme. Quero viajar lá dentro das idéias de outras pessoas, saber o que o mundo pensa, ler mais sobre a Índia, a China e até mesmo sobre a Mongólia... poder ir e voltar a hora que eu quiser da Itália apenas com o pensamento. Viajar nos contos da Clarice, nos romances do Assis, nos poemas de Carlos. Conhecer o desconhecido. Tocar no desejado. Entrar nos livros e não sair tão cedo, com pressa para voltar à realidade. Ah, outra coisa que eu queria também e, talvez, tenho tentado treinar um pouco pra isso, é virar uma pequena eremita. Queria me isolar um pouco e ter tempo para olhar pra mim mesma. Olhar lá dentro e ver se todos aqueles valores ainda valem a pena ou devem ser completamente reformulados. Ou, até mesmo, dar uma roupagem nova para cada um deles. Algumas modificações, talvez, não fossem demais. Queria também não ter sono excessivo, ter tempo suficiente para passar com meus amigos, um grande amor esperando a hora certa chegar... um abraço apertado, um colinho quando precisasse, ser acordada com beijinhos, ser surpreendida com bombons... enfim, essas coisinhas que fazem nosso dia-a-dia mais doce... queria muito mais do que ando tendo... uma liberdade maior, uma independência verdadeira...
Tudo ao seu tempo... tudo ao seu tempo...
