Tuesday, July 24, 2007

* Cinzas *




E ela se sentava na sala. Acendia mais um cigarro, encostava o seu dedo maior da mão no queixo e pensava. Pensava como a sua vida era miserável, como era difícil depender dos outros, como era complicado servir, servir, servir para nada ganhar. Nem ao menos um elogio. Havia conquistado aquele espaço a duras penas, mas que espaço exatamente era aquele? A casa onde morava era exatamente como havia sonhado. Só não havia sonhado com um banheiro problemático, infiltrações nas paredes, problemas nas janelas, nas fechaduras das portas e assim por diante.
Havia sonhado com um marido perfeito que daria tudo a ela, mas não saberia que isso implicaria em ele ter que sustentar não somente ela e seus filhos, mas sua mãe, seu pai, seu restante familiar. Não sabia que isso implicaria em tantas brigas e tantos falatórios indevidos... xingamentos infindáveis e lágrimas a escorrer.
Havia sonhado que teria uma família perfeita. Filhos que sempre estariam ao seu lado não importando o que acontecesse, aos quais ela daria a vida se fosse preciso para que eles apenas fossem felizes.
Batia as cinzas no cinzeiro, enquanto mais uma lágrima escorria.
Nada de palavras dóceis vindas da sua mãe, apenas críticas duras e, na maioria das vezes, injustas.
Ela estava perdida mais uma vez, sem razão para viver. Seus filhos cresciam, seu casamento já não existia há muito tempo. Tudo girava em torno do dinheiro, da dor, do sofrimento e da angústia. Cada um seguia seu caminho, mas qual caminho ela seguiria, sendo que não havia estrada alguma a sua frente?
E doía o seu coração. Doía o não saber, o não entender, o não ter.
Ela queria continuar vivendo no seu mundo cor-de-rosa criado por ela mesma, mas, por fim, percebeu que ele já havia desmoronado há muito e que nada voltaria a ser como era antes. Aliás, será que o antes era mesmo um lugar feliz? Provavelmente não, mas ela prefere acreditar que sim e se agarrar a esta única lembrança.
Agora tudo é preto e branco. Na verdade, mais preto que branco, sem volta, nem perspectiva.



Friday, July 20, 2007

* Like an angel *


“You must be an angel
I can see it in your eyes
full of wonder and surprise
and just now I realize”

(“Angel” – Madonna)

Anjos podem ser de todos os tipos. Podem ser criaturinhas adoráveis enviadas diretamente dos céus para te acompanhar todos os dias. Podem ser espíritos que circulam por aí a fim de ajudar os mais necessitados. Podem ser pessoas de carne e osso, "demasiadamente humanas", cheias de amor para dar e ombros e ouvidos a oferecer.

Eu tenho uns vários anjos e acredito que eles sempre aparecem quando mais preciso... seja para me aconselhar, brigar, puxar minhas orelhas, me dar colo, me ouvir, me divertir... enfim, para “n” coisas eles estão sempre lá, prontos para me ajudar.

São anjos pelos quais rezo todas as noites para que sejam cada dia mais abençoados por alguma força divina que venha a existir e que estes sejam cada vez mais iluminados e encontrem sempre seus respectivos caminhos para a felicidade.

Uns já o encontraram. Outros ainda o estão a buscar. Talvez seja uma busca incessante que quando chega ao seu fim, traz a paz e a calma no coração e a certeza de que este foi o melhor que poderia ser.

Meus anjos humanos de carne e osso são pessoas vividas, cheias de histórias interessantes, de diferentes idades, sexos, cores e amores. E as pessoas lindas e especiais vêm e vão das nossas vidas assim, como num passe de mágica. Algumas se despedem, outras apenas dizem um “até breve” e outras, simplesmente, saem de cena, sem sequer dar adeus.

Há pessoas que aparecem para ficar para sempre, outras por apenas um curto período de tempo, porém, mesmo neste curto período, têm muito a ensinar e a aprender com o outro, afinal a vida é cheia de aprendizados todos os dias...

As pessoas que me cercam e que realmente me desejam o bem são pessoas lindas em todos os sentidos e mesmo eu encontrando tantas outras no meu caminho o que é natural acontecer, estas já têm espaço certo dentro do meu coração.

Thursday, July 19, 2007

* Falling into pieces *

Um avião cai no meio da cidade grande. O caos se estabelece (ou aumenta?). O trânsito que já é grande conhecido dos cidadãos da cidade piora afinal, o aeroporto está localizado em meio às grandes avenidas. Chamas para todos os lados. Resgate, bombeiros, curiosos, corpos... corpos mortos, carbonizados, quebrados, machucados... corpos. Será que as coisas acontecem por um acaso ou será que elas servem justamente para mostrar que assim do jeito que está não dá mais? Não dá mais para agüentar uma infra-estrutura xinfrim qualquer num aeroporto localizado em uma das cinco maiores cidades do mundo. Não dá pra agüentar um acidente com um avião simplesmente porque a pista estava escorregadia, pois as reformas não foram feitas da forma como deveriam. Não dá pra agüentar um monte de político corrupto roubando dinheiro aos montes, enquanto a infra-estrutura de uma cidade inteira só tende a cair aos pedaços. E aí é que eu te pergunto: e quem paga por tudo isso? A gente, óbvio. Cada um dos “peixes grandes” tem o seu aviãozinho particular para “relaxar e gozar” à vontade enquanto os trouxas aqui que pagam imposto atrás de imposto, que precisam, muitas vezes, viajar de um lado para o outro à trabalho, têm que enfrentar os aeroportos lotados como se já não bastasse a lotação da própria cidade em que vivem, a qual, daqui algum tempo, não terá mais espaço sequer para andar de carro ou transporte púbico.
Sabe o que mais? Não dá pra agüentar essa porcaria, mas também, quem tem interesse de fazer alguma coisa? Tem alguém aí que quer ir lá pra Brasília brigar por o que lhe é de direito? Tem alguém aí que está a fim de entrar em greve para as melhorias dos aeroportos? Tem alguém aí com alguma solução mágica para todos esses fatos que temos vivenciado dia-após-dia?
Uma triste tragédia.
Mais um avião caiu. E a cidade indo com ele.

Wednesday, July 11, 2007

* Os cafajestes também casam *

Imagine um cara alto, bonito, de olhos encantadoramente verdes, corpo escultural, rico, bem-sucedido, inteligente, charmoso, sedutor, nos seus mais ou menos bem cuidados trinta anos casando-se. Bingo! Ele vai se casar.
Como pode o mesmo sedutor que já levou tantas menininhas à loucura (e outras nem tão menininhas assim) deixar o universo dos solteiros para entrar no time dos casados?
Ah, mas ele não me engana não. Aquela carinha esconde muitas coisas... aquele sorriso encantador anda deixando algumas coisas escondidinhas, pois, pra mim, isso só pode ser brincadeira.
Esse cara é o mesmo que ficou olhando o tempo todo pra você durante o último casamento onde se encontraram... e, pior, ficou olhando por cima da cabeça da namorada – atual noiva – na maior cara-de-pau do mundo? E quando ela foi ao banheiro? Ele parecia uma estátua... nem piscava, atraindo não só o seu olhar, mas os olhares ao redor, afinal, não estava sendo nem um pouquinho discreto e todos estavam percebendo o que acontecia....
É o mesmo cara que te ligou insistindo para que você saísse a todo custo com ele, sendo que você, simplesmente, não estava in the mood naquele dia específico??? Mas, claro, com todo o charme e a formosura do rapaz, você acabou não resistindo, não é mesmo? Ou resistiu? Claro que não.... te conheço...
É o mesmo cara que te ligou diversas vezes em horários impróprios só para “conversar” sobre o “nada”, te acordando ou fazendo você pular de susto? Ou, ainda, sugerindo para que você faltasse naquela aula chata na Quinta-Feira à noite a fim de se encontrar com ele?
É o mesmo cara que te mandou uma mensagem dizendo “Que pena que você não veio” em plena festa de comemoração do aniversário do seu pai (detalhe: e ele já estava com a namorada ao lado)?
É o mesmo cara que te tirou daquele lugar e te deixou completamente perdida entre o prazer e a loucura naquela noite em que apenas vocês dois eram os solteiros da festa inteira?
É o mesmo cara que não te ligou no dia seguinte, mas sim, meses depois e não acreditava em diversas coisas que (não) tinham acontecido na sua vida quando você se abriu com ele?!
É o mesmo cara que quando te (re)conheceu não acreditou quem você era, pois já fazia muito tempo e, desde então, você sempre lembrava daquele inesquecível par de olhos verdes e daquele olhar lançado sobre você naquele dia?
Pois sim... esses todos são o mesmo cara alto, bonito, de olhos encantadoramente verdes, corpo escultural que vai, definitivamente, se casar... uma loucura pensar nisso desta forma, mas a mais pura verdade. A noiva que não será você, obviamente, e você nunca nem tinha pensado nisso ainda mais com ele, deve estar muito feliz escolhendo seu vestido e sua festa para qual certamente você será convidada...
Ah, sim, meu bem, os cafajestes também casam!!

Thursday, July 05, 2007

* Brincadeiras e Verdades *


Então eu brinco com as palavras, com cada uma que vem e vai, e até com aquelas que estão aqui e ali por engano, voando feito borboletas a espera de uma redinha qualquer.
É, eu brinco, brinquei desde sempre consciente do poder que elas tem. Consciente do destino de construir e destruir com elas, consciente de que cada vez que vão não voltam mais. Consciente de que a proferida nunca mais é engolida.
Eu brinco com as palavras e brinco com as pronúncias e com a renúncia de um palestrante qualquer que mudou de idéia e não apareceu no dia da conferência. As palavras que não são ditas as vezes tem muito mais peso do que as vomitadas, então eu brinco com as palavras sabendo muito bem quais são as que me pertencem e quais as que não me cabem.
Eu brinco com as palavras como o vento brinca com meus cabelos enquanto subo no alto daquele morro sabendo que vou chegar à fogueira e que vou escutar algumas tantas que nunca antes me disseram. Eu brinco com as estrelas, cada uma de suas letras brilham no céu estrelado do meu discurso, eu brinco com as estações do ano como cada uma de minhas fases do mês.
Eu brinco com as palavras, com as minhas e com as suas e com todas aquelas que eu gostaria de ter inventado mas que inventaram antes de mim. E eu brinco com as palavras como os cataventos rodopiam coloridos, sem se importar com a direção na qual a brisa sopra.
Eu brinco, e brinco, e brinco e continuo brincando e brinco mais um pouco, mas eu não brinco com sentimentos. E acredite, sentimentos são palavras, então se não as digo é porque não as sinto.
Diferente de você.
(*) por Flávia Melissa

Tuesday, July 03, 2007

* Vibe positiva solta pelo ar... *


“Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
Em não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir”
(Natiruts - Natiruts Reggae Power)
Nada como um dia após o outro.
Às vezes é preciso um “chacoalhão”, dormir e acordar uma outra pessoa. A noite é mágica e nos faz sonhar, ir longe, esquecer um montão de coisas ruins...
Tomei alguns empurrõezinhos ontem que me fizeram perceber que a vida está aí pra ser vivida... e eu quero vivê-la de forma plena e intensa. Viver cada vez mais e melhor e continuar do meu jeitinho, ou seja, não precisando fazer mal a ninguém para ser feliz. Nem fazer mal, nem falar mal.... apenas deixar que as coisas aconteçam da forma mais natural possível. E elas acontecem a todo tempo, sem que eu as perceba.
Ontem, também, percebi que há muito mais pessoas que se preocupam realmente comigo do que eu imaginava... muito mais pessoas que gostam de mim como eu sou realmente do que aquelas que não gostam. E isso me conforta um pouquinho mais. E isso me faz um pouquinho mais feliz.
Realmente é muito melhor ser alegre que ser triste, Vinicius de Moraes já o diria... Xô energia negativa. Quero viver a vida de boas vibrações e sentir novamente toda a felicidade que vive aqui dentro de mim, pois sim, ela está aqui dentro e quer ser compartilhada com os outros também...
Carpe Diem e sejamos todos muito felizes!

Monday, July 02, 2007

* Diving deep inside *


Quero mergulhar. Mergulhar para o fundo mais fundo da piscina e sair nadando. Nadando sem rumo. Sem destino. Quero sair deste círculo vicioso que me meteram. E quero acreditar que me meteram nisso e não que me meti sozinha.
O tédio me mata, me enoja, me martiriza. A clássica mão no queixo esperando por algo acontecer me fere. Irrita. Impacienta. As pernas não conseguem parar de balançar. Irritação. Impaciência.
Essa história toda me dá náusea, ânsia e por que, meu Deus, por que eu ainda tenho forças e coragem de alimentá-la? Que esquisito. Que mais sem explicação. Que sem saco.
E lá vem ele me cutucar no meu soninho bom. Não profundo, pois logo ele desperta e se espanta. Se espanta com a mesma coisa velha que sempre encontra ali. Nada muda. O sorriso, as caras e bocas são sempre os mesmos. Nada se altera. Tudo se copia naquela face que já bem conheci. E irrita. Irrita o olhar, o jeito de falar, de agir e de não enxergar.
Irrita o esconder. O fingir. O não falar. O omitir.
Tudo isso me irrita e me angustia... e se repete over and over again... Credo!

Wednesday, June 27, 2007

* Monólogos internos beirando os externos *



Será que você não pode tirar a máscara só um pouquinho? Deixa eu te ver, vai. Não custa nada. Queria saber como você é, o que você pensa de verdade sobre os assuntos mais banais. Só um pouquinho. Juro que não vai doer. Vai ser legal, você vai ver. Ah, olha como você é... lá vem com toda a pose novamente. Não quero pose de homem forte e maduro, pelo contrário, quero descobrir a criança que está ai dentro. Aquela que quer brincar, que quer fazer palhaçadas, se divertir, sem compromisso algum. Quero ver quem está por trás desse sorriso, muitas vezes irônico, que aparece no seu rosto. Ai, como você é chato. E certinho demais. E olha que eu também sou certa e, para alguns, até demais demais demais, mas você, pelo amor, ganha de mil a zero. O que custa responder pra mim com míseras duas linhazinhas, pelo menos?! Ou com três, quatro, vai... nem que fosse só pra tomar um café na esquina... bem, você jamais faria isso. Não... não teria coragem, né? Na hora do “vamo ver” é mais fácil não ver nada. É estranho, pois você fala besteira toda hora e quando eu estou disposta... ah, deixa pra lá! Eu sei que não é fácil. Pra mim, na verdade, é complicado até demais, mas achei que pra você fosse mais, assim, como posso dizer? descomplicado... hehehe (risadas de nervosismo). Ok... melhor desistir, né? Desistindo do começo é menos doloroso... afinal, vou ficar mais um tempo sem te ver. Bom, boa viagem pra onde quer que você vá. Espero que nem lembre que eu exista (mentira, espero que lembre sim... e me mande um e-mail bem fofinho perguntando se estou bem, etc e tal). E sei lá.. a gente se vê por aí (droga... queria te ver por aqui... uuurgh). Ai se eu tivesse mais cara-de-pau e menos vergonha, viu?!?!?
Impaciência, Ansiedade...

Friday, June 22, 2007

* C'est fini *

"An' the deeper the love
The stronger the emotion
An' the stronger the love
Deeper the devotion"
(The deeper the love - Whitesnake)

Dois anos. Em dois longos anos muita coisa mudou: meu modo de ver a vida, meu jeito de vivê-la, as minhas vontades e meus anseios, meus amores e desamores... enfim, muita coisa mudou.
Naquele 22 foram muitas as lágrimas derramadas. A distância se tornou ainda maior. O que era separado por um mar, parecia ser separado por um mundo inteiro. Foi como um soco na barriga que tira o seu fôlego e você demora a recuperar. Uma dor inexplicável, uma falta de ar para respirar. Doía no fundo, profundamente. Não tinha forças para indagar, não queria entender. As fotos demoraram ainda para sumir da parede. Os inúmeros e-mails demorados para ser excluídos. Sem nada poder fazer, sem nada poder explicar, foi simplesmente assim, pelo computador. Algo tão virtual que não tinha como ser engolido. Virtual em todos os sentidos da palavra e, por isso, tão complicado de entender. Tão diferente de tudo, tão seco.
Uma ferida que ficou aberta em meio ao abismo de sentimentos. Parecia que tinham posto o dedinho com uma unha comprida e suja, cheia de micróbios dentro da imensa ferida que ali tinha se formado. E cutucaram e mexeram e abriram ainda mais. Doía em cada pedaço, em cada tecido. Não tinham lágrimas para chorar o que eu estava sentindo. Parecia que tinham arrancado um pedaço de mim...
Motivos? Até hoje não sei. Explico como posso explicar, até onde minha imaginação chega, mas nunca consegui entender o que se passou realmente. Até hoje, muitas vezes, ainda paro e olho para trás me perguntando aonde foi que eu errei e, antigamente, acreditava de verdade que EU é que tinha errado. Errado por ter amado demais, por ter chorado demais, por ter sofrido demais, por ter cobrado demais.. mas hoje vejo que não, não tenho 100% de culpa nisso tudo. Cadê a outra metade da responsabilidade para que o relacionamento dê certo?! Desta forma, criei teorias para explicar aos outros o porquê não deu certo. Teorias, muitas vezes, com boas fundamentações que até convenciam a mim mesma de certos fatos e, outras vezes, nem passando perto disso, apenas nas bases da emoção propriamente dita.
Foram dois anos de tentar explicar e entender sem conseguir. Foram dois anos de luta contra sentimentos diversos que me atingiam a todo momento. Momentos de amor, ódio, tristeza, saudade, solidão... mas, tudo passou e, quando olho para trás, vejo muito crescimento, muita coisa boa vivida e muitos momentos ruins também, mas que passaram... passaram com o tempo, com o vento, com a vida.
Olho para trás e tenho certeza de que amei com todo meu sentimento uma pessoa linda que eu conheci, mas que ficou para trás, pois amei aquela pessoa e não a outra em que ela se tornou no processo natural de crescimento. Amei aquele que me deu amor, carinho, respeito... que me tratou bem, que soube olhar nos meus olhos, que soube ser exatamente o que eu procurava e não sabia ao certo que tinha achado. Aquele com quem fiz planos, brinquei e chorei junto e por que esperei, esperei, esperei sem cessar... sempre com esperança, sempre com brilho nos olhos...
Morri de saudade, de angústia, de medo, mas o bom é que passou. Junto com os dois anos, as dores passaram e me conheci mais. Percebi que há outras Fernandas e outras Cristinas bem aqui dentro de mim... que suportam coisas que jamais imaginariam e passam por provações a todo momento... que olham para a vida e percebem que há mais para ser vivido que um grande amor. Anseiam mais, querem mais, e, se pudessem, mostrariam mais as pessoas que é lindo amar, independentemente de tantos entraves que aparecem no decorrer da vida. Que é lindo sentir e viver e abraçar e sonhar... que é lindo ter alguém ali que sente a mesma coisa, no mesmo nível, da mesma foram. Que sonha, que brinca, que ama, que espera, que sente falta a cada quilômetro longe.
O que restou desses dois anos foi muito carinho, uma enorme distância e grandes descobertas: descobri, realmente, que não preciso de outrém para ser feliz, pois minha felicidade mora bem aqui, no meu coração e que sou mais forte do que eu mesma imaginava... descobri meus novos caminhos, novas pessoas, novos amigos, novos amores e novos inimigos... descobri o que é ser ainda mais verdadeira com os outros e, acima de tudo, comigo mesma.
“but I’ve made up my mind... I ain’t wasting no more time... here I go again..” (Here I go again – Whitesnake)

Tuesday, June 19, 2007

* Meu infinito particular *


"Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante"
(Infinito particular - Marisa Monte)

Oh, my God! What’s going on? I’m trembling just because a little message?! How come?! This is very strange... I’m not used to this kind of reaction. Actually I’m, but I’m way too afraid and ashamed to admit it. It’s terrible to expose myself to this level. But on the other hand, if I don’t do things this way, I’ll never get anywhere. This is how I feel. If I don’t take risks, how am I going to know if it was or wasn’t the best thing to do? Maybe I should be braver in relation to my feelings. Maybe I’m just protecting myself of the past and forgetting to feel the brise on my face and experience that as it shoud be experienced.

It’s funny to see how things are and how I’m myself. If you know me, you probably are thinking by now that I’m going crazy, but I’m not. I show people a different person than the one I’m seeing right now. I show that I’m strong and funny and always extroverted... but on the inside, things are a little bit different. I’m so ashamed of showing feelings. I feel like my face is burning all the time. And I shake (not like a Polaroid picture), but I do shake a lot. I would like to build a hole so I could get inside. How come? How does Cristina do to hide her feelings like that? But, at the same time, I don’t hide... I show them, but in my own way. Getting a bit confused between me and me again... I just think that people will never understand my way. For my friends, for example, it’s easy to show what I feel. I just hug them as many times as I want and I also say “I love you” for the ones that I really care about, but when it comes to a person from the opposite sex for whom I share some feelings, I feel utterly insecure, wanting that the person just finds out things by himself, without giving any chance to my feelings come up. Strange... I don’t know how am I supposed to change all of this. I don’t even know if I have the guts to begin all the way again... I’m just to afraid of admitting that sometimes it’s possible to fail and nothing bad will happen, it’s just a negative answer received from others.

Tuesday, June 12, 2007

* Love is what I got *


“Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for...”

(Marisa Monte – Vilarejo)

Uma caixa de bombons, um cartão, uma rosa. Não é necessário muito para se fazer qualquer mulher feliz. Um sorriso, um gesto de carinho, um abraço apertado.
Hoje, chegando ao trabalho, flores vermelhas desfilavam pelas ruas... umas indo, outras vindo. Parece que os olhos das pessoas brilham mais em certas datas. Claro que tem aquele lado comercial assim como no natal, carnaval, dia das crianças, pais, mães, tias, avós e assim por diante, mas, como qualquer outra pessoa, não se pode negar que sempre se espera alguma coisa de alguém especial. Como eu já disse, não precisa de muito... na verdade, às vezes, precisa-se de muito pouco. Apenas alguém para compartilhar a alegria de mais um dia ou para abraçar, apertar, beijar e ficar junto não fazendo nada. Apenas alguém que entenda, que te olhe com ternura e que queira compartilhar suas coisas com você. Apenas alguém...
Hoje acordei mais apaixonada...

Friday, June 08, 2007

* Eu quero *


“Não quero acreditar que vou gastar desse modo a vida
Olhar pro sol só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar...”
(No Recreio – Cássia Eller)
De repente a surpresa... o impossível, o inalcançável. Está tão longe e, ao mesmo tempo, tão perto. Acabo me sentindo pequena diante de um gigante. Não, não posso fazer nada, aliás, não sei como lidar com o novo. Não sei o que dizer ou como agir. Não sei nem mesmo o que pensar. Dá vergonha, frio na barriga, medo de rejeição. Por outro lado, dá vontade de falar o que não deve, agir diferente, abrir novos caminhos, saber mais e mais.... emoções novas. Sensações antigas com caras e formas diversas... me perdi em algum lugar novo. Não sei, não há como saber. Quero falar, mas não sei bem ao certo o que dizer. Complicado... ou será que sou eu que complico? Ou será que uma vez tendo passado por tantas coisas ruins o medo continua a existir e resistir às novas tentações? Queria jogar o medo e a insegurança pela janela e abrir a próxima porta que espera por ser aberta. Queria ser mais forte, menos medrosa. Mais Fernanda, menos Cristina.

Saturday, June 02, 2007

* Sexual Healing *

oh baby now lets get down tonight *baby i'm hot just like a oven *and i need your lovin *baby i can't hold it much longer *cuz it's getting stronger and stronger *and when i get that feelin, i got to have sexual healing *it makes me feel so fine *it helps to releave my mind *sexual healing is good for me *sexual healing is something thats good for me *whenever these blue tear drops are falling *and my emotional stability is leaving me *there is somethin i can do *i can get on the telephone and call you up baby *darling i know you'll be there to relieve me *all love you bring to me will free me *and if you don't know the things your dealing *i can tell you darling that it's sexual healing *get up get up get up *lets make love tonight *wake up wake up wake up *cuz you do it right *heal me my darlin(x4) *baby i got sick this morning *oh a sea was stormin up inside of me *baby i think im capasizin all the ways im risin *and when i get that feeling i got to have sexual healing *sexual healing *it makes me feel so fine(such a rush) *it helps to releave my mind oh its good for us *sexual healing is good for me *sexual healing now is something thats good for me *and its good for us *and its so good to me my baby whoa *just grab a hold and take control of my body and mind *soon we'll be makin love honney won't we be doing fine *you're my medicine open up and let me in *darling your so great i cant wait for you to operate *heal me my darling, heal me my darling...

Tuesday, May 29, 2007

* Brividi *



“Lascia che io sia il tuo brivido più grande
E non andare via
Accorciamo le distanze”

(Nek – Lascia che io sia)

Uma piada inteligente, um comentário sarcástico, um olhar diferente... encanta! Encanta com um sorriso, com o jeito de brincar, com o charme incessante. É interessante e interessado. É cativante e cativado de certa forma. Sempre brincando quando pode brincar, mas sério quando tem que estar. Um dia, de repente, muda de figura. Mostra um lado diferente, até mais humano ao dizer “eu te amo”. Falou sério pela primeira vez fora do contexto de sempre.... o sotaque, os gestos, la bella lingua... ouvidos e olhos atentos para tudo: não pára de reparar e observar as atitudes ao seu redor. Diz saber quem é quem, mas, se realmente sabe, já não sei. Um mistério que alimenta desejos e ilusões a cada dia, cada semana que passa... Quero poder iludir e desiludir, prender e soltar, viver e ser vivida, sentir e ser sentida... enfim, quero apaixonar e ser apaixonada!!!

Thursday, May 24, 2007

* Desilusões, desânimos e crises *


“Apesar de tudo existe uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura...”

(Dança da solidão – Marisa Monte)

Às vezes dá um grande desânimo de tudo... desânimo de viver, de procurar, de estudar... vivendo num país onde quatro MESES de trabalho servem apenas para sustentar a “mamata” do governo é um absurdo. Ainda se tivéssemos condições reais de uso do transporte público, eficácia nos serviços da saúde, educação decente, tudo bem... mas, ao invés disso, temos corrupção, corrupção e.... mais corrupção. Num país onde empregadas domésticas sem estudo algum ganham mais que alguns mestrandos. Não, não estou desmerecendo as empregadas domésticas, entenda-me bem, mas o que quero dizer é que há pessoas que estudam como loucos para poder ter condições melhores e, quando se encontram dentro da real situação, se deparam com a triste realidade: nem trabalhando dia e noite-noite e dia, consegue-se um nível de vida auto-sustentável e, desta forma, o número de inadimplentes, empréstimos, agiotas só tende a crescer.

É difícil ir a um hospital e passar mais de 12 horas esperando pelo atendimento que não chega. Não por falta de profissionais, mas por falta de macas. O uso do transporte público é outra calamidade. Ir trabalhar usando o transporte público em São Paulo - uma cidade onde tem milhares de habitantes que precisam ir de um lado pra outro com rapidez – é outra calamidade, afinal não há transportes eficazes e em número suficiente para atender a população local. Aí, entram os carros. Trânsito infernal, stress, buzinas, caos... gasolina e álcool subindo, qualidade descendo, rodízio municipal, multas para encher os cofres de algum pilantra por aí e assim vai. E o ensino, então? Este é digno de dó. As escolas de ensino fundamental são de envergonhar a qualquer um. Uma ou outra são consideradas “boas”, mas apenas por força de vontade de alguns diretorese professores. Outras 90% ficam para trás na qualidade, a partir daí, surgem programas de “incentivo” como quotas na entrada da faculdade. Péssimo. Preferia que melhorassem o ensino e o salário dos professores para que os mesmos se sentissem mais motivados e, consequentemente, motivariam seus alunos a estudar de verdade, para que cada um pudesse ter a real capacidade de conquistar seu lugar na universidade pública, tendo o direito de estudar com dignidade.

A universidade é outro ponto a ser questionado. Querem tirar a autoridade da universidade pública... claro que querem fiscalizar o que se gasta, pois se for considerado “desnecessário”, óbvio que haverá um corte de verbas. E pra quê? Pra investir em algo mais útil? A resposta é siiiiim: na conta bancária do primeiro espertalhão que pegar o dinheiro e mandar para a Suíça. É muito mais interessante ter dinheiro em conta que uma população inteligente que não só elege de forma consciente, mas que cobra também de seus governantes.

Eu sei lá... ando meio de saco cheio de ouvir as notícias. É operação Navalha, é CPI do não-sei-o-que-lá, é corrupção daqui e de acolá. Será que tudo isso vai mudar?! Ouve-se de todos os lados que deve se votar com mais consciência: concordo e assino embaixo. Mas votar em quem? - esta é a questão. Ando meio desiludida com um país que elege pessoas como Clodovil e Frank Aguiar, por exemplo. Que ridículo uma pessoa ter preocupações tão pequenas ao dizer que as mulheres “trabalham deitadas e descansam em pé” em plena Câmara dos deputados quando há tantos outros assuntos a serem discutidos. Rios de dinheiro para sustentar pessoas que não fazem absolutamente nada. E a gente aqui, trabalhando sempre.... muitas vezes doente, muitas vezes cansado, mas sempre sustentando as riquezas dos outros.

É mesmo uma vergonha nacional, uma desilusão pessoal. “Desilusão, desilusão... danço eu, dança você na dança da solidão...”

Tuesday, May 22, 2007

* Rindo à toa... *

Fim de semana completamente engraçado, do início ao fim. Você já saiu com alguma pessoa que usa dois sapatos diferentes de uma só vez?! Ou, então, você conhece alguém que dá um fora em outrem no estilo mais "chulo" dizendo "Hoje não, Marcio"? Pois é... conheço alguém exatamente assim: eu mesma. Muitas coisas engraçadas andam acontecendo comigo ultimamente... primeiro é um final de semana inteiro de baladas e quando se acorda no Domingão, em pleno dia das mães, intoxicada pela fumaça da balada e aquele cheiro insuportável no cabelo, eis que, após toda a família já ter tomado banho e estar pronta para sair, o chuveiro insiste em não funcionar. Aliás, não O chuveirO, mas oS TRÊS chuveiroS que se encontram em casa... resultado: vou me encontrar com a italianada inteira fedidinha-da-silva-sauro! Mal entro na casa da minha prima e já peço – com a maior cara (des)lavada – o empréstimo de seu precioso chuveiro... What a shame!

No último final de semana acabo por surpreender a mim mesma novamente! Cheguei em pleno aniversário do meu primo num barzinho com videoke lá na Vila Olímpia e de repente percebo que há algo estranho. Não estava entendendo bem o porque de um dos meus pés estar tão confortável e o outro não. Quando olho para baixo, a grande surpresa: um pé estava calçando um lindo sapatinho preto de verniz sem salto algum e, o outro, um sapatinho preto também – pra minha glória – mas nem era baixinho e nem de verniz... claro que na hora deu um ataque de riso em mim e em todas as pessoas que se encontravam comigo na porta do local, mas, não contente, fiz o manobrista voltar com o carro para fazer a pequena troca de sapatinhos. No entanto, procuro, procuro, procuro (detalhe: junto com o prestativo manobrista) o outro sapato de qualquer um deles e o que encontramos apenas?! Um par de pantufas vermelhas!!!! Resultado: fiquei a festa inteira sentadinha sem me mover e sendo alvo de pequenas chacotas – às vezes por parte de mim mesma, às vezes por parte de meus queridos primos... não bastando isso, um deles ainda tem a audácia de nos inscrever para cantar a famosa "Festa no apê" do Latino. Sucesso total... sapatos diferentes em cima do palco com um bando de homem cantando que vai rolar um bunda-lele no meu apê.... hahaha.. fala sério! Alvo total de chacotas infinitas! A minha sorte é que tinha bastante gente brega e bêbada e jamais repararia nos meus pés... What a shame again!

Não bastando isso, no Domingão, em plena micareta, tenho que receber as piores cantadas da minha vida... ai sim, mais alvo de chacota, mas, desta vez, não de mim pra mim, mas, de mim para os outros... afinal, quem assiste aquele programa "super cultural" aos Sábados a tarde, sabe do que estou falando... "hoje não, Marcio!"... Putz, é rindo pra não chorar mesmo!!!!

Sunday, May 13, 2007

* She *


“E não há nada pra comparar
Para poder explicar
Como é grande o meu amor por você”
(Como é grande o meu amor por você – Roberto Carlos)
Ela é baixinha, magrinha, com mãozinhas abençoadas. Está, na maior parte do tempo, dando risada de tudo... rindo da vida, das pessoas, das situações, de si mesma. Tenta sempre ser solícita ao extremo (com isso quero dizer: “até demais”), quer sempre ajudar e chega até a se intrometer em tantas coisas que não foi convidada. É teimosa, pentelha e muuuuito cabeça-dura. Por outro lado, é carinhosa, amorosa, meiga. Gosta de falar demais e dormir idem. Adora andar pela casa de roupas íntimas e cantar musiquinhas desde de Roberto Carlos até o funk de qualquer “MC” perdido com letra esdrúxula que faça sucesso. Tem uma energia incrível... é bagunceira, criançona, mas é capaz de matar um se este ameaçar a machucar uma de suas filhas. Gosta de beijar beijos gostosos e dar abraços que só ela sabe dar... chora com suas fraquezas, com pequenos gestos, palavras bonitas. Adora deixar recadinhos na geladeira, vir dar beijo de boa noite (isso quando ela não está dormindo). Quer comprar o mundo para suas três meninas, mas esquece de si mesma.

Às vezes discutimos bastante... por divergências de idéias e opiniões, diferentes pontos de vista, mas, depois, tudo acaba voltando ao normal.

Estando longe ou perto, sei que posso contar com ela. Já liguei de lugares muito distantes para chorar as minhas tristezas e ouvir palavras de consolo ou apenas para dizer que lavar roupa era mais legal do que eu imaginava e que eu a amava mais do que tudo. Já chorei de tanta saudade do abraço e do carinho. Já tive medo de reações e situações...

Ela me escuta, me dá conselhos, alisa minha testa, me dá colo. Mais que uma mãe, uma amiga que, mesmo apesar de tantas diferenças, caminha sempre ao meu lado, procurando fazer o melhor por mim. No fundo acho que somos muito diferentes, mas de jeitos infinitamente iguais...

Friday, May 11, 2007

Saturday, May 05, 2007

* Wanting more... *



“leste oeste norte sul
onde um homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto
ah se eu fosse marinheiro...”

(Maresia-Adriana Calcanhoto)

Às vezes eu digo coisas da boca pra fora, mas nem percebo que elas expressam o que realmente sinto. Sinto, por exemplo, que, provavelmente, meu dia precisaria ter mais de 48 horas para que eu pudesse desfrutá-lo da melhor maneira possível. Gostaria também de ter mais de uma vida – isto é, se já não tive, terei, ou tenho – para poder ler tudo aquilo que eu desejo. Estranho este pensamento para alguns, eu sei, minha mãe é um exemplo clássico do "estranhamento", afinal, ela odeia ler... mas, cada vez que eu entro numa livraria – cabe ressaltar aqui que tenho evitado ao máximo entrar em uma – minha vontade de poder sentar ali e esquecer da vida é enorme. Quero viajar lá dentro das idéias de outras pessoas, saber o que o mundo pensa, ler mais sobre a Índia, a China e até mesmo sobre a Mongólia... poder ir e voltar a hora que eu quiser da Itália apenas com o pensamento. Viajar nos contos da Clarice, nos romances do Assis, nos poemas de Carlos. Conhecer o desconhecido. Tocar no desejado. Entrar nos livros e não sair tão cedo, com pressa para voltar à realidade. Ah, outra coisa que eu queria também e, talvez, tenho tentado treinar um pouco pra isso, é virar uma pequena eremita. Queria me isolar um pouco e ter tempo para olhar pra mim mesma. Olhar lá dentro e ver se todos aqueles valores ainda valem a pena ou devem ser completamente reformulados. Ou, até mesmo, dar uma roupagem nova para cada um deles. Algumas modificações, talvez, não fossem demais. Queria também não ter sono excessivo, ter tempo suficiente para passar com meus amigos, um grande amor esperando a hora certa chegar... um abraço apertado, um colinho quando precisasse, ser acordada com beijinhos, ser surpreendida com bombons... enfim, essas coisinhas que fazem nosso dia-a-dia mais doce... queria muito mais do que ando tendo... uma liberdade maior, uma independência verdadeira...
Tudo ao seu tempo... tudo ao seu tempo...

Tuesday, May 01, 2007

* Let the sunshine in... *


"Abre a porta e a janela e vem ver o sol nascer..."
(Preta Pretinha - Moraes Moreira)

Abrir a porta para o novo, o desconhecido.. instigante e, ao mesmo tempo, dá um friozinho na barriga. O que será que me espera? Será que consigo escolher uma porta "certa" sem ficar com remorso por não ter escolhido qualquer uma de tantas outras?! Ai, ai... medo, angústia, mas com vontade. Aliás, com muita vontade de enfrentar as situações novas e os caminhos a serem percorridos... espero que sejam caminhos iluminados cheios de árvores, de diversos tons de verde, de flores para todos os lados. Claro que nem sempre tudo será assim, tenho plena consciência disso... mas nem que seja um pouquinho, já está bom. Quero re-conhecer os lados bons que a vida me proporciona e, na maioria das vezes nos últimos tempos, deixei passar sem conseguir enxergar. Quero poder abrir os olhos e ver coisas e pessoas diferentes... sentir cheiros e gostos diversos... provar novas delícias e novos amores... curtir a sensação de estar livre de mim mesma, da minha própria cabeça e dos meus valores tão intrínsecos... apenas viver e seguir em frente, sempre em frente, abrindo portas para que a brisa entre e a agonia saia... abrir as janelas para olhar os céus, decifrar as nuvens e esquecer que ali já houve muito sofrimento... e não há mais!