Sunday, May 25, 2008

~ Reencontro ~

Certas coisas simplesmente não se explicam, apenas são sentidas. Sentidas por dentro, como se a chama ardesse e o corpo gritasse. Gostinho de quero mais...


Sunday, May 11, 2008

~ Friends ~


"É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas"
(O pequeno princípe - dizeres da minha nova caneca de café!)
De vez em quando é necessário resgatar algumas coisas que ficam esquecidas no dia-a-dia: o tempo com os amigos!
Como é bom ver que ainda existem pessoas que gostam de você e te aceitam do jeito que você é e ver também que você mudou, mas não mudou tanto assim, pois algumas coisas são simplesmente a sua essência.
Percebi em poucas horas que sinto falta de abraços verdadeiros, de pessoas que realmente têm sangue correndo nas veias e que, simplesmente, sentem. Pessoas que vivem em mundos coloridos, com roupas coloridas, com papetes e meias e colares e cachecóis... enfim, percebi que no meu mundo sério terninho-sapato-calos-preto-cinza ainda cabem todas essas outras cores dentro e fora de mim. Ainda tem um sangue quente correndo pelas minhas veias que clama por viver e vivenciar experiências... conversar, trocar idéias, sentir. Apenas sentir como se nada mais importasse. Como se o mundo racional tivesse ficado lá fora da porta e eu estivesse aqui dentro, quentinha, sentindo a vida chegar e não apenas passar pelos meus olhos como se fosse um filme.
E é bom sorrir, é bom ter pessoas ao redor, é bom demais falar besteira, brincar e esquecer que existem coisas tão sérias por alguns momentos. Seja num café da tarde com um bando de mulher lutando pra falar e pra comer e se deliciar com tantas guloseimas, seja no meio de um shopping frio, tomando café, tirando fotos e lembrando, relembrando e contando histórias recentes e antigas de um tempo que passou, mas que marcou.
Acho que me senti mais completa este final de semana. Simplesmente mais humana.

Tuesday, May 06, 2008

~ Under the same roof ~

Eu sei que consigo ferir as pessoas com atitudes e palavras quando bem entendo. E, especialmente, eu sei como feri-la, assim como ela também sabe exatamente aonde tocar.
Normalmente existem lágrimas intermináveis, tristeza e arrependimento. Normalmente, mas não desta vez.
Desta vez não houve sequer uma lágrima para contar o que viu. Não houve arrependimento, pois não me arrependo de uma só palavra, principalmente depois de ouvir a maravilhosa comparação que ela fez... e ainda tive que escutar que eu me prendo “a coisas pequenas”. Vai ver que me prendo mesmo, mas, ainda sim, essas coisas pequenas fazem parte da minha vida, já as coisas às quais ela se prende, não fazem parte da vida dela, mas fazem parte daqueles que a cerca todos os dias.
Daqui pra frente, então, vai ser assim mesmo? Morando sob o mesmo teto, mas sem diálogo, sem conversa, sem absolutamente nada, pois eu não faço questão. Aliás, já faz um tempo que não conto os meus segredos para ela e não vejo mal nisso, afinal, ela não é minha amiga. Pode me conhecer como ninguém, mas não conhece os meus segredos mais profundos.
Não sei como as coisas chegaram neste ponto, só sei que chegaram e não sei o porquê não faço questão de sair, ainda mais depois do que eu ouvi. Doeu, mas não como das outras vezes, afinal, vai ver que eu já estou um pouco calejada em determinados assuntos. Assuntos que, por sinal, são proibidos entre nós e ela sempre alegando coisas e mais coisas, inventando desculpas cabulosas e sempre protegendo, pois a outra sempre está certa em seus atos. Eu é que sou a errada da história.
E mais um dia se passa na casa do portão vermelho.

Sunday, April 27, 2008

~ Conversas tácitas ~


Gosto muito de tentar conversar com você normalmente. Como se nada eu sentisse além da nossa “quase-amizade”. Sinto uma cumplicidade que é só nossa, apesar de nem termos tanta proximidade assim.
Quando conversamos, gosto de te fazer perguntas tácitas e eu sei que as respostas nunca virão. E é muito gostoso ouvir o teu sotaque engraçado que te dá um ar de único.
E te admiro. Admiro mesmo. Se eu pudesse, seria como você exceto pelo fato de ser sozinho. Sabe, eu não penso mais em ficar sozinha a vida inteira. Já pensei, não vou mentir, mas agora não penso mais. Ao contrário, penso em construir uma vida diferente com outra pessoa, apesar de que só de pensar em ter uma casa e ter que me virar sozinha, fico com medo... e cozinhar, então? Aliás, você sabe cozinhar? Macarrão não vale! Eu também sei.. e sei muito bem, não deixo passar do ponto!
Mas, enfim, um dia, quem sabe, eu seja uma pessoa mais próxima sua e descubra os seus segredos sem ter que perguntar tacitamente e esperar uma resposta que nunca virá. Quem sabe não terei que saber de você por terceiros que eu nem conheço, mas que me contam como você era quando mais novo. Quem sabe um dia eu ainda sinta toda a mistura de calor e vergonha de uma só vez, quando estiver bem perto de você, sentindo seu abraço forte...
(*) Escito em 18/03/08

Saturday, April 26, 2008

~ Vazio ~

Vazio. Esvaziada de sentido. Procurando, em busca dele. Mas vazia.
O corpo está gelado. Os pés parecem pedras de gelo. O coração chora.
O rosto está cansado.
O sentido se foi, mas a vida continua. Por que mesmo todo este trabalho, então? Não sei.
Mais tristeza.
- Você tem medo de quê?
- Não sei... de ficar sozinha, talvez...
E eu sinto o pulsar do meu coração, entalado no meu pescoço, chorando lágrimas intermináveis... e o silêncio no meu ouvido e a voz interior calada.
Tudo sangra, tudo gela e quase nada sai.

Wednesday, April 23, 2008

~ Questions ~


Sabe o que é pior que não sair de casa nos finais de semana?
Sabe o que é pior que ir de casa-casa-para-o-trabalho-do-trabalho-pra-faculdade-da-faculdade-para-casa todos os dias?
Sabe o que é pior que não assistir TV, não ir ao cinema, não ver filmes em casa, não assistir seus seriados prediletos?
Sabe o que é pior que não ter tempo pra nada, nem pra ligar pra ninguém, nem pra pôr os assuntos em dia?
Sabe o que é pior que ficar estudando até de madrugada quase todo o dia e ganhar grandes olheiras de urso panda?!
É estudar que nem uma retardada, faltar em aulas para estudar, deixar de falar com as pessoas para estudar, se estressar para estudar, acumular trabalho para estudar, cair de sono para estudar e ainda sim ganhar notas medíocres! Isso é o pior!
Acho que devo parar de me privar de viver a vida!

Tuesday, April 22, 2008

~ Finding myself ~

Eu e ela nos encontramos no Sábado retrasado. Meu espírito estava elétrico e, ao mesmo tempo, cansado de estar cansado. Eis que ela sugeriu um encontro. Um encontro entre eu e aquela criancinha de 2 anos.
Ela estava na praia, pertinho da água do mar e estava muito feliz. Seus olhinhos brilhavam e ela, como qualquer criança, não parava quieta: ficava pulando na área molhada e olhando pra mim cheia de risos pelo rosto. Eu estava me aproximando dela e, quanto mais perto eu chegava, mais me contagiava com a alegria da pequena. Seus cachinhos caiam pelo rosto, mas sem que atrapalhasse aquele momento mágico.
Eu fui chegando cada vez mais perto dela, sem medo e quando a vi bem de pertinho mesmo, não contive as minhas lágrimas reais. Chorei. Chorei como se fosse uma criança que tinha se emocionado com algo. Meus pais estavam longe de nós, éramos só eu e ela e mais ninguém.
Senti aquelas mãozinhas nas minhas mãos e de repente, uma cumplicidade me invadiu e eu senti que não estava mais sozinha, pois ela estava lá comigo. E nós nos abraçamos muito forte e por muito tempo. Eu não conseguia parar de chorar e ela, de rir. Ria para a vida, para o sol, para o dia, para mim. E eu chorava, inexplicavelmente, sem parar. Quando eu a soltei e levantei, nos demos a mãos e eu, meio encurvada, deixei que ela me levasse.
Nos despedimos e eu voltei, mais uma vez, pra vida real e percebi que ela, na verdade, está e sempre estará aqui dentro, é só eu procurá-la!

Monday, April 21, 2008

~ De volta! ~

Demorei, né, pessoas?! Pra ser mais exata, demorei exatamente 15 dias para vir aqui, mas posso explicar, afinal, tudo tem uma explicação, certo?! Farei isso por partes:
Parte I: Ou elas acabam logo ou acabam logo comigo de uma vez
Sim, semanas de provas no Mackenzie. Não seriam nada terríveis se pensarmos que são “apenas” as provas do meio do semestre (o qual já está prestes a acabar). No entanto, há pessoas no mundo que são realmente desesperadas e tornam-se absolutamente incomunicáveis em tais dias. Não dormem direito, pois precisam estudar. Não comem direito, pois precisam continuar estudando. Não se comunicam, pois ficam muito irritadas em pensar que aquele tempinho precioso está sendo perdido quando, na verdade, poderia estar sendo bem aproveitado com os estudos. Ok, nem tanto... até mesmo porque não consigo ficar completamente incomunicável, mas tudo bem. O importante é que amanhã é a última delas. Poderia ter ido melhor em quase todas, mas, é melhor não pensar nisso e cobrar um pouco menos de mim mesma. Ah, e tem mais um detalhe: pareço um urso panda com tanta olheira! Às vezes é difícil ser capricorniana, perfeccionista e teimosa!
Parte II: O escritório
Bem, mudanças bem nas semanas de provas não são muito bem-vindas, ainda mais quando o assunto é emprego, mas, desta vez, não teve jeito. Tudo começou com a insistência de um amigo meu para que eu enviasse o meu CV pra ele. Até aí, tudo bem, eu fiquei enrolando, enrolando, mas chegou um momento que não tinha mais jeito de enrolar... acabei enviando! Depois disso, todo aquele processo: prova de lógica, prova específica, redação de inglês... e conversa com um e com outro e com mais outro. Acabei sendo contratada. Yupie! Claro que fiquei feliz, mas por outro lado, fiquei muito triste por deixar o Braga. Lá fiz amigos de verdade e trabalhei com pessoas muito queridas. Foi difícil, mas necessário. Às vezes a mudança é inevitável.
Parte III: Aniversário das minhas meninas
Pois é, até o aniversário das minhas irmãs passou e eu não comprei presentes ainda. Shame on me! As duas fizeram anviersários nos dias 9 e 10 deste mês e nem vê-las direito não as veja. às vezes fico dias sem vê-las, isso porque moramos sob o mesmo teto. Não tive como comprar presentes e muito menos criatividade. Preciso dizer que a impaciência para ir ao shopping também foi de grande ajuda. Tiveram direito a festinha, família reunida, bolo de morango, brigadeiro, bicho-de-pé, beijinhos... Às vezes eu queria que o dia tivesse 48 horas (e queria ter forças para aguentá-las também).
Parte VI: A mentira
Sempre tem que ter uma, né? E a mentira tem perna curta sim senhor! Fiquei bem chateada, pois, desta vez, foi uma pessoa que eu considerava uma amiga de verdade. Não sei da onde ela tirou tal história, só sei que envolveu o seu melhor amigo e eu. Só sei que tal pessoa teve a coragem de dizer que eu falei uma coisa de uma festa da qual eu nem conversei a respeito com ela e ainda inventou que eu falei que tal amigo tinha feito uma coisa que ele não fez, até mesmo porque ele passou metade da festa comigo. É claro que tal amigo veio tirar satisfação comigo e com toda razão, pois eu também faria o mesmo. Isso só serviu para eu ver e enxergar, mais uma vez, o mundo ao meu redor. Às vezes é necessário abrir bem os olhos.
Enfim, sempre é muito bom voltar ao meu cantinho! I’m back to the game!

PS: A iniciação foi deferida! Yupie!


Sunday, April 06, 2008

~ Às vezes ~

Bom, como ando sem tempo para postar coisas novas, acabo pegando as coisas meio-velhas e postando-as, mesmo que não sinta exatamente isso neste momento...
(*) Texto escrito em: 19/02/08
Às vezes as coisas ainda doem. Elas ainda fazem diferença. Às vezes elas ainda têm interferência mínima na minha vida. Às vezes tudo que eu preciso fazer eu não consigo. E, às vezes, eu deixo de lado um monte de coisas e me foco somente em uma: pensar nas coisas boas que as coisas ruins me proporcionaram.

Saturday, April 05, 2008

~ Hello, I'm a piece of meat! ~

And I do feel like a piece of meat. A big one though, just because I’m really tall.
I hate when people think that you’re always there: available for whatever THEY want to do whenever THEY want to do. It’s nice, isn’t it? It’s really easy to think like this.
And I hate even more the ones who actually think you are a piece of meat. They go to the butcher and ask for a real piece of nice meat and: bingo! There you are! No feelings, no nothing! Just another piece that can be eaten without doind any thinking about it.
Maybe it’s all my fault. Acatually, I do think it’s all my fault. Along these last years, I was always there, waiting for been picked by him in whatever market. I’ve been really patient and kind about it even when the stupid person came around and threw me some beautiful words. As any asshole who loves somebody, I used to believe in every single word that it was told by him. I used to think he only said the truth all the time. Bull shit! Big fat bull shit!
I guess I allowed some people to see me from this point of view. And that’s why, once again, the fault is mine. You can put the blame on me... go on!
Wait me in the next barbecue, dear! I’d rather be a piece of meat that cannot be picked by anyone, specially by him! In fact, being a piece of meat makes me a being without any thoughts, any feelings, any hearts to be hurt. So, maybe it’d be a good idea. Who knows?
(*) Text written in March 25th

Thursday, March 20, 2008

~ La nonna ~

Meus olhos ainda estão inchados e cansados de derramar lágrimas. Não há o que fazer, é verdade. A razão diz para não chorarmos e a emoção deságua tudo que está lá dentro.
A verdade é que ela também já estava cansada. Sempre dizia isto. Com 88 para 89 anos, não podia mais cozinhar como antigamente, pois não tinha força em uma das mãos devido a um derrame. Aliás, acreditamos que desde estão, um pedaço dela já tinha ido embora. Nunca tinha visto uma vez sequer a nonna sem cozinhar. Mas ela teve que parar.
Foi a última de um total de 14 irmãos a se juntar a eles. Era uma mulher forte, cheia de vida e sempre rindo e falando um monte de coisas engraçadas. O riso dela parecia de uma criança de 5 anos e ela mudava de opinião como quem muda de calcinha...
- Filha, você está namurando?
- Não nonna!
- Face benne... é muito giovane ainda. Vá trabalhar e fazer suas coisas...
Ou então...
- Filha, você está namurando?
- Não nonna!
- Ah... vai ficar igual la zia Rosana... non pode! Tem que arranjar um namurado...
E assim ia.... sua língua era só dela. Como chegou no Brasil 9 meses depois que meu pai havia nascido e trabalhava somente em casa, ela não sabia falar o Português assim como o nonno. O que tinha de Português na língua dela era o que ela adiquiriu dos filhos. Era uma língua enrolada, mas que acabva se fazendo entender.
A gente sempre brincava que mal entrávamos na casa dela e ela já queria pôr alguma comidinha na nossa boca. Porque sempre estávamos magrinhas aos olhos dela... e ela só ficava feliz se você comia na casa dela e levava quilos de coisas para a sua casa.
Os almoços de Domingo eram os melhores. A família crescia e, consequentemente, a mesa de almoço já não comportava todo mundo, então, criou-se uma divisão: nesta mesa maior ficavam os adultos. Na mesa da cozinha, ainda sim tinham mais alguns adultos, mas um pouco mais novos. Na sala ficavam os vários primos almoçando sentados no chão na mesinha de centro ou com o prato na mão mesmo, no sofá. A nonna sempre vinha trazendo mais e mais macarrão. Depois vinham as carnes e as saladas. Depois vinham as batatas. As frutas eram as próximas e os doces eram guardados para o "café da tarde", depois que os homens já tinham tirado um cochilo ou assistido algum jogo e as mulheres limpado a cozinha inteira. E é era sempre assim. A nonna era a única que não sentava. Até ela sentar à mesa era um sacrifício. Não aguentava ficar parada muito tmepo e levantava de novo....
Ela era minha mãe por três longos meses... eu sempre ficava com ela quando minha mãe tinha que ajudar minha outra avó nas lojas de final de ano. Eu sempre voltava gordinha, afinal, era regada a muito macarrão e "leitucho" antes de dormir e ao acordar. O copinho era bem singelo, podem acreditar...
Enfim, poderia ficar falando horas da minha nonna aqui que não caberia todo o sentimento e a saudade que ela já está deixando. É uma dor profunda e sem comparação, mas sei que todos nós, um dia, cumpriremos uma fase da nossa vida aqui na Terra e continuaremos a cumprir tantas outras coisas em outros lugares.
Só espero que aonde ela estiver ela esteja bem.

Monday, March 17, 2008

Saturday, March 15, 2008

~ Long week. Almost finished week. ~


E que semana comprida... meudeusdocéu. Parecia que nunca ia acabar. O cansaço está me corroendo. A minha cabeça não consegue parar de pensar. Nem dormindo. Muito menos acordada. Eu queria que acabasse rápido.

Parte 1: A Odisséia de um projeto parte II
A iniciação, pelo menos, foi entregue... finalmente! Aliás, o capítulo dois da Odisséia foi com um final bem mais feliz, pelo menos por enquanto. Depois de discutir, assistir palestra, falar, pensar e conseguir parar alguns bloody minutes durante o trabalho – afinal parar em casa é impraticável já que mal durmo nela – eu consegui reescrever meu projeto. Siiim, eu desmanchei tudo o que eu estava escrevendo e escrevei novamente. A melhor coisa que eu fiz, pois acho que ficou tudo muito mais coerente. E até consigo achar que ele está melhorzinho. Já entrei com o pedido no Núcleo de Prática Jurídica e ele – o Dr. Orientador – ficou com o meu trabalhinho para ler e lembrar de mim no final de semana. E, não só isso, encher de correções, mas tudo bem, afinal, é por isso mesmo que eu o escolhi!

Parte 2: Sapos têm que ser empurrados para baixo da garganta
Enfim, a semana está acabando. A notícia mais bombástica que recebi esta semana ainda está sendo engolida. Aos poucos, mas ainda estou tentando fazer com que ela passe da garganta. O sapo engolido não foi o dos mais fáceis – nunca é quando se trata do sangue do nosso sangue. Mas, acredito muito que tudo vai ficar bem... Nessa situação, acabei até me rendendo a pedir ajuda... e a chorar no telefone algumas vezes no mesmo dia. Aliás, não só no telefone, como no carro, no banheiro, no quarto.. mas, enfim, tudo vai ficar bem, tenho certeza!

Parte 3: O(s) abraço(s)
Às vezes é muito bom ganhar abraços. Aliás, gosto de ganhá-los sempre. Acho que ando meio carente dos mesmos. Não dá mais tempo de abraçar as pessoas. Mesmo assim, queria deixar registrado que fiquei extremamente feliz em ter ganhado aqueles abraços que foram por demais inesperados e mais que especiais. Não sei que demonstração foi essa em plenos corredores. Mas confesso que foi boa. Muito boa.

Saturday, March 08, 2008

~ Odisséia de um Projeto ~


Ok, no começo eu queria, mas não sabia o que eu queria. Comecei a conversar com as pessoas do “ramo” que sempre estão ao meu redor para onde quer que eu vá, olhe ou respire. O primeiro a se “empolgar” com a minha “brilhante idéia” de fazer uma iniciação científica em pleno primeiro ano da faculdade foi o Dr. M.
Dr. M. foi super-hiper-ultra legal e me deu várias idéias. Vamos mexer com princípios constitucionais (detalhe #1: eu disse que eu queria algo que tivesse a ver com Constitucional). Adorei as idéias. Todas. Mas, infelizmente, temos que restringir o tema, afinal, não é um trabalho de conclusão de curso ou um mestrado, doutorado, enfim... restrinja-se, mocinha!
Neste pé, já estávamos no segundo semestre do primeiro ano. Nada saiu, afinal, o prazo inicia-se no começo do semestre e, claro, nada estava pronto, nem a idéia quiçá o projeto.
Desta forma, continuei conversando com meus queridos e o Dr.O. e Dr.B. me deram mais idéias acerca do assunto de principiologia. Ótimo! Já sei mais um caminho diferente. Fui conversar coma professora que não vai ser minha orientadora, mas que dava aulas de Teoria Geral do Estado e da Constituição e ela disse que seria difícil ela me dar uma dica, mas acabou de dando um livrinho super-rápido de ler e que por ser super-rápido de ler, eu não o terminei até agora. Vai entender.
O ano acabou, falei com o meu orientador: Juro que vou escrever o projeto agora nas férias e te mando, ok? Mandei? Óbvio que não. Férias são férias e mesmo que você não tenha férias do trabalho, você em ritmo de férias e não quer pensar a não ser naquele livrinho em inglês da Marian Keyes que você comprou há mais de dois anos, na visita às amigas na Ilha, na praia, no sol.... e o projeto??? Bem, o projeto não saiu nas férias.
Ok, começaram as aulas. Vamos pensar no projeto? Siiiiiim! Converso com outro profissional do Direito, o Dr.L. e este me pergunta o que eu to a fim de fazer para me ajudar. E não é que ele me vem com outra idéia que eu, num primeiro momento disse: Preciso pensar melhor... até mesmo porque eu nem conhecia a tal da Lei e não dá pra falar de uma coisa que eu nem faço idéia do que seja. Taí, gostei da idéia.
Fui falar com o orientador mais uma vez e ver se ele ainda topava me orientar e a resposta foi:
- Claro! Será um prazer!
Bem, eis que ele também gostou da idéia e disse:
- Ok! Vamos escrever o projetinho quando?!
- Hum... o mais breve possível, né? Se bem que nem saiu o edital ainda.
- Pois é... mas quando você se formar podemos pensar até em publicar um artigo, né?!
- Hum... why not?
Momento de brilho nos olhos, mas não por muito tempo. Desde então tenho tentado escrever o tal do projeto no próprio escritório, afinal é lá que passo a maior parte do meu dia. Escrevi. Enviei para várias pessoas me darem suas opiniões controversas ou que estivessem de acordo comigo, que me criticassem, me dessem idéias... para o Dr. O. eu cheguei a pedir que ele brigasse comigo, assim eu poderia criar argumentos mais fortes. Mas as pessoas também tem o que fazer e muito e ainda não deu tempo de ele brigar comigo, mas tudo bem também.
Gentedocéu! De repente me dei conta de que cansaço anda me atormentando e me impedindo de pensar direito. Escrevo um monte de asneiras e ainda tenho a coragem de mandar para as pessoas ler? Afe! E tem mais: ainda peço para que elas me dêem sua opinião sobre aquele projeto de projeto, mas como elas podem fazer isso se aquilo tudo que eu escrevi está um verdadeiro lixo?!
Eu preciso reescrever meu projeto – isso porque eu estou só no projeto por enquanto – e preciso pra ontem... sabe o porquê? Porque nesta semana, aliás, nesta Segunda - prazo imposto de mim pra mim - ele deve estar lindo, pronto e impresso, de acordo com as normas da ABNT, da faculdade e do raio que o parta para que eu entregue ao orientador assim ele poderá ler, corrigir e me devolver acabando comigo e com a minha vida acadêmica e dizendo:
- Então... fiz algumas alterações, mas até que não está ruim!
E aí ele me entrega aquelas míseras folhinhas que parece que sofreram tamanha hemorragia de tantas alterações que foram feitas. E o pior ainda é ter que ouvir que “não está tão ruim”! Meudeusdocéu! Preciso voltar a trabalhar e tem que ser agora!
Detalhe #2: Sexta-Feira é o prazo final deste semestre para a entrega de projetos de possíveis pesquisadores científicos. Vamos lá! Torçam por mim!

Thursday, March 06, 2008

~ It wasn't meant to be ~


Algumas coisas não têm explicação lógica. A tal da explicação nos foge do controle e da nossa racionalidade.
Gostaria de entender muitos porquês, mas não dá. Sou impedida de tal entendimento.
Há pessoas que merecem estar em outros lugares muito melhores do que estão agora, mas não estão. Será que era porque deveriam cruzar os caminhos de outras pessoas como o meu, por exemplo?
A velha frase do “não era pra ser” sempre aparece nestes momentos. Clichê ao máximo, mas acredito piamente que algumas coisas simplesmente não “são para ser”, sabe? Acredito que não adianta você querer insistir em certas coisas, pois elas nunca mudarão. Muito menos as pessoas que nestas situações estão envolvidas. As pessoas não mudam porque as outras querem... e mesmo que mudem, é sempre temporário, pois as coisas sempre voltam “ao normal” mais cedo ou mais tarde, afinal, não é da essência do indivíduo em questão.
Mas, enfim, a gente vai vivendo e aprendendo com as próprias pessoas e situações que acontecem no nosso dia-a-dia e eu tenho aprendido muito com uma porção de coisas... e tenho tentado deixar de ser tão teimosa e teimar naquilo que não existe, afinal, caçar as explicações para o inexplicável é pura perda de tempo.



(*) Texto escrito em 03/03, mas por falta de tempo, só posto agora... clandestinamente! hehe

Saturday, February 23, 2008

~ Around the world #2 ~


Quando estava em Roma em Julho de 2005, resolvi pegar um trem para ir visitar la bella Venezia. O trem saia às 23:30 / 0:00. O intuito era de, justamente, dormir no trem e passar o dia em Roma, para retornar no trem das 18:00.
Era a primeira vez que eu pegava algum trem na Itália e bem na minha “divisão” tinham os 5 lugares ocupados mais o meu. Nos cinco lugares tinham 3 italianinhos escoteiros – 2 meninas e 1 menino –; um moço muito alto cujas pernas nem cabiam direito no espaço – coitado – de cabelos cumpridos, mais ou menos na altura dos ombros; um argentino todo falante que estava indo trabalhar em outro país, mas decidiu passar algumas horas em Veneza antes de seguir o seu caminho e a brasileira aqui.
A viagem foi tranqüila e, como sempre, fiz amizades com as pessoas que lá estavam, afinal, teríamos que dividir o espaço por um bom tempo mesmo... os escoteiros com suas roupinhas impecáveis azuis eram muito simpáticos. Até trocamos e-mails mas, para falar a verdade, nem sei aonde os anotei, pois lá na Itália era impossível ter tempo de mandar e-mails para eles, afinal, meu tempo na net era contado e quando voltei aqui para o Brasil, quase dois meses depois, poderia garantir que eles não lembrariam da tal brasileira do trem para Veneza.
A pessoa com quem mais acabei fazendo amizade foi o falante argentino. Ele era muito risonho e muito simpático. Não lembro com o que ele trabalhava – detesto não lembrar as coisas, mas fazer o quê? – mas lembro que ele estava indo para algum país do leste europeu trabalhar, no entanto, teria um tempinho para gastar e queria porque queria conhecer la bella Venezia. No fim, ele acabou me acompanhando nestas poucas horas na Pizza San Marco e nas inúmeras pontes, tirando fotos e me fazendo companhia.
A única pessoa que não falava nada, mas que olhava muito pra gente – não sei se por incômodo ou porque, talvez, quisesse participar da conversa – era aquele homem alto que lá estava. Ele era muito alto e, apesar de não ser um tipo “todo sorrisos” e “prazer, meu nome é Sr. Simpático”, ele parecia ser uma pessoa muito interessante, mas de difícil acesso. Tinha os traços muito marcantes e bonitos no seu rosto que, ao mesmo tempo, eram peculiares, não dando para caracterizar de que país provavelmente ele vinha.
Enfim, depois de cochilarmos – bem mal, por sinal, afinal eu, com as minhas perinhas cumpridas também não cabia direito naquele espacinho com tanta gente empoleirada – acordamos novamente e os escoteiros já tinham descido, naquele momento éramos somente três pessoas. Eu o argentino não nos contentamos e na primeira oportunidade que tivemos, puxamos papo com o cidadão que ali se encontrava. Eu, como sempre, dando a minha “cara a bater”, tentei falar em italiano com o cara e em inglês e, no fim, descobri que ele não falava o primeiro e “male male” falava o segundo, mas era o único que se fazia compreender. Ele falava alemão, mas este, infelizmente, nem eu nem o argentino falávamos.
Desta forma, consegui descobrir da onde aquela figura havia surgido: Kosovo. Sim, sim, ele era nascido no Kosovo, mas morava na Alemanha desde pequeno. Apesar de toda a dificuldade da comunicação, consegui ainda conversar com ele e tentar falar sobre a guerra que havia ocorrido em 1999. Ele, por sua vez, ficou muito surpreso que eu soubesse de tal guerra – mal sabia ele que no Brasil, ao contrário de alguns países “umbiguistas” a gente tem informação de tudo quanto é canto... às vezes, até demais – e o seu rosto até iluminou-se quando eu disse que conhecia Kosovo pelas reportagens e pelas coisas horríveis que lá tinham acontecido. No entanto, para a minha tristeza, por assim dizer, ele não estava em Kosovo quando ocorreu a guerra, pois, como havia mencionado, ele já morava na Alemanha neste espaço de tempo. Ele morava com os seus pais e já tinham saído da província há muito tempo...
Apesar disso, fiquei muito feliz por ter conseguido me comunicar com uma pessoa que era de um lugar do qual jamais imaginaria conhecer um dia alguém.No fim, eu e o argentino paramos em Venezia e o kosovar seguiu o seu caminho... mas posso dizer que a viagem, apesar de tudo, teve um gostinho ainda mais especial, afinal, conheci uma pessoa de Kosovo...

Saturday, February 16, 2008

~ Ciúme ~



Mas eu me mordo de ciúme...
E mordo mesmo!
Pena que não fui a dona daquela mordida...

* Foto retirada d' O Pilha Blogs



Monday, February 11, 2008

~ Ponto final ~


Tudo o que eu preciso é de um ponto final. Certo. Mas como chego mesmo até ele? Não sei. Seria simples, não seria? Afinal, é apenas um ponto final. Acabou. Não tem mais continuação. Não se trata de um ponto e vírgula. Ou de dois pontos. É apenas um ponto. Final.
Tenho grandes dificuldades internas em dar meu ponto final. Seja em amizades, seja em namoros, rolos, em qualquer situação, é difícil para eu conseguir e, quando eu finalmente tomo a decisão de fazer, eu faço, mas com dor, com certo ressentimento.
Talvez eu precise praticar um pouco mais de desapego. Percebo isso ao arrumar minhas coisas... sempre tem tanta “tralha” que não tenho espaço para as coisas novas. Tenho uma mania de guardar as coisas que “não-vou-usar-agora-mas-pode-ser-que-um-dia-me-seja-útil”, sabe? Pra quê? Pra ocupar espaço... só se for. E que espaço. Espaço que andou me fazendo falta nos últimos tempos.
Não seria mais fácil, simplesmente, jogar fora o que não serve? Oh, se seria. O problema é que a prática está muito longe da teoria. Até o dia em que eu acordo e decido que as coisas têm que ser diferentes. Que eu não preciso agradar todo mundo à minha volta. Que eu não só posso como devo arrumar as coisas ao meu redor do jeito que eu bem entender. Que eu posso fazer o que eu quero sem que os outros se incomodem ou mesmo que eles se incomodem, qual é o problema? Qual é o problema em dizer não de vez em quando?!
A cada dia aprendo um pouquinho mais da imensa cartilha e a lição na qual estou agora está me ensinando a tapas o que é dar um ponto final em certas situações. Um ponto final crucial, jogando fora tudo o que não presta, não prestou e não prestará mais. Arrancando as coisas que não têm mais a mínima utilidade nos dias de hoje.Apenas um ponto final, é só isso que preciso.

Wednesday, February 06, 2008

~ Cores do Carnaval ~





As cores mais bonitas vistas pelos pequenos olhos cinzas que se vislumbravam com as paisagens, não querendo que elas escapassem, jamais, de suas lentes ampliadoras.