Monday, June 22, 2009

A long way

Quatro anos já se passaram e, fazendo um breve balanço, não foram apenas quatro anos, mas longos anos da minha vida. Foi um tempo em que eu aprendi demais, mas também chorei demais. Ansiava por algo que nunca seria meu. De início achei que quatro anos fechada às possibilidades e ao mundo que me rodeava me faziam mal. Não tinha coragem de me envolver com outras pessoas e muito menos ânimo para aguentar as bipolaridades alheias. Tinha preguiça em pensar na possibilidade de ter que ficar dando satisfações de onde eu ia, como eu ia e que horas eu voltava e mais preguiça ainda de ter que cobrar certas atitudes já previamente esperadas. Não conseguia me imaginar "presa" novamente a alguém e muito menos conseguia enteder o que tinha acontecido neste mesmo dia há quatro anos atrás.
Com o passar do tempo, percebi que nem tudo tinha que ser tãorigidamenteseguidoàrisca e (re)comecei a voltar o meu olhar para o meu redor e ver que nem tudo são flores, mas também não há só espinhos.
Dia após dia, ano após ano, lágrima após lágrima, achei que tivesse aprendido horrores e que jamais me deixaria cair numa armadilha como essas novamente. Achei errado. Mesmo assim, não me arrependo... a cada situação, uma nova experiência. A cada pessoa, um novo aprendizado. A cada ano, uma nova fechadura que se abre para as cores, mas que se fecha e afasta as dores.
Enfim, quatro anos se passaram e, pra mim, parece já serem dez... thank God!

Friday, June 19, 2009

Frase da semana

"Don't be reckless with other people's hearts,
don't put up with people who are reckless with yours."


Com o passar da semana eu percebi o quanto as pessoas podem se tornar frias e distantes e quanto eu ainda tenho aa aprender. Um pouco de Sunscreen não faz mal a ninguém.

Thursday, June 18, 2009

Someday we'll know...





Ninety miles outside Chicago/Can't stop driving I don't know why/So many questions I need an answer/Two years later you're still on my mind/Whatever happened to Amelia Earhart/Who holds the stars up in the sky?/Is true love just once in a lifetime?/Did the captain of the Titanic cry?/Someday we'll know if love can move a mountain/Someday we'll know why the sky is blue/Someday we'll know why I wasn't meant for you/Does anybody know the way to Atlantis?/Or what the wind says when she cries/I'm speeding by the place that I met you/For the 97th time..... tonight/Someday we'll know why Samson loved Delilah/One day I'll go dance on the moon/Someday you'll know that I was the one for you/I bought a ticket to the end of the rainbow/I watched the stars crash in the sea/If I could ask God just one question/Why aren't you here with me....tonight

Tuesday, June 16, 2009

É pra você...

Vem cá... deixa eu segurar a sua mão e olhar nos seus olhos. Não, eu não quero te fazer mal algum e muito menos entrar aonde não sou chamada.
Deixa eu te ter perto de mim mais uma vez e saber o que está acontecendo. Deixa eu ser sua amiga e até te oferecer um ombro ou um ouvido, o que você precisar, eu não me importo. Estou aqui pra te escutar.
Deixa eu fazer parte da sua vida, nem que seja um pouquinho... eu não quero te atrapalhar e jamais vou querer o teu mal.
Vem cá... vem sem pressa, mas não demore muito. Venha no seu tempo, do seu jeito. Vem continuar a me encantar com seus olhinhos de menino. Vem continuar a fazer meus dias mais felizes, meus sorrisos mais abertos, meus olhares mais intensos. Vem continuar a me mimar, a me fazer brincar...
Deixa eu ficar por perto, nem que seja um pouquinho só pra tentar te entender bem. Deixa eu compartilhar os meus segredos e meus medos com você... minhas alegrias, minhas tristezas.
Deixa eu fazer parte do teu silêncio angustiante para me silenciar também. Deixa eu entrar nos seus pensamentos "tácitos" para deles fazer parte.
Deixa que a chance venha e a gente se distraia junto, fazendo com que exista o nós e não o eu e você separados.
Deixa a minha saudade e minha vontade de lado e vem...

Sunday, June 07, 2009

O fim

São dois, mas há três no meio. Três que pareciam fazer a diferença entre dois e somá-los a cada dia quando, na verdade, a divisão era inevitável. São três que não sabem como as coisas ficarão depois de uma decisão unilateral de dois onde a subtração só pode resultar em um pra cada lado.

Era inevitável. Sabíamos que o fim estava muito próximo, mas não sabíamos precisar bem quando e como. Quando a situação já está insustentável por alguns longos anos, não há mais diferença entre o que é ruim e o que é péssimo. São inúmeras as situações e os diálogos cortantes presenciados todos os dias que desgastam, machucam, fazem doer por dentro. E no silêncio velado, as pessoas tomam atitudes e decisões sabendo das consequências que vão causar, mas, ao mesmo tempo, conseguindo a coragem e a determinação para continuar adiante e enfrentar o que quer que seja que apareça pela frente.

São poucas as situações que me deixam quieta. Eu sempre tenho palavras pra tudo, mesmo que, muitas vezes, acabe falando besteira... desta vez, no entanto, não tenho o que falar. Não sei como agir ou reagir, o que pensar e como serão as coisas daqui pra frente. Não sei se choro ou se suspiro de alívio por esta situação toda acabar e ninguém mais precisar fingir ser feliz diante dos outros. Não sei, sinceramente, como será o amanhã. Talvez esteja em choque com a notícia dada assim. Silêncio.

Wednesday, June 03, 2009

bemmequermalmequer


Eu sei que não tenho sido umas das pessoas de mais fácil convivência nestes últimos dias. Sei também que as pessoas se enchem e eu me encho comigo mesma muito facilmente. Fico me sentindo irritada, carente, chatinha, mas não sei o que fazer... e, pra piorar, parece que tudo acontece nestes dias. É bronca de um lado, são problemas do outro, família do outro e por aí vai. Parece que nada vai se encaixar e quando você vê... ops! You did it again!

Não gosto de ficar assim, mas também não sei reverter o quadro. Como eu disse "estou aprendendo" uma porção de coisas a cada dia. Uma delas está sendo lidar com o meu medo e minha auto-defesa que insistem em ficar aqui colados em mim. Ah, e agora tem a insegurança que não para de me atormentar...

Quando digo que não ligo para certas coisas é porque realmente para mim elas não fazem a mínima diferença. Eu realmente quero a felicidade e o bem-estar... Mas, ao mesmo tempo, é complicado deixar o que as pessoas pensam totalmente de lado e viver apenas a minha vida. É incrível como certas opiniões e situações ainda fazem toda a diferença no meu dia-a-dia, por mais que eu não queira.

As coisas não são fáceis e muito menos da maneira que imaginamos. Enquanto elas acontecem, meus pensamentos pairam em lugares absolutamente inusitados e viajam para tão longe que se perdem por aí fazendo com que eu fuja da realidade e passeie por lugares desconhecidos... fico pensando em coisas que não acontecem ou que realmente acontecem, mas na minha cabeça aparentam ser muito pior do que realmente são e quando dou conta de mim mesma, já estou pensando novamente no jardim com a grande margarida amarela, despetalada, brincando de bemmequermalmequer e a tristeza toma conta de mim. Mais uma vez.

Saturday, May 30, 2009

Cul-de-sac

Chega uma hora que não dá mais pra adiar a sua (in)decisão. Por mais difícil que seja, chegamos num ponto onde não há uma saída óbvia, mas sim, dois caminhos completamente opostos e temos que saber o caminho a ser seguido.

O meu impasse e a minha dúvida parecem ter terminado temporariamente (a menos que alguém faça com que eu mude de ideia mais uma vez). Há decisões difíceis demais de serem tomadas, pois qualquer decisão que eu tome eu sei que existe o impacto nos outros à minha volta. Não depende só de mim.

Não sabia se queria parar, se queria continuar, se queria mudar ou se queria ficar de uma vez neste emprego. Não sabia se poderia ir viajar, se não poderia mais, se tirava férias para o término da iniciação científica... se continuava na comissão de formatura, se jogava tudo pro alto... se ficaria ou não com ele, mesmo sabendo do risco de me apaixonar no meio do caminho.

Acabei escolhendo viajar mais uma vez a ficar aqui. Escolhi continuar no emprego atual. Escolhi dar um jeito e me matar logo para terminar a iniciação. Decidi me candidatar a presidência da comissão de formatura (e ganhei o cargo!). Decidi voltar a fazer algo que gosto muito: trabalhar com o humano, com o toque, com o carinho, com as crianças e os adolescentes. Resolvi ficar com ele e não com outro qualquer, mesmo sabendo dos "riscos".

Ainda não sei muito bem as consequências de cada uma das minhas escolhas, mas pelo menos posso garantir que já estou pronta para elas... seja lá quais elas forem.

Thursday, May 28, 2009

147 dias

Uhu! Que demais! Centoequarentaesetedias trabalhados para.... pagar impostos!

Isso é Brasil...

PS: comece a planejar o que fazer com o restante dos dias trabalhados, mas não esqueça de guardar um pouquinho, afinal, sempre há novos impostos a serem pagos!!

Wednesday, May 27, 2009

Livro (d)e trânsito

Ontem acabei de ler meu primeiro livro de trânsito do ano. Pode parecer loucura, mas eu tenho o meu "livro de trânsito". Morar em São Paulo é uma coisa. Se locomover em São Paulo é outra coisa completamente diferente. Já que o trânsito não diminui e, diga-se de passagem, só tende a aumentar, o melhor mesmo é arrumar um jeito de se descontrair e fazer com que aqueles preciosos minutos entre a primeira e segunda marcha e a looonga espera tornem-se úteis de alguma forma. Além de enviar mensagens SMS, tirar a sombracelha e me maquiar em dias mais inspirados, o meu jeito foi arranjar o "livro de trânsito". Acredite: o stress diminui e a você nem vê a hora passar...

Monday, May 25, 2009

One call...

... was enough to make me smile again and realize that, in the end, nothing was lost...

Saturday, May 23, 2009

And I ruined everything...


Não reparei na hora, pra dizer a verdade. Estava triste e nem sabia muito bem o porquê. Na verdade sabia, mas não queria confessar que era por causa daquele "fator" em especial. Mal entrei no carro perto das 23:00hs e comecei a dialogar com o rádio, já que estava sozinha com os meus pensamentos. Estava tão perdida em meio a tantas ideias e, de repente, percebi o que eu havia feito... já era tarde.

Desde ontem estava achando tudo muito estranho. Palavras atravessadas, jeitos esquisitos e a falta de comunicação estavam me deixando um pouco atordoada. Pensei que ontem era o diadosilêncio e tentei ficar o mais quieta possível para não atrapalhar e respeitar o espaço alheio. Mesmo assim, não deu certo.

Esperei o hoje e já, desde cedo, soube que não seria muito diferente de ontem. Tentei desviar os pensamentos, fingir que nada estava acontecendo, mergulhar fundo no trabalho ((o que acabei fazendo melhor que ninguém)), mas de nada adiantou. Grudou e aqui ficou. Pensei em falar.
Pensei em ficar quieta. Em agir. Em desistir. Em ligar, escrever, ligar de novo, não ligar, muito menos abrir a boca. Não sabia muito bem o que fazer. E lá veio outra crise de ansiedade. Aquela que não deixa eu pensar direito e quando vou ver... já foi.

Pois bem... a noite chegou e recebi a tão esperada ligação. Estava feliz por dentro, mas não conseguia expressar diante da tristeza que me acompanhou o dia todo. Queria ver, falar e saber as novidades. Queria contar os últimos acontecimentos... contar como minha irmã machucou a mão direita e eu tive que ajudar a criança a tomar banho ((confesso que me diverti demais)). Contar os elogios que tenho ganho por conseguir coordenar bem o meu trabalho. Contar as puxadas de orelha que também tenho levado, apesar de o trabalho estar "satisfatório". Contar que o dia foi cheio, apesar do meu vazio interno. Contar o quanto senti saudade daquele cheirinho único que só ele tem. Mas nada disso aconteceu. Ao contrário. Sem perceber e sem o menor controle, comecei a falar nonstop e quando vi, já eras.... falei demais. Falei o que devia e o que não devia e de repente ouvi um "desabafou?".

Parecia com pressa de desligar o telefone para não ter mais que ouvir... acho que eu, no lugar dele, faria exatamente o mesmo. Ou não. Nunca sei como reagiria comigo mesma.

Bem.... o fato é que eu não tinha encarado como um desabafo. Não tinha nem pensado no que tinha falado, apenas saiu... só fui me dar conta horas depois quando sozinha com o rádio dialoguei e percebi que sim, mais uma vez, eu tive medo... mais uma vez, I ruined everything....

Friday, May 22, 2009

Eleanor Rigby

Ah! look at all the lonely people. Eleanor Rigby picks up the rice in a church where a wedding has been, lives in a dream waits at the window wearing the face that she keeps in a jar by the door Who is it for? All the lonely people... Where do they all come from? All the lonely people... Where do they all belong? Father McKenzie writing the words of a sermon that no one will hear. No one comes near. Look at him working, darning his socks in the night when there's nobody there... What does he care? All the lonely people... Where do they all come from? All the lonely people... Where do they all belong? Ah! look at all the lonely people... Eleanor Rigby died in the church and was buried along with her name. Nobody came... Father McKenzie wiping the dirt from his hands as he walks from the grave. No one was saved. All the lonely people... Where do they all come from? All the lonely people... Where do they all belong?

Wednesday, May 20, 2009

The wrong side of the bed


Quando você acorda in the wrong side of the bed, não adianta por a roupa mais bonita. Não adianta querer se maquiar, pois nem a maquiagem disfarça seu descontentamento consigo mesma. Não adianta querer fugir e muito menos querer esconder. Não adianta fingir que nada está acontecendo, pois está. Mas o que está? Não se sabe ao certo. Não dá para explicar.

Nesses dias é melhor ficar longe de tudo. E de todos. Ficar longe do celular para não ter ataques de ansiosidade. Para não pensar que a culpa é sua por todaequalquercoisa que acontece ao seu redor. Para não ficar esperando.

Melhor mesmo é ficar quieta, num silêncio magistral como se estivesse meditando. Meditando sobre as coisas, sobre a vida, sobre si mesma. Revendo os conceitos e tentando entender o porquê de tanta tristeza repentina.

Melhor mesmo é não ficar pondo caramilholas na cabeça, não escrever nada (porque quando escreve aos outros, escreve besteiras) e não ficar chateada por não receber a atenção que você esperava.

Melhor mesmo é voltar pra cama pra ver se amanhã você acorda in the right side of the bed e para de achar que o mundo está contra você.

Tuesday, May 19, 2009

Mais um...

... ataque consumista. Mas, desta vez, não vou engordar, afinal não ataquei tortinhas de maçã e sim, livros. Quem mandou o site fazer uma promoção alucinante e ainda não cobrar frete?!

Pelo menos algumas novas Clarices trarão novos sentidos para as estantes do meu quarto... (9isso é só pra convencer a mim mesma de que não estou sendo uma consumistaexageradaefrenética dois dias seguidos))

Monday, May 18, 2009

Sobre tortas e economias

O capitalismo com seu extremoconsumismoaoquadrado realmente nos incentiva a fazer coisas, no mínimo, exageradas... acabei de almoçar e pensei em comer apenas UMA tortinha no fast food mais conhecido do mundo que, pra piorar, é bem ao lado do prédio onde eu trabalho.

Chegando lá, por causa de uma bendita promoção (uma tortinha=R$3,00; duas tortinhas=R$3,99) acabei comprando duas (afinal não é todo o dia que se faz "tamanha economia") e, inevitavelmente, comendo as duas.

É, minha gente, por culpa do consumismo ainda viro uma bola.

Friday, May 15, 2009

I just don't know what to do with myself


Sometimes it's better to stay where you are and not move an inch for any reason.
Sometimes you just need to convince yourself that improvements in your life are going to do you good.
I've been sincerely trying to convince myself of a lot of things, but still haven't got it all figured out.
And then I realized how scared I am when it is all about CHANGES. I am not really found of changes, although I do like them. Complicated? Yeah, I guess so. I feel really complicated myself. I don't know how to deal with certain situations and in spite of knowing I have to have an attitude towards my future, I feel lost in my dreams, goals and everyday life. I guess this is the conclusion word: LOST.
The days are passing by and I really need to focus on something that sooner or later is going to change it all completely. I just don't know if I'm ready to jump.

Wednesday, May 13, 2009

Frase da semana

"Eight days a week is not enough to show I care..."*

Não consigo explicar o que está acontecendo... só sei que a sensação e que tenho andado (ainda mais) sorridente... e é isso o que realmente importa no final!


*fase Beatlemaníaca. Frase da música "Eight days a week"

Tuesday, May 05, 2009

Walking away


É tanto medo que não dá pra explicar. Uma coisa estranha que invade e aperta o estômago sem mais nem menos. Não tem qualquer sentido e não sei o porquê de sentir isso, mas sinto.

E não adianta (querer) fingir quando se é simplesmente transparente. Um gesto, uma palavra (ou falta dela), um olhar... já dizem tudo o que não deveriam dizer.

O problema não são as bobagens, mas a imaginação que se cria em volta delas. A nossa mente é extremamente fértil e, quando paramos para analisar, percebemos que a história já está perfeitamente montada, com começo, meio e fim e a conclusão já está formada como se os retalhos coloridos fossem colocados lado a lado para montar uma colcha sem fim.

Mais uma vez me deparo com o medo e a vontade se degladiando dentro de mim.

Medo de sentir, medo de me deixar sentir, medo de não sentir absolutamente nada.

Vontade de querer, vontade de estar perto, vontade de não saber.

PS: Não, não tinha a mínima intenção de deixar você curioso, mas acabei deixando.