Sunday, May 09, 2010

Em segredo

Te namoro em segredo. Nos meus sonhos, dedilho suas madeixas enquanto você dormr um sono profundo e tranquilo no meu colo. E suspiro com a tranquilidade de te ver dormindo ali sobre um pedaço de mim. Quando acorda, me surpreende com um abraço apertado e eu me deixo levar pelo seu cheiro e o seu olhar cujos mistérios são sempre indecifráveis até mesmo aos olhos atentos.

Resquícios de vontades antigas ressurgem dentro de mim com a mesma intensidade de antes e eu de repente percebo que já é tarde para satisfazê-las. Assim, continuo debruçada sobre os meus sonhos longínquos de te ter mais perto novamente.

Sunday, April 25, 2010

About goodbyes


Ela se foi com data marcada para voltar. Foi com um sorriso lindo no rosto e eu jamais queria arruinar a sua felicidade. Tentei esconder as minhas lágrimas, mas não consegui. Não adianta, não sei me despedir, ainda mais se tratando de uma das minhas pessoas favoritas no mundo.

Sei que são "apenas" três semanas e que é um dos seus muitos sonhos que está se realizando, mas meu coração talvez não entenda isso como a minha razão o faz.

Lá se foi a minha irmã, minha melhor amiga, minha companheirinha de finais de semana e apenas uma coisa eu consegui constatar: sou tão chorona quanto o meu avô era.

Wednesday, April 07, 2010

A casa

Tudo está arrumado dentro da sua casa. Seus móveis estão impecáveis, a iluminação está perfeita, os quartos e as gavetas estão limpos e cheirosos. A casa está em excelente estado, pronta para ser desfrutada.

Depois que ela arrumou tudo, ele aparece. De início, não sabe muito bem como agir e olha apenas pela frestinha da janela o mais novo desconhecido que passa na rua. Ele parou na sua porta. Meio desconfiada, acaba abrindo a porta e deixando-o entrar. A princípio, ele mexe em algumas coisas, senta-se no sofá, procura algo no interior da cozinha e chega até a conseguir abrir algumas das suas gavetas trancadas a chaves. Ela continua na defensiva, mas não o impede de fazer coisa alguma.

O tempo passa e as gavetas deixam de ter chaves. A geladeira já é aberta e fechada quando ele quer, sem restrições. As roupas dele já se espalham pelo sofá, a toalha na cama. A casa vai ficando um pouco mais bagunçada, as coisas já não estão no seu lugar. E ela? Ela deixa que tudo fique assim, sem pôr e nem tirar. Limpa tudo direitinho, mas não tira nada dele do lugar... Deixa escapar as suas próprias vontades pelas frestinhas das janelas em nome da sua felicidade momentânea, mesmo que, para isso, tenha que deixar tudo espalhado do jeito que está. Com isso, deixa escapar também que não é de ferro, que não tem sangue de barata e que tem sentimentos. Tem sentimentos pela casa que ela construiu pedacinho por pedacinho durante todos esses anos, tem carinho pela mobília, pelas roupas, pelos pisos, pelo telhado... Sabe que não é das melhores casa do bairro, mas sabe também o quanto demorou para construí-la.

Sua permissividade ultrapassa as suas vontades e, assim, ela vive a esperar. Espera que ele lhe dê mais atenção. Espera que ele lhe dê mais carinho. Espera que ele lhe dê um pouco mais de prioridade. E vive a esperar.

Enquanto isso, os meses se passam e ele vai deixando algumas coisas para trás... alguns objetos pessoais, algumas roupas pelo chão, alguns armários semi-abertos. Pouco a pouco, ele vai saindo pela porta dos fundos. E ela? Ela fica lá, no meio da bagunça pensando o porquê de tudo ter ficado de pernas para o ar.

Assim, fecha suas portas e suas janelas. Ela precisa colocar a casa em ordem... tudo de novo!

Sunday, April 04, 2010

De outras páscoas


Inevitável não lembrar da casa da nonna nestes dias festivos e familiares. Lembrei do cheiro gostoso que vinha da casa da villa na Mooca e de quando éramos menores.

Na Páscoa, sempre, indiscutivelmente, passávamos o dia na nonna. Normalmente chegávamos quando alguém da família já estava lá. A nonna já estava com todas as panelas no fogo e as carnes no forno, sem esquecer do seu memorável aventalzinho. Daí chegavam os tios e primos e, com eles, a caipirinha, o vinho e os melhores doces das titias. Ovos de chocolate embrulhados em brilhantes papéis se espalhavam pela casa.

Enquanto o almoço não saía, nós, crianças, ficávamos por perto esperando o pãozinho italiano com molho em cima. A nonna reclamava, mas sempre acabava fazendo mais um e a gente já saía correndo pra sala.

Os adultos sentavam-se na mesa grande, enquanto as crianças se espalhavam pela sala, no sofá, no chão, na cozinha, aonde coubesse. Era uma festa só. Todo mundo falava ao mesmo tempo e contava piadas e ria e matava a saudade. A nonna não sentava à mesa, pois tinha que estar atenta para que os pratos sempre estivessem cheios, mesmo quando não conseguíamos mais comer. Sempre preocupada com que todos estivessem satisfeitos.

Depois do almoço bem italiano, as mulheres iam para a cozinha pra arrumar a bagunça, enquanto os homens se debandavam pelas camas e sofás da casa para tirar um cochilo.

Nós, crianças, íamos pra villa, jogar bola, empinar pipa, brincar de elefantinho colorido, esconde-esconde, pega-pega... o que desse vontade.

No final da tarde, quando as mulheres já haviam limpado a cozinha e a bagunça e os homens acordavam de seus enormes cochilos, vinha a hora do café da tarde. E lá estávamos todos nós novamente comendo e conversando. Era a hora preferida em que a nonna abria os ovos de páscoa e a gente se enchia de chocolates.

Só depois do jogo, do Faustão e de uma bela parte do Fantástico é que acabávamos vindo embora pra casa.

Eram Páscoas gostosas, páscoas felizes, e que deixaram boas lembranças e muita saudade!

Wednesday, March 31, 2010

Sobre as farsas cotidianas

Um dia, as pessoas ao seu redor vão acordar e olhar para o lado e, de repente, vão se surpreender. Era tudo uma farsa. Uma verdadeira farsa. Ela era a farsa em pessoa.

Um dia, as pessoas descobrirão que ela se vale de uma máscara e, quando esta cair, nada vai sobrar. Nada além dela mesma, sozinha, sem companhia, despida de todos os seus pensamentos. Dos seus sentimentos.

Um dia, descobrirão que ela não é tudo isso o que pensam. Pensam, fazem uma imagem dela, mas ela não é nada disso. É muito menos. Não entende o porquê as pessoas acham que ela sabe tanto, pois, no fundo, não sabe de nada.

Admito que ela se deprecia. Pensa que não é capaz. Pensa que nunca vai conseguir. Desanima. Não enfrenta. Tem medo.

A cada dia que passa, vive mais um dia, mas sabe menos sobre a vida. Brinca de saber, de se encher das coisas boas, mas, ainda, se sente só. Sente-se só como a menina que brincava sozinha com os seus inúmeros amigos imaginários ou que tagarelava sem parar na sala de aula e tomava bronca por isso.

Não entende a mente humana e muito menos os sentimentos alheios. Humana demais, espera demais e sonha demais com o que não vem. Não sabe mais o que é certo ou errado e vive se perguntando se o seu gostar também não passa de mais uma farsa para se refugiar de si própria. Vive se perguntando se somente ela vive numa grande farsa ou se a vida que é assim e que ela tgem que se adaptar.

Um dia, a farsa acaba, a festa acaba e nada mais sobra além da tristeza e da auto-destruição.

Sunday, March 28, 2010

No definitions

Sempre fui a pessoa mais adepta às conversas que qualquer outra coisa. Acredito de fato que uma boa conversa entre duas pessoas pode dirimir eventuais questões, controvérsias do dia-a-dia e até mesmo maus entendimentos.

Neste caso específico, entretanto, não sei se cheguei à conclusão alguma. Apesar de sempre querer conversar e dizer diretamente o que está acontecendo ou o que eu ando sentindo, nunca consigo me expressar da maneira com que eu imagino e, pior do que isso, acabo deixando diversas questões de lado por culpa da maldita insegurança. Não consigo olhar nos olhos, não consigo rebater argumentos, não consigo um monte de coisas... e, geralmente, as coisas só ficam mais claras depois de algumas horas ou até mesmo dias. Só consigo refletir o que me foi falado depois de algum tempo. E é aí que dá aquela vontade de parar tudo e dizer: vamos pro segundo round? Mas, na hora do vamovê, não é bem assim que as coisas funcionam e acabo deixando por isso mesmo.

Longe de ser uma luta consciente, minha cabeça e meus sentimentos acabam funcionando como se estivessem em um verdadeiro ringue. Um quer ligar, falar, deixar fluir. O outro quer apenas ficar na sua e tentar não pensar mais nisso... é bem o deixapralá. E, de verdade, não sei o que anda acontecendo, mas parece que a minha memória tem ficado cada vez mais seletiva, perdendo pedacinhos importantes de conversa pelo chão.

Enfim, a conclusão é que não há conclusão. No fundo, no fundo, não há mais o que se falar. Não há definições. Agora é deixar que as coisas aconteçam e tentar ao máximo - se é que é possível - colocar as expectativas de lado e não construir mais ilusões pelo meio do caminho.
Tentar nunca foi demais, não é mesmo?

Friday, March 19, 2010

Na linha tênue

Quando não se tem um relacionamento assumido e convencional, nunca se sabe aonde o limite vai parar entre o querer e o poder.
Aprendi com as minhas últimas experiências que cobrar as pessoas não é nada saudável, nem pra mim, nem pra elas. Aprendi também que não posso demonstrar meus sentimentos. Nada de me expor, afinal, as pessoas não estão preparadas para receber carinho. Ou será que sou eu que não estou pronta para receber o silêncio alheio diante da minha demonstração?
Ainda sim, não aprendi a me desprender dos meus medos e da minha falta de coragem em olhar olho no olho para conversar coisas que não estão bem. Pelo menos pra mim.
De repente uma ficha caiu, como se eu tivesse acordado de um sonho bom. Percebi que eu estou num lugar em que o outro não está. Que quero mais, quero sempre, quero agora. Queria estar mais por perto, compartilhar mais... mas não só com o meu ombro amigo, mas comigo por inteiro. E é aí que esbarro numa linha tênue, quase que invisível entre nós.
Enquanto eu quero ganhar aquele abraço de despedida demorado e apertado, ele quer ir embora. Enquanto quero conversar e saber de todas as coisas que tem acontecido, ele quer ler um livro e não ser incomodado. Enquanto eu espero até o último minuto apenas para conseguir alguns poucos minutos da sua atenção a sós, ele pensa em ir pra casa.
O fato é que não quero lembrar o outro da minha existência: quero apenas ser lembrada por ser quem eu sou. Por ser alguém na vida dele. Alguém que vai além daquela que senta perto só pelo simples fato de estar lá, seja mal-humorada ou não. Alguém que ele sinta falta, que ele mande mensagem quando ver alguma coisa legal... alguém que ele convide para sair ou até mesmo pra ir ao boteco da esquina para passar 20 minutos. Apenas alguém diferente.
E é assim que percebo que uma das linhas se quebrou entre o meu gostar de verdade e a minha indiferença.

Sunday, March 14, 2010

Meio

Ando meio corrida, meio desligada, meio com medo.
Corrida de trabalho, faculdade, comissão.
Desligada dos amigos, dos inimigos, dos exercícios.
Com medo de falar, de agir, de fazer acontecer.
Tudo assim: meio. Nada por inteiro.

Monday, March 08, 2010

Por que será...

... que é tão difícil de encarar certas pessoas de frente?
Eu não consigo.

Friday, March 05, 2010

Sempre clandestina

Quando se quer desviar a atenção de determinado pedaço da sua vida, você respira fundo, vira para o lado e se apega à atividade que mais toma o tempo do seu dia: o trabalho (pelo menos no meu caso).

Faz de tudo para se focar ao máximo, pensa em outras coisas no mínimo, realiza tarefas da melhor maneira possível, sem deixar que o tempo sobre. Sem deixar que o tempo reflita o sentimento. Racionaliza.

Os sentimentos são tolos, mesmo quando verdadeiros. Alguns de nós se apega a eles como se fossem grandes verdades. Deixamos que as coisas aconteçam e, sem perceber, surge um coração saltitante, uns olhinhos brilhantes, uma promessa ao pé do ouvido...

Por outro lado, quando as coisas se tornam mais claras aos nossos bobos olhinhos e percebemos que, na verdade, os sentimentos não são grandes coisas para as pessoas do mundo de hoje, tudo se perde junto com a poeira da secura. Tudo seca. Tudo murcha.


A felicidade sempre iria ser clandestina para mim

Monday, March 01, 2010

Pedacinhos da bela Ilhabela









E a semana passou assim: com as cores mais lindas e vibrantes, as amigas muito queridas e com o sorriso no rosto.
A vida está aí para ser vivida da melhor maneira possível.

Thursday, February 25, 2010

She knows better

By the end of the night, she knows deep inside that she always has been right: they are just friends. Nothing less. Nothing more.

She still wanted more, but no matter what she did, they would always be stuck at the same place.


PS: once it was good, but that was it.

Saturday, February 13, 2010

Felicidade alheia

Quando vi aquela carinha feliz na minha frente, toda a minha rabugentisse se foi. Tudo o que eu queria naquele momento era largar as tralhas que estavam nas minhas mãos e encontrá-lo num abraço apertado. Sei lá o porquê, afinal, nada tinha a ver comigo, mas fiquei feliz do mesmo jeito. Fiquei feliz por ele e pelo seu sucesso.

Não saí correndo para o abraço apertado e muito menos dei-lhe o beijo que queria dar, mas sorri e disse o que me veio na cabeça na hora: Que legal! Parabéns!

Friday, February 12, 2010

Valentine's Day


A little bit of angrylittlegirls for the upcoming Valentine's Day!

Monday, February 08, 2010

Música da Semana

Só porque ela é bonitinha....

O amor me pegou
E eu não descanso enquanto não pegar
Aquela criatura
Saio na noite à procura
O batidão do meu coração na pista escura
Se pego, ui me entrego e fui
Será que ela quererá, será que ela quer
Será que meu sonho influi
Será que meu plano é bom
Será que é no tom
Será que ele se conclui
E as gatas extraordinárias que
Andam nos meios onde ela flui
Será que ela evolui
Será que ela evolui
E se ela evoluir, será que isso me inclui
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar essa criatura
Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar

(*) Gatas Extraordinárias (composição: Caetano Veloso)

Saturday, February 06, 2010

Good bye?


Nunca fui muito boa com despedidas. Não sei bem o poquê, mas ainda não sei como lidar com "essas coisas". Não sei se é porque me apego muito às pessoas ou se é porque fui ensinada a não deixar que as coisas se fossem. Sempre guardando. Sempre acumulando.

Quando chega a hora da mudança, meu estômago fica apertadinho e nada passa na garganta. O nó do choro é inevitável, por mais que a mudança seja favorável para mim. Geralmente, tenho mil coisas para dizer para determinadas pessoas, mas, na hora do efetivo "tchau" tudo some, tudo fica perdido em pequenas letras na minha cabeça que não fazem o menor sentido e deixo as lágrimas escaparem. Não que eu goste deste meu ponto fraco, pois não gosto, mas ainda não aprendi a me controlar. Não aprendi a deixar para trás. É difícil, só isso.

Vai e não olha pra trás...


... e é isso que estou fazendo: esperando o novo e nada mais.

Tuesday, February 02, 2010

Pedacinho de mim


Saudade. Ah, saudade.

Às vezes fico pensando como a vida teria sido se eu, de fato, tivesse escolhido ficar um pouco mais. Seis meses mais. Fico imaginando aonde trabalharia, quais fotos tiraria, como eu viveria num lugar cinza com o seu céu de cores intensas.

Ficaria mais tempo? Ia querer voltar? E o futuro?

Conheceria as pessoas que conheço hoje? Teria os mesmos sentimentos de hoje? Continuaria sendo uma maria-mole mesmo tendo que me virar sozinha?

Não dá para imaginar como teria sido e, talvez por isso, evito lembrar os dias passados por lá. Tento não revisitar minhas fotos, meus recados, tudo o que lembre aquele mês.

Mas sei que um pedacinho de mim ficou e sinto saudade. E muita.

It's all about changes

Sometimes you learn, by then you have to move on.
Maybe it was high time I moved on myself and that's what I'm trying to do right now. Although it seems a little selfish, I feel it's the right thing to do. Actually, I'm questioning how much selfish is it... probably not that much. People don't think about each other when it comes to something they really want to. They just do it.
And again I feel a bit afraid and I know I'm a little hard with changes in general, but maybe I just need to learn how to deal with them.


Well, let's see what happens at this new job!

Música da Semana

A change would do (me) good