Friday, March 23, 2007

* Sentidos opostos *

“ Dois caminhos, uma chave...
Um estrondo, uma porta errada..."
(Dois caminhos - Babado Novo)
Uma única porta de saída e dois caminhos opostos, completamente diferentes.
Ela sai e atravessa a rua para descer. Ele sai e também atravessa a rua, mas vai para o sentido contrário. Ela vai para casa, esquecer das tristezas e pensar um pouco em tudo o que aconteceu no seu dia. Ele não vai para a sua casa, vai para outros lugares que não fazem sentido algum. Ela está exausta de querer fazer tudo ao mesmo tempo, mas, mesmo assim, não sabe viver de outra maneira: quer trabalhar, estudar, aprender Francês, Espanhol, curtir a vida ao lado de alguém que faça valer a pena... Ele, por sua vez, quer também estudar, arranjar um bom emprego com horários mais flexíveis, crescer na sua área. Quer curtir, mas de forma diferente do ponto de vista dela. Quer estar sempre em contato mesmo que isso faça mal para todos os lados que possa alcançar. Mente em prol de um bem-estar que não é comum a todos e sim, somente a ele mesmo.
Ela quer mais! Quer aproveitar cada instante, pois a vida passa voando e, ao mesmo tempo, não quer fazer nada. Quer voar, mas quer também ficar parada. Quer sorrir quando as lágrimas já estão em seus olhos.
Ele quer ser feliz, mas busca sua felicidade em caminhos muito obscuros e estranhos. Ele continua a ser “cabeça dura” e não admite certas verdades para si mesmo por mais que isso doa em outras pessoas e até nele próprio. Ela continua a ser cabeça dura em pensar que um dia, muito distante, as pessoas podem mudar. E elas, de fato, mudam, mas não como ela gostaria. Mudam para pior, pois ela acaba perdendo a confiança em quem ela mais acreditava e não gostaria que isso acontecesse de forma alguma.
Ela, politicamente correta, segundo ele mesmo. Ele, um doido que não sabe o que quer da vida realmente, segundo ela mesma.
Os caminhos não se cruzam mais a não ser que ele o queira, mas ela não o quer. Não tem mais graça. Os olhares não são mais aqueles de antigamente. Os sentimentos são distintos. Os gestos, o jeito de falar, as ligações inesperadas já não têm mais o mesmo sentido. Sentidos opostos, contrários, obtusos, perdidos em algum lugar num passado próximo e, ao mesmo tempo, distante.
Caminhos percorridos diferentemente que nos levam a outros lugares que jamais poderemos imaginar...

Wednesday, March 21, 2007

* Sick and tired *

Eu preciso de alguém pra conversar... alguém que não me conheça que não saiba nada sobre a minha vida. Alguém que não queira falar comigo somente pelo computador. Alguém que tenha um coração aberto e não queira só me criticar, mas me dar apoio também... cansei de ficar abaixando a cabeça pra certas pessoas que são egocêntricas e acham – coitadas! – que são as pessoas mais importantes do mundo... hehehe Só você mesmo pra pensar nisso e me fazer rir em meio as minhas lágrimas e numa hora dessas.
É ridículo o jeito com que você vem me ignorando e depois diz o quão infantil EU sou! Ninguém está pedindo coisa alguma pra você além da sua preciosa atenção, mas nem isso parece que você pode dar, não é mesmo? Anda difícil um “espacinho” na agenda, né?!?! Crise de ciúme?? Taí, fica uma pergunta pra você: Ciúme de quem mesmo?!?!?!
Cansei de ter que dizer que estou errada quando não estou... a verdade dói, meu bem? Uau, bem-vindo ao clube!!! Quão amoroso você é, até me espanta! Na verdade, dói perder um amigo... pensei que o tivesse na sua figura, mas percebi que, mais uma vez, estava redondamente enganada! Uma pena perder alguém que era tão gracinha e fofo comigo quando queria. Agora o interesse se foi e você não precisa mais fazer médias, podendo demonstrar uma outra pessoinha escondida por trás da máscara boazinha que me encantou.
Da próxima vez prometo que seguirei mais o meu sexto sentido!

Thursday, March 15, 2007

* Empurre a sua vaca... *

Estava eu na aula de Linguagem Jurídica (yeah!) depois de um loooongo dia (sim, desde ontem parece que os dias são cada vez mais longos por um lado e curtos para o outro) e eis que surge uma história muito interessante.
A história em questão foi contada pela professora e envolvia Aristóteles, seu aprendiz, uma família paupérrima e... UMA VACA!!! Sim, um animal irracional denominado vaca e não qualquer outra coisa que você e sua mente distraída possam estar pensando neste exato momento.
Ah, e antes que você pense: “A Fernanda ta bem louca que vou ficar lendo historinha de filosofia e afins”... nããããããoooo, você está enganado(a)! Esta não é uma historinha assim. Aliás, vou resumi-la ao máximo para não tomar seu precioso tempo: a família pobre, pobre vivia do litro de leite que a vaca produzia todos os dias e Aristóteles vendo aquilo, pediu para seu aprendiz joga-la precipício abaixo. O aprendiz, muito contrariado, fez o que seu mestre mandou. Após 20 anos eles voltaram no mesmo lugar onde não havia mais uma família pobre e sim, uma família rica, de posses (a vaca já estava morta, óbvio... hehe). Eles haviam aprendido a viver do trabalho e das conquistas de cada um.
O que eu adorei nesta história é que ela fala exatamente do comodismo das pessoas com determinadas situações e o medo eterno de se arriscar, isto é, a vaca estava sempre lá magrinha, "acabadinha" provendo o leite de cada dia para os seus. Uma vez jogada no precipício, a família TEVE QUE achar uma alternativa de vida e achou, sem querer, algo melhor e inesperado que proveria muito mais do que apenas um litro de leite.Talvez fosse só isso que eu precisava ouvir para fechar o meu interminável dia com “chave de ouro”, afinal, o comodismo, aquele meu velho amigo de sempre, anda me perseguindo ultimamente. Aliás, não só a mim, mas aí já é outra história para um outro dia e uma outra situação.
Mas, não bastando este fato, meu dia fechou mesmo com chave de ouro quando aquele charme de pessoa apareceu ao meu ladinho!!!! Obrigada, meu Deus pela “recompensa” de cada dia árduo da minha vida!!! Mas, este é um outro personagem que surge inesperadamente na vidinha de FCS e, muito provavelmente, fique apenas no plano das idéias, mas, enfim, é a vida, não é mesmo?!?!?
Bom, depois disso tudo, só queria dizer que o importante é que você empurre a sua vaca para o precipício mais próximo. Seja lá qual ou o que for a sua vaca... esteja esta vaca no sentido denotativo, conotativo, figurativo... você é quem sabe... mas, não deixe que ela vá, simplesmente para o brejo... empurre-a já!!!

Tuesday, March 13, 2007

* Estaca Zero *



"Here I go again on my own...
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
Here I go again..."
(Here I go again - Whitesnake)

Da estaca zero novamente. Onde tudo começa e tudo tem um fim. Nós sempre achamos que não e que tudo será diferente, masssss, os erros se repetem. Dizem que “errar uma vez é humano, persistir no erro, é burrice”. Se eu seguir este ditado popular à risca, então já posso me considerar uma burra de carteirinha... hehe
Tudo bem que cada pessoa é única em nossas vidas e as situações podem ser muito semelhantes, mas jamais serão as mesmas em todos os seus pormenores. O pior é que a insistência sempre acaba vencendo a minha própria razão. Que coisa mais estúpida, não? E quando vejo, boom.... já eras! Way too involved again, baby!
Mas, não tem problema não... quando isso acontece, eu já estou mais do que acostumada... é só me levantar, sacudir a poeira que restou, erguer a cabeça e seguir em frente, esperando tudo aquilo que o futuro próximo guarda para mim!
Well, baby… here I go again… totally on my own…

Sunday, March 11, 2007

* Fernanda em fuga *


"I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
that hold me inside
I wanna reach out
and touch the flame
where the streets have no name..."
(Where the streets have no name - U2)
Engraçado... há dias em que precisamos nos esconder.. precisamos de um grande refúgio a fim de se isolar e poder pensar calmamente sobre o turbilhão de coisas que nos acontecem dia-a-dia.

Há dias, no entanto, que tudo que queremos é nos expor ao máximo, ficar perto de pessoas experientes para ouvir os conselhos mais sábios que podemos extrair.

Por outro lado, há aquele dia que você quer fugir do mundo e de si mesmo. Fugir dos pensamentos, dos sentimentos, das desilusões, das tristezas, das alegrias, enfim, tudo o que você quer é um vazio. Um grande vazio para um grande recomeço. O renascer. O ressurgir das cinzas como a fênix. Você quer esquecer tudo de bom e ruim que já viveu até então e recomeçar. Fazer amigos novamente. Morar num lugar diferente. Conviver com pessoas diferentes. Trabalho, roupas, casa, namorado.... tudinho diferente do de sempre.

Ah... quantos delírios novamente...

Wednesday, March 07, 2007

* Pingos nos "is" *


A Segunda-Feira mal começou e já estou sentindo que a semana será longa e interminável. Talvez eu tenha esta idéia, pois o final de semana foi curto demais. Eu precisaria de mais outras 48 horas para conseguir fazer tudo aquilo que eu havia planejado, mas, ao contrário disso, não consegui fazer nem a metade. No entanto, nem posso ficar reclamando, afinal, consegui fazer o mais importante: pôr os pingos nos "is" restantes de alguns e todos os pingos no caso de outros. Ufa! Que alívio... já estava mais do que na hora de resolver as coisas.
Aliás, desde o começo do ano que venho fazendo isso com todos aqueles que eu estava "em falta" ou que estava "em excesso". Tenho procurado ajustar as situações da melhor maneira possível para conviver bem com o outro. Claro que às vezes dou meus deslizes, mas acho que é normal a partir do momento que me considero um ser humano como qualquer outro, ou seja, passível de erros e acertos no cotidiano. A única coisa que me intriga a cada dia é que a tolerância para com o outro, no caso eu, tem sido cada vez menor por parte do lado oposto. Acho isso engraçado, pois eu sempre devo perdoar e tolerar pequenas falhas, mas o outro não pode aceitar um erro meu, ainda que não tão grave, por assim dizer. Triste também é ver que nos envolvemos com pessoas que achamos ser compreensivas, ou até achamos que serão diferentes em alguns pontos de vista, mas que, na verdade, também não passam de seres humanos que querem muito mais do que você pode oferecer ou até mesmo o impossível!
O importante dessa história toda e do meu curto final de semana é que a minha consciência ficou um pouco mais tranqüila, pois finalmente tive coragem de expor algumas coisas e guardar outras sem necessidade para o momento. Consegui falar aquilo que eu queria com clareza e deixar claro tudo o que me chateou numa relação que, agora mais do que nunca, parece algo cada vez mais longínquo. Pensei que este dia nunca fosse chegar, mas, mais uma vez, foi pregada uma peça em mim, mostrando-me que é possível as coisas se resolverem depois de certo tempo quando os nervos não estão mais à flor da pele e os pensamentos fluem com maior clareza e convicção.
Com tudo isso, também tive a certeza de que uma porta enorme se fechou atrás de mim e que eu não quero mais olhar pra trás, deixando tudo de maravilhoso guardado e, as partes não tão boas, jogadas ao vento, sem qualquer rancor ou tristeza. Os pingos foram colocados!

Tuesday, March 06, 2007

* Dropping quick quick notes *

I really don't know what has been happening with the world... everything seems to be upside down. I'm talking about this owing to some facts that just happened somewhere at Fernanda's little world that really shocks me and, at the same time, makes me feel really upset.

I really don't want to talk about somebody else's life, please, understand me, but I feel like exposing my view ahead the situation.

I do think if it's for the best for both, then it may be like this. And I do think the girl is mature enough to know better what is good or bad for her own life. Besides, I cannot judge neither one, nor the other one because I wasn't there and I am not aware of the whole situation. In addiction, I'm pretty sure that "the decision" hasn't been taken without a lot of thought in first place.

Unfortunately, some people don't see things this way and end up hurting others' feelings with stupid actions and meaningless words. It's sad 'cause after all we're together and we're supposed to act like a family: supporting each other, pointing the mistakes – but in a nice way and not imposing our likes and dislikes – trying to make the other feel better and also – why not? – give our shoulders to the other cry or the ears only to listen. Sometimes, people don't feel like talking about the issue and in this case it's important to remember that people are different and act differently in several situations. It's also really important to show that we're not talking about a baby who only cries when he/she wants to be fed. We're talking about a grown-up human being who has became an intelligent, beautiful and secure person, but on the other side, she is just a little girl asking for some comprehension.

I hope with all my heart that it all ends up well, without any hard feelings from both parts. And I do hope some grown-ups around grow up for real, get a life and start realizing that there are some people who need them more than they know.

* Just crazy thoughts *



"Vida louca, vida breve Já que eu não posso te levar Quero que você me leve..." (Vida louca vida - Cazuza)

Como já é de conhecimento de todos, eu penso mais do que deveria. Penso no hoje, no ontem, no amanhã... se eu vou me formar novamente, se vou suportar outros tantos anos de estudos, se vou conseguir empregos melhores, se vou prestar concursos públicos, se vou ter uma família, um marido, aliás, será que vou casar?! Fico pensando se não estou agindo como uma velha na idade que estou e, por outro lado, como uma menininha nas mesmas condições. Penso se o amor da minha vida está por vir ou se realmente ele já passou. Será que um dia vou reencontrar meus ex-namorados quando estiver velhinha e com netinhos por todos os lados da minha casa pedindo pra eu fazer aquela receitinha que a tia-avó deles deu? Aliás, será que vou ter netinhos?! Será que um dia eu vou casar e me divorciar e olhar pra trás e perceber que ele passou e eu percebi, mas nada pude fazer?! Será que vou reencontrá-lo um dia, nem que seja em outra vida?!

E... como seria se agora nós estivéssemos juntos? Será que de fato casaríamos e teríamos a "pequenina"?! Será que seríamos felizes?! Será que ele seria mais tolerante e eu mais paciente e menos desesperada?! E se agora, ao invés de tê-lo de volta, eu estivesse em outra, completamente diferente, com pensamentos soltos e sentimentos livres... amando o desconhecido e temendo pelo conhecido?!

E se eu virasse hippie e deixasse meus cabelos parecendo os de uma verdadeira juba de leão e saísse andando por aí pregando a paz e o amor livre. Ou até mesmo se eu virasse uma pessoa radical e cortasse o cabelo o mais curto possível, pintasse de roxo com mechas vermelhas e deixasse minhas unhas com cores eletrizantes tipo rosa choque? Poria um piercing enorme no nariz e outro na sobrancelha... usaria um coturno preto enorme e tatuaria meu corpo com tatuagens meio nada a ver.

Ou ainda se eu simplesmente fosse para o campo e levasse uma vida sossegada - isso me fez lembrar: "levava uma vida sossegada... gostava de sombra e água fresca...- tirando leite da vaca, comendo doce de leite caseiro, andando por entre as árvores, colhendo flores... Acho que tudo o que eu queria agora era um amor que me tirasse da minha essencial calma interior e me pusesse nos mais loucos limites... Meu Deus.... que viagem! Voooooolta agora pra vida real, menina! Vamos trabalhar!

Saturday, March 03, 2007

* Aproveitando o tempo *


"Tempo amigo, seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final."
(Sobre o tempo - Pato Fu)

A correria do dia-a-dia nos impõe fazer certas “estripulias” no trânsito. Eu, por exemplo, tenho a façanha de me “maquiar” (explicação das aspas: somente porque eu não sou uma pessoa lá muito vaidosa e o verbo maquiar pra mim é entendido como lápis nos olhos, rimelzinho básico, batom e gloss por cima e... só!) enquanto eu dirijo. Mas, não é só isso não, falo no celular, mando mensagens com o carro em movimento, dou uma estudadinha quando o trânsito ta ruim.... esta última semana até escrever alguns pedaços do meu resumo para a faculdade eu escrevi. O motoqueiro ao lado só me olhava com aquela cara de “Meu Deus... uma mulher no volante e, ainda por cima, tem a audácia de escrever sobre o mesmo!”. Além disso, consigo ler livros, revistas e jornais; gosto de me pentear (somente quando eu lavo o cabelo, se não o “sarará” se espanta demais), escrever o que tenho que fazer no dia seguinte (para isso o banco de motorista tem a grande função de carregar minha agenda)... e como umas guloseimas, afinal ninguém é de ferro, canto, danço e por aí vai.

Muitas destas coisas eu já vi diversas pessoas fazerem (não pensem que eu achei que fosse a única no mundo), mas, no dia de hoje, me surpreendi de verdade: parada no farol da Radial Leste que carregava um trânsito intenso, havia um carro ao meu lado, às 7:35 da manhã – aliás, um não, milhares deles, mas o que eu quero dizer é que houve um homem dentro de um carro qualquer que me chamou muito a atenção. Ele simplesmente estava com um aparelho de gilete fazendo a sua barba em pleno trânsito. Pasmem! Que perigo!!! Hehehe Um homem tirando pêlos da sua face em frente ao retrovisor, como se nada fosse... achei muito esquisito mesmo e até dei risada, pois a cena era um pouco patética... mas foi bom para começar o dia dando risadas e perceber que a cada dia que passa, as pessoas arranjam novas formas de aproveitar seu precioso tempo despendido no trânsito.

É, meus caros, esta é nossa vida “moderna” e corrida de todo dia! E viva a Sexta-Feira!!!

OBS: antes que você pense qualquer coisa, mesmo eu fazendo tudo isso, sou uma excelente motorista... as pessoas que andam comigo podem dizer... hehe

* Me, myself and I *

Thursday, March 01, 2007

* A eleição *

Ontem aconteceu uma eleição em sala de aula a fim de escolher o representante de classe... que coisa mais interessante. Logo de início, ninguém queria participar, exceto uma garota que já havia se comprometido com a classe. Eu digo se comprometido, pois enquanto não tínhamos de fato um representante, ela vinha fazendo às vezes de um: indo atrás de xérox, professor, criando o grupo da sala, etc.

Mas, enfim, o professor de Ética insistia na participação de, no mínimo, cinco pessoas, para que a eleição fosse legítima. Ninguém queria participar ou tinha receio, sei lá, mas só sei que eu, por muita insistência de terceirAs (tenho que enfatizar as meninas e até mesmo uns garotinhos...), acabei me inscrevendo como candidata, mas pedindo pelo amor de Deus para que ninguém votasse em mim. Não vou mentir que adoro essas coisas de representante, responsabilidade e tudo o mais, mas meu medo maior, era de me comprometer com algo que depois seria impossível de levar a frente por falta de tempo ou qualquer que fosse o problema. Admito: odeio assumir um compromisso que eu não possa cumprir da maneira que deve ser cumprido. Pois bem... acabei sendo convencida e, para não demorar mais tempo do que já estava demorando, acabei me inscrevendo. No fim, tivemos 6 inscritos: 4 meninas e 2 meninos. Nós tivemos que fazer os nossos respectivos discursos, aliás, nesta parte, preciso fazer um GRANDE PARÊNTESES: o pessoal na faculdade de Direito ainda tem muito o que aprender da língua portuguesa e do discurso, pois a quantidade exagerada de “tipo assim”, “meu”, “cara” era absurda. Chegava a ser mais ou menos assim: “Eu, tipo assim, meu, não sei.... posso fazer muito pela sala, tipo, eu tenho tempo e tipo, posso ir atrás das coisas, mas, tipo assim, acho que o fulando tem mais chance que eu, cara... mas, tipo, tipo, tipo...”... Urghhh!!! Irritante... quase desisti do meu voto verdadeiro – porque sim, eu não votei em mim mesma! – devido ao péssimo discurso. Fecha parênteses.


Mas, voltando ao discurso, fizemos nossos votos secretíssimos e, para minha completa surpresa, tive uma quantidade interessante de votos: 12 de uma sala de 70! Bem, pode não parecer muito para você, mas, para mim, que nem queria concorrer num primeiro momento e que não fiz um discurso “do outro mundo”, afinal, eu não queria ganhar, fiquei completamente surpresa com o resultado. Cada vez que eu ouvia o meu nome, eu ficava ainda mais feliz... será que passei alguma credibilidade para as pessoas?! Pois eu pedi aos meus amigos mais próximos que não votassem em mim... mas, não sei se eles votaram ou não, vai saber, né?!
Bom, acabei nem indo para o segundo turno, pois os candidatos que concorreram ao segundo turno tinham, respectivamente, 17 e 29 votos (puxa.. por 5, eu não vou para o 2º!!!! Ufa!!), mas o mais intrigante nesta história toda, pelo menos para mim, é que quando eu estava lá concorrendo, até me deu vontade de ganhar mesmo e virar uma representante. Bom, pena que já era tarde demais para repensar meu discurso e “reconvencer” meus amigos mais próximos de que eu seria a perfeita representante, mesmo trabalhando o dia todo e tendo apenas 30 minutos para me dedicar à sala toda.


PS: o professor disse que trinta minutos eram suficientes para muitas coisas... vai saber... hehe

Wednesday, February 28, 2007

* Ânsia... *


Você conhece alguma pessoa muito ansiosa na sua vida?! Pode ser da sua família, do seu trabalho, do seu círculo de amigos mais próximos ou de colegas distantes, professores, vizinhos... enfim, pode ser qualquer um, até o seu cachorro que abana o rabo com tanta vontade quando você chega, ansioso pelo carinho ou pela comida ou ainda, pela voltinha no quarteirão.

Pois bem, eu também conheço um bom número de pessoas ansiosas. Elas têm uma ânsia de viver tão grande que tentam ultrapassar não só seus próprios limites, mas os dos outros também. A sensação de vazio no estômago e a palpitação constante do coração... o olhar desesperado em busca de caminhos e respostas e o suor das mãos. Tudo isso é parte de um processo que pode se tornar patológico se não dosado.

“No entanto, o termo ansiedade está de certa forma interligado com o a palavra medo, sendo assim a pessoa passa a ter o medo de errar quando da realização de diferentes tarefas, sem mesmo chegar a tentar.”

Bem, a pessoa que eu conheço – sim, isso mesmo, “a pessoa” no singular - a qual estou me referindo é ansiosa meeeeeesmo! Quer resolver tudo na hora e enquanto não resolve, fica remoendo aquilo de todas as formas e trejeitos. Em todas as possibilidades possíveis e imagináveis. E pensa, pensa, pensa... o vazio continua, pois nem tudo na vida depende só de um indivíduo... às vezes, a dependência torna-se um pouco mais ampla, envolvendo duas ou mais pessoas. Nestes casos, a ansiedade tende a piorar, pois ela acaba ficando à mercê da vontade do outro. Espera, espera, espera... será que tudo isso vale a pena mesmo?! Eu tenho um pouco de pena dela, lá no fundo, pois ela não deveria ser assim. Acho, na minha humilde opinião, que ela deveria ser mais solta e se preocupar menos com pequenas coisas, ou seja, não fazer grandes tempestades em pequenos copos d’água. Viver apenas a vida com ânsia, mas uma ânsia diversa, saudável, sem prejudicar a si mesma. É.. acho que ela ainda tem muuuuito o que aprender!

“É necessário então que a pessoa encontre um meio de superação e continue vivendo, tendo a certeza, que as coisas ruins vividas no passado servirão apenas de crescimento e amadurecimento futuro.”

Tuesday, February 27, 2007

* Desculpa *



"Io sto a pezzi senza te
Altro non so dire
Scusami"
(Quando sarò lontano - Nek)

Hoje ela teve vontade de chorar por alguém... como há algum tempo já não fazia. Ela errou, como sempre, mas ela não achou que as coisas tomariam este rumo! No entanto, nem sempre o que esperamos é o que realmente acontece... às vezes, esperamos muito das pessoas, outras vezes, nem tanto, mas as pessoas oferecem tudo aquilo que você sempre quis e que você não precisou pedir de maneira alguma. Acho que ela se acostumou com isso... ficou “mal-acostumada”, por assim dizer.

Por mais uma bobagem, ela perdeu uma nova chance de reconstruir um sentimento antigo, mas com uma “roupagem”, desta vez, completamente nova. Ilusão? Pode ter sido... a vida também é feita de ilusões. A insegurança a acertou em cheio e, sem que ela percebesse, já estava ali vomitando palavras sem nexo, sem necessidade, sem noção... mas, já foi! As palavras, uma vez jogadas ao vento, nunca mais são recuperadas... nem quem tenha inventado as desculpas, consegue recuperar aquelas que já saíram da sua boca. Paciência... pelo menos ela percebeu que se pode ferir uma pessoa por um simples ato pueril da sua parte e ela o reconhece e, apesar de tudo... pede desculpas!

Monday, February 26, 2007

* Crise? *



Bom, desta vez não tem musiquinha, poeminha ou qualquer coisa do tipo na abertura... acho que fiquei meio azeda. Que saco, viu?! Por que as coisas têm que ser tão complicadas?! Meu Deus do céu! Está tudo indo tão bem e de repente, um balde de água fria... tudo amontoado, um monte de sentimento confuso e irritante... fugindo, assim, sem mais nem menos do meu controle. Não, Fernanda Cristina, isso não pode acontecer de jeito nenhum!!! Pára tudo agora que eu quero descer!!! Ou melhor, acho que eu queria um barquinho... ou queria não ter internet, ou celular... acho que queria mesmo me isolar do mundo (se isto fosse possível, claro...)!!! Odeio ataques incontroláveis, coisas bobas... ando pensando demais e acho que sentindo também, por mais que tenha lutado com todas as minhas forças contra isso! Mas quem mandou, hein? Você sabia desde o começo que seria assim e nada ia mudar... aliás, por que você sempre acha que pode mudar o mundo e todo mundo?!?! Não, meu bem, você não tem este ou qualquer outro poder... você é apenas mais uma na lista de tantas outras... não, você também não é especial, apesar de ter ouvido isso já umas inúmeras vezes... já foi, já passou... quer saber?! Acho que eu quero um colinho!!!

Wednesday, February 21, 2007

* Ano Novo *


"Moro num país tropical
Abençoado por Deus
E bonito por natureza, mas que beleza!
Em Fevereiro (em Fevereiro)
Tem Carnaval..."
(País tropical - Jorge Ben Jor)

Carnaval passou... será que agora o ano começa de fato? Espero que sim, afinal estava demorando pra chegar, né? Pra mim, já começa "otimamente" bem! Nova faculdade, novo emprego, novos amores... tudo na paz! hehe A única coisa que realmente me deixou chateada neste Carnaval foi ver o quão mal-educadas as pessoas estão se tornando a cada dia... pois é. Imagine essa cena: você vai à praia em busca da brisa, do mar e do sol. Você acorda com aquela preguiça quando olha pela janela e vê aquele dia lindo e convidativo te esperando lá fora. Come alguma coisa, pega seus "apetrechos" que, no caso dos homens, não há algum, se lambuza inteiro de bloqueador solar (afinal, o aquecimento global tem dado o que falar ultimamente e a Camada de Ozônio, coitada, está pra lá de esburacada) e pega o seu caminho rumo à praia.

A chegada: quando você chega lá após cinco minutinhos de caminhada, começam as pequenas desilusões do dia... a brisa marítima nem chega ao seu guarda-sol, pois um está amontoado no outro. As cadeiras e as pessoas idem. Lugar para sentar no chão? Só se for dentro do mar. Até aí, nós podemos até ser compreensíveis, afinal, é carnaval e a maioria das pessoas querem curtir a praia. No entanto, não contentes com o tamanho número de pessoas por metro quadrado, essas mesmas pessoinhas em questão são porcas e mal-educadas ao extremo e te explico o porquê: além de o dia estar quente (37 graus em média), a praia apinhada de gente por todos os lados, sem lugar para andar direito, essas mesmas pessoas não têm a coragem de jogar o lixo no lixo. E não é por falta de latas de lixo não, pois os saquinhos distribuídos pelos ambulantes defensores da natureza são entregues aos montes, mas é por falta de vergonha na cara. Você mal pode ver a areia, pois está entulhada de cascas de amendoim, bitucas de cigarro, latinhas, garrafas pet, copos descartáveis... é, simplesmente, R-I-D-Í-C-U-L-O!!!!!!! Poxa, será que em pleno século 21 ainda não há discernimento da parte das pessoas? O que acho ainda pior nisso tudo é que são pessoas de classe média-alta que têm total acesso a informação e conscientização (ou deveriam ter?) do quão importante é se manter um ambiente limpo, longe de sujeiras e afins... principalmente um ambiente público como a praia que deveria ser um lugar bonito e preservado por nós mesmos. Isso porque nem estou mencionando aqui a falta total de bom-senso. Tenho certeza que a casa destas mesmas pessoas não deve ser assim e se é, é porque realmente a "porquisse" impera por ali. Consciência e respeito passaram muito longe dali.

Bom, apesar de todos os pesares, ficar mais perto do mar e da energia que ele nos traz foi muito bom. Deu pra relaxar, pôr os pensamentos em ordem - ou, pelo menos, tentar - e deu para aproveitar muito também, afinal, foi Carnaval...

Wednesday, February 14, 2007

* Happy Valentine's Day *


"Let's, let's stay together...
Loving you whether, whether
Baby times are good or bad,
and happy or sad..."
(Let's stay together - Al Green)
Would you be my Valentine?

* Sensations *


Yes, baby! Ele não pulou como antes... claro, não posso mentir, devo confessar que deu lá seus pequenos saltos quase que ornamentais de tão sutis e compassados, mas ele não saiu por aí gritando aos quatro ventos e muito menos tentando fugir do peito. Não, não, senhor! Ele foi forte... acho até mesmo que ele acabou se inspirando naquele seu amigo que foi dado cordialmente ao Homem de Lata pelo Mágico de Oz... continuou bondoso e grande, mas sem ser passado pra trás e sem ser enganado mais uma vez pelas suas próprias fantasias.

Interessante que até mesmo a dupla inseparável - pois onde uma vai a outra vai atrás - parou de tremer e bambear; agiu normalmente e nem precisou de comandos incessantes para tal. As borboletas? Acho que estas voaram, mas não de vez, se não a vida ficaria muito sem graça, faltando alguma coisa. Elas devem ter ido apenas a algum lugar não muito longe para voltarem depois...

O melhor mesmo é saber que posso voar novamente, sozinha! E ele? Continua aqui firme e forte, bombeando sem parar!

Tuesday, February 13, 2007

* Perdida... *



"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama, só que é da boca pra fora...
Ou você me engana, ou não está maduro
Onde está você agora?"
(Sozinho - Caetano Veloso)

Em plena manhã de Sábado ela acordou com uma saudade inexplicável! Uma vontade de ver, de falar, de sentir! Vontade de ligar, de pedir um pouco de companhia e até mesmo um pouco de colo, por que não? Ela se sentia carente, sozinha naquela casa no meio da cidade grande. Sim, a cidade era grande e as pessoas, inúmeras, mas nenhuma era aquela, justamente aquela de quem ela sentia falta.

Ela, então, desceu lentamente as escadas, tomou seu café da manhã e até tentou se distrair com as histórias contadas pela dona Irene, a senhora que já trabalhava em sua casa há tanto tempo. Mesmo assim, por incrível que pareça, sua idéia era fixa. A saudade apertava no peito cada vez mais. Ela só queria que ele estivesse ali com ela... fosse sentado, em pé, deitado, dormindo ou acordado... fosse até de ponta-cabeça, assistindo TV ou ouvindo músicas... fosse lá como fosse, ela o queria ali, junto a ela!

Decidiu tomar seu banho e organizar suas pilhas de livros... ela imaginava, muito ingenuamente, que esta sim, seria uma atividade que a manteria longe de qualquer lembrança. Doce engano! Bem ali, no meio de todos aqueles exemplares, bem entre tantas "Clarices" e outros "Machados" encontrou um caderninho aonde, há tempos atrás, escrevia suas lembranças e os mais puros sentimentos que havia vivido. Um caderninho qualquer, mas que para ela havia muito sentido... aliás, muito amor ali contido, afinal foi mais de um ano que se levou para ela se conscientizar que aquilo já não fazia mais sentido.

Mesmo assim, abriu uma página e lembrou um reencontro muito especial num bar perto da sua casa. Foi uma noite de Quinta-Feira. Eles não sabiam pra onde ir... não tinham muitas idéias em mente, mas nem precisavam, pois onde quer que fossem, estariam bem. Queriam apenas conversar, pôr o papo em dia, afinal, fazia meses que não se falavam de fato. E a noite fluiu como uma criança... as horas passaram sem serem sentidas. Os assuntos? Os mais diversos... desde as "estranhices" do cotidiano do trabalho até os fatos da vida alheia propriamente dita! As mãos se tocaram, os abraços foram infinitos e eternos, como laços que não se desfariam jamais e até um beijo no pescoço de surpresa aconteceu, nada mais... mas nem precisava, pois só de estar lá, já estava perfeito!
Uma lágrima inevitável escorreu...

Monday, January 29, 2007

* Comodismo e Conformismo *


"Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...”
(Senhas – Adriana Calcanhoto)


Sabe aquela poltrona super confortável que você senta e esquece da vida por alguns bons momentos? E, uma vez sentada nela, você não tem mais vontade de fazer nada, somente ver a vida passar... Nem mesmo se o mundo lá fora desabar você se preocupa, afinal você já está bem e conformado com a sua condição de ficar ali por um tempo ilimitado.

Ou, por outro lado, você senta numa cadeira dura e velha que não tem graça alguma e, mesmo assim, você não faz força ou questão nenhuma de mudar de lugar. Você muda de posição “n” vezes, mas não tem a capacidade de se levantar e ir procurar um lugar melhor pra se acomodar.

Comodismo... É péssimo você se acomodar com uma situação a qual você não gosta de estar inserido ou que não te dá prazer algum ou que te dá prazer e você até gosta, mas ainda está faltando um algo mais...

Conformismo... É terrível você apenas se conformar com as coisas porque sua condição é essa ou porque não tem forças, coragem ou guts para reverter tudo isso.

Eu já fiz parte do “time” dos conformados e acomodados por um bom tempo. Aliás, talvez ainda faça, mas tento incessantemente deixar isso de lado. Saía quando minha vontade era de ficar em casa. Ia trabalhar em lugares que não me davam valor e acabava indo sem o menor prazer quando, na verdade, queria ficar assistindo Sessão da Tarde com as pernas pra cima sem pensar em absolutamente nada. Abraçava as pessoas quando, na verdade, queria ser abraçada, acolhida. Sempre passava toda a segurança possível e imaginável para aqueles que estavam ao meu redor. Sempre disposta a ouvir, alegre a falar e pronta para fazer qualquer coisa para alegrar o outro seja através de uma piada ou de um ombro amigo. Adiantou alguma coisa? Nada! Alguém deu algum valor?! Nãããããoooo!!!

É cômodo para as pessoas terem alguém ao seu lado que é sempre certinha, que nunca vai “sair da linha”, que não vai te trair, que não vai querer te magoar, que não vai te pôr um par de chifres, que não vai olhar para o lado na sua ausência, que não vai plantar a dúvida no seu coração, que não quer outra pessoa a não ser você... e a tal pessoa que faz tudo isso acha que vai ser “reconhecida” de alguma forma ou que ela possa vir a ganhar uma espécie de “prêmio Nobel aa sinceridade e da honestidade”. Tudo bull shit!

É cômodo também para as pessoas terem aquilo que elas querem na hora que elas querem. É assim, fácil! “Eu quero”, “Eu desejo”, “Eu almejo”, então terei agora! Como se a pessoa tivesse uma varinha de condão ou um amigo gênio que mora na lâmpada e lhe concedesse três preciosos desejos! “Ah, eu quero uma nova bicicleta!” ou “Quero uma casa nova!” ou ainda “Quero ficar com essa, aquela e aquela outra também”... e aí, as pessoas se acomodam, achando que podem ter tudo na hora que elas querem. Mas as coisas não são bem assim. Todos os envolvidos no comodismo de alguns sofrem de alguma forma, afinal, somos seres humanos e temos algum sentimento dentro de nós ainda que o racionalismo tente (ou tenha que?) falar mais alto. Os sentimentos são assim... para serem sentidos e não explicados. Para serem explicitados e não compreendidos. Podem ser sentimentos bons ou ruins, mas a gente simplesmente sente!

Por outro lado, em alguns casos, realmente essas pessoas conseguem tudo que querem e, de repente, com o mesmo passe de mágica, percebem que não são felizes com tudo aquilo que desejaram e tiveram logo de uma vez. Mesmo assim, não querem reverter o quadro, pois é muito mais cômodo você ter aquilo que sempre tem a procurar um outro lugar, uma outra pessoa, um outro horizonte.

É triste sim viver no comodismo de alguns e não eu não me conformo com essas atitudes. Como você pode viver assim? Sem prazer, sem viver... sem vontade, nem anseio? Impossível! Só pode ser uma grande mentira que alguém me contou um dia e eu acreditei durante um certo tempo! Talvez esse seu comodismo não seja tão ruim como você diz ser, não é mesmo? A gente sempre “pinta” as coisas de diversas cores de acordo com quem nos ouve. Você pintou tudo tão terrivelmente preto e branco e eu sempre acreditei... puff!!! I was so naive again!!!

É muito fácil se acomodar com as coisas. Pensa bem: você ganha bem, tem uma família ótima, o “amor da sua vida” ao seu lado, viaja para a praia nos finais de semana, aproveita as férias num belo resort em qualquer lugar do mundo afora. Quer mais? Talvez sim, talvez não... Mas você não está feliz. Você se pergunta, então, o porquê que não está feliz por dentro, sendo que você tem tudo que mais almejou na vida.

Ou ainda, uma outra situação: o sujeito encontra uma pessoa que dá todo amor e todo carinho que ele precisa. Aliás, amor até demais. A pessoa fecha os olhos para tudo que o sujeito faz... ele pisa, ele machuca com as palavras, ele mata por dentro, ele a trai com as ações, as falas, os gestos, os sentimentos e até mesmo com outras mulheres, mesmo assim, a pessoa insiste em fingir que é feliz, pois ela mesma não quer enxergar a nova realidade tão clara sendo esfregada na ponta do seu nariz. Interessante esse comodismo de mãos dadas com o conformismo... criamos a realidade que queremos pra nós mesmos dentro das nossas cabeças.

Desculpa, mas eu não concordo e não me conformo com isso tudo mais... Chega!

PS: Medo também faz parte da mudança!

Friday, January 26, 2007

* Finally *

"I don't care if Monday's blue
Tuesday's grey and Wednesday too
Thursday I don't care about you
it's Friday I'm in love"
(Friday I'm in love - The Cure)


Finally Friday! Vontade de pular, de sair correndo, de viajar, de gritar, de beijar, de abraçar, de apertar...
Vontade de ver os amigos, os amores, a praia, o mar...
Vontade de mostrar a língua, de (continuar a) ser sapeca, de bagunçar, de fazer bolinhas de sabão....
Ufa! I'm so glad it's Friday!!!