Tuesday, May 29, 2007

* Brividi *



“Lascia che io sia il tuo brivido più grande
E non andare via
Accorciamo le distanze”

(Nek – Lascia che io sia)

Uma piada inteligente, um comentário sarcástico, um olhar diferente... encanta! Encanta com um sorriso, com o jeito de brincar, com o charme incessante. É interessante e interessado. É cativante e cativado de certa forma. Sempre brincando quando pode brincar, mas sério quando tem que estar. Um dia, de repente, muda de figura. Mostra um lado diferente, até mais humano ao dizer “eu te amo”. Falou sério pela primeira vez fora do contexto de sempre.... o sotaque, os gestos, la bella lingua... ouvidos e olhos atentos para tudo: não pára de reparar e observar as atitudes ao seu redor. Diz saber quem é quem, mas, se realmente sabe, já não sei. Um mistério que alimenta desejos e ilusões a cada dia, cada semana que passa... Quero poder iludir e desiludir, prender e soltar, viver e ser vivida, sentir e ser sentida... enfim, quero apaixonar e ser apaixonada!!!

Thursday, May 24, 2007

* Desilusões, desânimos e crises *


“Apesar de tudo existe uma fonte de água pura
Quem beber daquela água não terá mais amargura...”

(Dança da solidão – Marisa Monte)

Às vezes dá um grande desânimo de tudo... desânimo de viver, de procurar, de estudar... vivendo num país onde quatro MESES de trabalho servem apenas para sustentar a “mamata” do governo é um absurdo. Ainda se tivéssemos condições reais de uso do transporte público, eficácia nos serviços da saúde, educação decente, tudo bem... mas, ao invés disso, temos corrupção, corrupção e.... mais corrupção. Num país onde empregadas domésticas sem estudo algum ganham mais que alguns mestrandos. Não, não estou desmerecendo as empregadas domésticas, entenda-me bem, mas o que quero dizer é que há pessoas que estudam como loucos para poder ter condições melhores e, quando se encontram dentro da real situação, se deparam com a triste realidade: nem trabalhando dia e noite-noite e dia, consegue-se um nível de vida auto-sustentável e, desta forma, o número de inadimplentes, empréstimos, agiotas só tende a crescer.

É difícil ir a um hospital e passar mais de 12 horas esperando pelo atendimento que não chega. Não por falta de profissionais, mas por falta de macas. O uso do transporte público é outra calamidade. Ir trabalhar usando o transporte público em São Paulo - uma cidade onde tem milhares de habitantes que precisam ir de um lado pra outro com rapidez – é outra calamidade, afinal não há transportes eficazes e em número suficiente para atender a população local. Aí, entram os carros. Trânsito infernal, stress, buzinas, caos... gasolina e álcool subindo, qualidade descendo, rodízio municipal, multas para encher os cofres de algum pilantra por aí e assim vai. E o ensino, então? Este é digno de dó. As escolas de ensino fundamental são de envergonhar a qualquer um. Uma ou outra são consideradas “boas”, mas apenas por força de vontade de alguns diretorese professores. Outras 90% ficam para trás na qualidade, a partir daí, surgem programas de “incentivo” como quotas na entrada da faculdade. Péssimo. Preferia que melhorassem o ensino e o salário dos professores para que os mesmos se sentissem mais motivados e, consequentemente, motivariam seus alunos a estudar de verdade, para que cada um pudesse ter a real capacidade de conquistar seu lugar na universidade pública, tendo o direito de estudar com dignidade.

A universidade é outro ponto a ser questionado. Querem tirar a autoridade da universidade pública... claro que querem fiscalizar o que se gasta, pois se for considerado “desnecessário”, óbvio que haverá um corte de verbas. E pra quê? Pra investir em algo mais útil? A resposta é siiiiim: na conta bancária do primeiro espertalhão que pegar o dinheiro e mandar para a Suíça. É muito mais interessante ter dinheiro em conta que uma população inteligente que não só elege de forma consciente, mas que cobra também de seus governantes.

Eu sei lá... ando meio de saco cheio de ouvir as notícias. É operação Navalha, é CPI do não-sei-o-que-lá, é corrupção daqui e de acolá. Será que tudo isso vai mudar?! Ouve-se de todos os lados que deve se votar com mais consciência: concordo e assino embaixo. Mas votar em quem? - esta é a questão. Ando meio desiludida com um país que elege pessoas como Clodovil e Frank Aguiar, por exemplo. Que ridículo uma pessoa ter preocupações tão pequenas ao dizer que as mulheres “trabalham deitadas e descansam em pé” em plena Câmara dos deputados quando há tantos outros assuntos a serem discutidos. Rios de dinheiro para sustentar pessoas que não fazem absolutamente nada. E a gente aqui, trabalhando sempre.... muitas vezes doente, muitas vezes cansado, mas sempre sustentando as riquezas dos outros.

É mesmo uma vergonha nacional, uma desilusão pessoal. “Desilusão, desilusão... danço eu, dança você na dança da solidão...”

Tuesday, May 22, 2007

* Rindo à toa... *

Fim de semana completamente engraçado, do início ao fim. Você já saiu com alguma pessoa que usa dois sapatos diferentes de uma só vez?! Ou, então, você conhece alguém que dá um fora em outrem no estilo mais "chulo" dizendo "Hoje não, Marcio"? Pois é... conheço alguém exatamente assim: eu mesma. Muitas coisas engraçadas andam acontecendo comigo ultimamente... primeiro é um final de semana inteiro de baladas e quando se acorda no Domingão, em pleno dia das mães, intoxicada pela fumaça da balada e aquele cheiro insuportável no cabelo, eis que, após toda a família já ter tomado banho e estar pronta para sair, o chuveiro insiste em não funcionar. Aliás, não O chuveirO, mas oS TRÊS chuveiroS que se encontram em casa... resultado: vou me encontrar com a italianada inteira fedidinha-da-silva-sauro! Mal entro na casa da minha prima e já peço – com a maior cara (des)lavada – o empréstimo de seu precioso chuveiro... What a shame!

No último final de semana acabo por surpreender a mim mesma novamente! Cheguei em pleno aniversário do meu primo num barzinho com videoke lá na Vila Olímpia e de repente percebo que há algo estranho. Não estava entendendo bem o porque de um dos meus pés estar tão confortável e o outro não. Quando olho para baixo, a grande surpresa: um pé estava calçando um lindo sapatinho preto de verniz sem salto algum e, o outro, um sapatinho preto também – pra minha glória – mas nem era baixinho e nem de verniz... claro que na hora deu um ataque de riso em mim e em todas as pessoas que se encontravam comigo na porta do local, mas, não contente, fiz o manobrista voltar com o carro para fazer a pequena troca de sapatinhos. No entanto, procuro, procuro, procuro (detalhe: junto com o prestativo manobrista) o outro sapato de qualquer um deles e o que encontramos apenas?! Um par de pantufas vermelhas!!!! Resultado: fiquei a festa inteira sentadinha sem me mover e sendo alvo de pequenas chacotas – às vezes por parte de mim mesma, às vezes por parte de meus queridos primos... não bastando isso, um deles ainda tem a audácia de nos inscrever para cantar a famosa "Festa no apê" do Latino. Sucesso total... sapatos diferentes em cima do palco com um bando de homem cantando que vai rolar um bunda-lele no meu apê.... hahaha.. fala sério! Alvo total de chacotas infinitas! A minha sorte é que tinha bastante gente brega e bêbada e jamais repararia nos meus pés... What a shame again!

Não bastando isso, no Domingão, em plena micareta, tenho que receber as piores cantadas da minha vida... ai sim, mais alvo de chacota, mas, desta vez, não de mim pra mim, mas, de mim para os outros... afinal, quem assiste aquele programa "super cultural" aos Sábados a tarde, sabe do que estou falando... "hoje não, Marcio!"... Putz, é rindo pra não chorar mesmo!!!!

Sunday, May 13, 2007

* She *


“E não há nada pra comparar
Para poder explicar
Como é grande o meu amor por você”
(Como é grande o meu amor por você – Roberto Carlos)
Ela é baixinha, magrinha, com mãozinhas abençoadas. Está, na maior parte do tempo, dando risada de tudo... rindo da vida, das pessoas, das situações, de si mesma. Tenta sempre ser solícita ao extremo (com isso quero dizer: “até demais”), quer sempre ajudar e chega até a se intrometer em tantas coisas que não foi convidada. É teimosa, pentelha e muuuuito cabeça-dura. Por outro lado, é carinhosa, amorosa, meiga. Gosta de falar demais e dormir idem. Adora andar pela casa de roupas íntimas e cantar musiquinhas desde de Roberto Carlos até o funk de qualquer “MC” perdido com letra esdrúxula que faça sucesso. Tem uma energia incrível... é bagunceira, criançona, mas é capaz de matar um se este ameaçar a machucar uma de suas filhas. Gosta de beijar beijos gostosos e dar abraços que só ela sabe dar... chora com suas fraquezas, com pequenos gestos, palavras bonitas. Adora deixar recadinhos na geladeira, vir dar beijo de boa noite (isso quando ela não está dormindo). Quer comprar o mundo para suas três meninas, mas esquece de si mesma.

Às vezes discutimos bastante... por divergências de idéias e opiniões, diferentes pontos de vista, mas, depois, tudo acaba voltando ao normal.

Estando longe ou perto, sei que posso contar com ela. Já liguei de lugares muito distantes para chorar as minhas tristezas e ouvir palavras de consolo ou apenas para dizer que lavar roupa era mais legal do que eu imaginava e que eu a amava mais do que tudo. Já chorei de tanta saudade do abraço e do carinho. Já tive medo de reações e situações...

Ela me escuta, me dá conselhos, alisa minha testa, me dá colo. Mais que uma mãe, uma amiga que, mesmo apesar de tantas diferenças, caminha sempre ao meu lado, procurando fazer o melhor por mim. No fundo acho que somos muito diferentes, mas de jeitos infinitamente iguais...

Friday, May 11, 2007

Saturday, May 05, 2007

* Wanting more... *



“leste oeste norte sul
onde um homem se situa
quando o sol sobre o azul
ou quando no mar a lua

não buscaria conforto
nem juntaria dinheiro
um amor em cada porto
ah se eu fosse marinheiro...”

(Maresia-Adriana Calcanhoto)

Às vezes eu digo coisas da boca pra fora, mas nem percebo que elas expressam o que realmente sinto. Sinto, por exemplo, que, provavelmente, meu dia precisaria ter mais de 48 horas para que eu pudesse desfrutá-lo da melhor maneira possível. Gostaria também de ter mais de uma vida – isto é, se já não tive, terei, ou tenho – para poder ler tudo aquilo que eu desejo. Estranho este pensamento para alguns, eu sei, minha mãe é um exemplo clássico do "estranhamento", afinal, ela odeia ler... mas, cada vez que eu entro numa livraria – cabe ressaltar aqui que tenho evitado ao máximo entrar em uma – minha vontade de poder sentar ali e esquecer da vida é enorme. Quero viajar lá dentro das idéias de outras pessoas, saber o que o mundo pensa, ler mais sobre a Índia, a China e até mesmo sobre a Mongólia... poder ir e voltar a hora que eu quiser da Itália apenas com o pensamento. Viajar nos contos da Clarice, nos romances do Assis, nos poemas de Carlos. Conhecer o desconhecido. Tocar no desejado. Entrar nos livros e não sair tão cedo, com pressa para voltar à realidade. Ah, outra coisa que eu queria também e, talvez, tenho tentado treinar um pouco pra isso, é virar uma pequena eremita. Queria me isolar um pouco e ter tempo para olhar pra mim mesma. Olhar lá dentro e ver se todos aqueles valores ainda valem a pena ou devem ser completamente reformulados. Ou, até mesmo, dar uma roupagem nova para cada um deles. Algumas modificações, talvez, não fossem demais. Queria também não ter sono excessivo, ter tempo suficiente para passar com meus amigos, um grande amor esperando a hora certa chegar... um abraço apertado, um colinho quando precisasse, ser acordada com beijinhos, ser surpreendida com bombons... enfim, essas coisinhas que fazem nosso dia-a-dia mais doce... queria muito mais do que ando tendo... uma liberdade maior, uma independência verdadeira...
Tudo ao seu tempo... tudo ao seu tempo...

Tuesday, May 01, 2007

* Let the sunshine in... *


"Abre a porta e a janela e vem ver o sol nascer..."
(Preta Pretinha - Moraes Moreira)

Abrir a porta para o novo, o desconhecido.. instigante e, ao mesmo tempo, dá um friozinho na barriga. O que será que me espera? Será que consigo escolher uma porta "certa" sem ficar com remorso por não ter escolhido qualquer uma de tantas outras?! Ai, ai... medo, angústia, mas com vontade. Aliás, com muita vontade de enfrentar as situações novas e os caminhos a serem percorridos... espero que sejam caminhos iluminados cheios de árvores, de diversos tons de verde, de flores para todos os lados. Claro que nem sempre tudo será assim, tenho plena consciência disso... mas nem que seja um pouquinho, já está bom. Quero re-conhecer os lados bons que a vida me proporciona e, na maioria das vezes nos últimos tempos, deixei passar sem conseguir enxergar. Quero poder abrir os olhos e ver coisas e pessoas diferentes... sentir cheiros e gostos diversos... provar novas delícias e novos amores... curtir a sensação de estar livre de mim mesma, da minha própria cabeça e dos meus valores tão intrínsecos... apenas viver e seguir em frente, sempre em frente, abrindo portas para que a brisa entre e a agonia saia... abrir as janelas para olhar os céus, decifrar as nuvens e esquecer que ali já houve muito sofrimento... e não há mais!

Sunday, April 29, 2007

* Look back? *



Estou no meio da ponte. Devo seguir em frente ou devo olhar para trás? A ponte é gigantesca e parece sem fim. Ela me leva ao desconhecido, ao que eu não posso prever e nem sentir. Estou dividida. Ao olhar para trás, percorro um caminho extenso de lembranças boas e, ao mesmo tempo, amargas. Aí me pergunto: pra quê? Sem necessidade. Ao olha pra frente, me questiono: Será que o novo não pode trazer coisas melhores? Coisas que me saciem de verdade e que eu não tenha que fingir em me satisfazer? Não sei... acho que ninguém sabe... só sei que stou amando a nova fase das descobertas e planejando o sepulcro daquilo que não serve mais... a caixinha que eu guardei tanto e com tanto amor agora, não me serve para mais nada. Não sei se a jogo da ponte, se a deixo lá no meio ou se, simplesmente, esqueço que ela existe e sigo em frente, deixando ela ali no meio, sem olha para trás, jamais...

“Nem surgisse um olhar de piedade ou de amor
Nem houvesse uma branca mão que apaziguasse minha fronte palpitante...
Eu estaria sempre como um círio queimando para o céu a minha fatalidade
Sobre o cadáver ainda morno desse passado adolescente.”

(trecho de: “O olhar para trás” – Vinícius de Moraes)

Thursday, April 26, 2007

* Between Crumbs & Apples *



“Migalhas dormidas do teu pão...
raspas e restos me interessam
pequenas porções de ilusão...
mentiras sinceras me interessam...”

(Cazuza-Maior abandonado)

Pois é... tem gente que se contenta com pouco, aliás, com MUITO pouco. Eu mesma, em diversas situações, sou quase que obrigada a me contentar. No entanto, há aqueles que “fecham os olhos pra não ver passar o tempo” e ainda fingem pra Deus e o mundo viver bem numa realidade fictícia. Vivem de migalhas... migalhas de pão, migalhas de afeto, migalhas de carinho, migalhas de amor... enfim, restos infindáveis de outros. O tesão e a ilusão existem, na verdade, em grandes proporções e as mentiras emergem em marcha lenta... mas sempre vêm à tona. Acredita quem quiser viver bem e fingir, mais uma vez, que tudo está maravilhoso dentro do seu conto-de-fadas construído, onde o príncipe é perfeito e nunca faz nada de mal para magoar os outros, salvando e protegendo sua(s) amada(s) de todos os “homens maus” que a(s) cerca(m), a princesinha é uma “injustiçada-coitadinha” que não sabe nem se expressar direito – oh, poor little girl – e a bruxa má com a sua saborosa e avermelhada maçã envenenada, representando o pecado inicial e, ao mesmo tempo, tentando acabar com a pobre e indefesa princesinha, envolve-la nos seus compridos tentáculos. Como pode ser tão má, não é mesmo??? Que dó da princesinha... ela apenas vive de migalhas, raspas e restos... enquanto isso, o príncipe deleita-se na mais quente c(h)ama dos infernos...

Sunday, April 22, 2007

* What a crazy life *


“But one thing I’ve learned
For every love letter written
There’s another one burned
So you tell me how it’s gonna be this time…”

(Hole in my soul – Aerosmith)


Sim, it’s been a long time... e sinto falta do meu espacinho-de-cada-dia para expor minhas vontades, meus anseios e meus pensamentos incompletos… parece, até mesmo, que andei meio perdida, meio sem um pedacinho... afinal, muitas coisas se passam dentro do mundo de FCS. Para permanecer apenas dentro deste mundinho.Bom, vou “imitar” minha amiga F.M. e dividir minhas peripécias em três pequenos atos...
- 1º ato: de acaso com o desencontro
Quarta-Feira... dia comprido, meio de semana! Dia cansativo, mas sempre com algo de bom. Não vamos ter última aula... apesar de eu amar Antropologia, fiquei realmente feliz por poder ir embora mais cedo. Além disso, aquela pessoinha interessante – diga-se de passagem – estava lá muito "interessantemente" conversando comigo. Meu Deus, como pessoas inteligentes me atraem! Na verdade, não é bem a inteligência, mas a pessoa que sabe conversar e que tem real conteúdo... Adoro poder ter a oportunidade de poder conversar com alguém assim. Mas, como nem tudo é perfeito, tinha que acontecer alguma coisa... O encontro com o desencontro. Urghhh!!! O pior é que, como não sei disfarçar nadinha de nada, acho que ficou mais do que claro que eu não estava confortável com a situação, mas tudo bem. Resultado: ligação desesperadora para aquela que me acolhe... uma fofa! Um anjo.. sempre! E comecei a ouvir com mais atenção e pedir também algumas “coisinhas” para o universo...

- 2º ato: surpresas
Enfim, comecemos do começo: agradáveis surpresas aparecem no meu caminho. De repente percebo algo em mim que nunca havia descoberto. Um lado novo, aliás, “muito novo até demais”... depois de tudo pelo que tenho passado, depois de ter mais de 1500 amigos registrados nos meus "Orkuts da vida", depois de tantas coincidências e surpresas, uma pessoa ainda consegue me surpreender. Surpreender no sentido bom da palavra, no sentido de que ainda há pessoas que se importam com as outras ou que se mostram interessados por elas.
Ok, você não deve estar entendendo nada, mas eu explico: a pessoa aqui que vos fala, muitas vezes se passa por “boba”, “inocente” e até se acha, de verdade, benevolente demais para com os outros. De repente, um dia, aparece um alguém na sua vida que se mostra tão intenso quanto ela e que, no final, desmonta o castelinho no qual a princesinha vivia. A partir daí, a princesinha entra em completo e absoluto desespero e acredita que nada mais a impressionará ou que, ninguém mais será verdadeiro o bastante, pois o mundo mudou, os conceitos mudaram, os valores caíram por terra. Mas, aí é que vem o “x” da questão: será que todas as pessoas que se aproximam são assim?! Talvez não, talvez sim... mas é sempre mais fácil generalizarmos certas idéias para vivermos em conforto e conformidade consigo mesmos.
Após estes pequenos “parênteses”, volto à minha agradável surpresa: eis que estou num local com mais outras 61.999 pessoas e surge uma para conversar comigo. Eu, como sempre, conversando com todo mundo, aceitei conversar com mais uma pessoa que, ao meu ver, tinha a carinha de uma criança fofa e nada mais. De início, meu pré-conceito até pensou: “ai, lá vem com historinhas” e, eu confesso, não tenho muita paciência para “xavecos furados” e coisas do tipo. No entanto, para minha completa surpresa, foi exatamente o contrário: uma pessoa simples, inteligente e muito interessante de se conversar... engraçada, pois acabou me fazendo rir e conseguindo prender minha atenção a ponto de eu deixar meu propósito principal de lado – A Banda – para prestar olha para o outro.
Primeira surpresa: ele me beijou. Não, eu não beijo estranhos... mas acabei me permitindo e, pasmem: não fiquei nem um pouquinho arrependida.
Segunda surpresa: uma pessoa fofa, não-alcoolizada, educada, gentil, mais alta que eu (pasmem novamente!) e que falava coisas que faziam completo sentido. Fato: ele sabia conversar.
Terceira surpresa: ele falou de certas coisas que eu duvidei... acho que depois de tudo, acabei perdendo e muito a confiança na “classe” em questão, no entanto, eis que era tudo verdade... sim, completa surpresa neste ponto! Como eu descobri? Isso não vem ao caso, não é mesmo? Todos têm uma veia investigatória em si....
Quarta surpresa: ele pediu o meu telefone...

“- O meu telefone? Pra quê?! Você não vai me ligar mesmo...
- Duvida?!
- Com certeza... mas, vamos lá... meu telefone é....”

Quinta surpresa: terça-feira, durante a palestra sobre Direito Trabalhista, eis que o celular vibra.... um número estranho... “ah, mas não pode ser...” E não é que era mesmo?!
Sexta surpresa: Deus do céu... ele deve estar louco... ele quer sair comigo.. e no SÁBADO!!!! Pausa para uma pequena explicação: Sábado é o dia internacional da balada... como pode uma pessoa que acabou de me conhecer, ligar com tanta antecedência (em relação ao sábado, óbvio) e ainda reservar seu dia internacional para sair comigo?!?!!
Bom, surpresas a parte, o importante de tudo isso é que realmente estou surpresa com o mundo e ele mesmo anda me ensinando, mais uma vez que generalizar não é a alma no negócio...

- 3º ato: sonhos
Andei sonhando coisas desagradáveis ultimamente e não é que meu subconsciente juntamente com meu sexto sentido estavam caminhando juntos e me avisando de algo que só eu não conseguia enxergar?! Pois é... agora eu abri os olhos e enxerguei ainda mais... mas, desta vez, sem nada para impedir, sem nada para embaçar minha visão... apenas ela estava lá, límpida e cristalina e somente um cego não poderia ver... afinal o pior cego é aquele que não quer enxergar e, talvez, este fosse meu caso...
Acreditar numa pessoa é uma coisa e ver os fatos ocorrerem de forma “estranha” é completamente diferente... mas o legal é que, por meio de um sonho, algo tão simbólico, eu percebo que nem tudo que reluz é ouro... hehe.. chega, não é mesmo?! Outra lição aprendida: it's high time you moved on, baby!!! Aguardem as cenas dos próximos capítulos...

Thursday, April 12, 2007

* Living on the edge *

"Sometimes I'm good and when I'm bad I'm even better..."
So... BE REALLY BAD!!!

Tuesday, April 10, 2007

* Lembranças *

"Ainda lembro o que passou..."
(Ainda lembro - Marisa Monte)

Certos momentos ela tenta se concentrar e não consegue. Não consegue porque está cansada, ou por estar com sono, ou por querer fazer outra coisa, ou por estar preocupada com outra coisa, ou, ainda, pelos pensamentos que, sorrateiramente invadem sua cabeça e trazem lembranças diversas. Lembranças de momentos bons e ruins, da infância, da família, dos amigos, da escola, da faculdade, das irmãs, de um ou outro ex-namorado... apenas lembranças. Elas vêm, certamente, para dar mais saudade daquilo que se foi, mas, por outro lado, para mostrar o quanto as coisas têm mudado ao seu redor. A infância já foi há algum tempo... os brinquedos e as bonecas foram substituídos pelos livros e as roupas sérias. O ideal de família feliz e perfeita, onde todos riem de tudo e uns apóiam os outros, foi trocado pela realidade “nua e crua” que nem sempre é o que parece. Os olhos daqueles que estão de fora tudo vêm de forma diversa, com simplicidade. Os olhos daqueles que estão inseridos naquela realidade, não conseguem enxergar e sentir da mesma forma. Os amigos mudaram também. Alguns permaneceram e, talvez, permanecerão até o resto de suas vidas. Outros apenas passaram e trouxeram alguns ensinamentos. A escola continua sendo a mesma, no entanto, foi deixada para trás ao entrar na faculdade. A faculdade também continua sendo a mesma, mas foi deixada para trás quando a festa de formatura terminou. As irmãs cresceram, e estão crescendo a cada dia. Deixaram as fraldas para trás e abraçaram seus ideais e pensamentos como “gente grande”. Cada uma com um jeito diferente, mas com uma essência muito parecida. Valores extremamente enraizados e parecidos até certo ponto e divergentes em tantos outros. Ex-namorados, quem não os tem? As lembranças invadem seus pensamentos... às vezes com saudade de um tempo que já se foi... às vezes de uma pessoa que a ajudou a perceber certas coisas em si mesma... às vezes daquela pessoa mais boazinha do mundo que trazia chocolates quando ela estava doente... até mesmo daquela que maltratou, tentou estragar sonhos e não conseguiu. Aquela outra que deixou uma mistura de amor, ódio, paixão, dor e carinho...
Tudo isso ficou para trás como o curso natural da vida prevê. Mas ela ainda consegue lembrar de cada detalhe, cada cheiro, cada cor passada. Cada gesto, cada olhar, cada criancice, cada bobagem... as lições, as broncas, as palmadas do pai, os acolhimentos da mãe, as brincadeiras da tarde, as sessões da tarde, as irmãs de fralda, seja dançando na frente da TV com os ursinhos “Fofys”, seja com a boca quadrada por conta das quatro pilhas que lá dentro estão. Os beijos e abraços apaixonados trocados durante os últimos anos. O primeiro beijo, o primeiro amor de verdade, a primeira lágrima dolorida, a primeira viagem, a primeira bebedeira... até a primeira balada... hehe
Tudo isso anda com ela e sempre andará de uma forma ou de outra. Seja para lembrar com saudade, seja com carinho, seja com tristeza de não ter podido ser melhor. Talvez tudo isso, simplesmente, tivesse que ser assim. Talvez não. Não pode mudar mais o que passou, somente o que está por vir.
Essas lembranças apenas invadem sem bater na porta... e, muitas vezes, reabrem feridas ou cicatrizam aquelas abertas. Isso talvez seja viver!

Wednesday, April 04, 2007

* No name... *

“Levada na cor
Recorta do ar
O cheiro da flor
Ruído do mar”

(Borboleta - Adriana Calcanhoto)

Controversa e inversa ela se senta. Senta e vê o mar. Senta e sente a areia quente nos seus pés. Senta e sente o sol batendo no seu rosto. Senta e sente a pequena brisa bater nos seus cabelos. Ela pensa no que anda acontecendo, pensa no que vai acontecer, pensa no que aconteceu. A praia está ali. As pessoas ao seu redor são especiais demais. As conversas... ah, as conversas! Uma delícia conversar com pessoas que não fingem ter conteúdo, mas o tem de fato. Uma delícia sentar ali e, ao mesmo tempo, esquecer de tudo... “das cores do mundo...”
Contraditória nos pensamentos, contraditória nos dizeres, contraditória nas ações. Não quer saber, mas procura a fonte. Não quer entender, mas entra em reflexão profunda. Não quer explicar, mas quando vai ver, já está dando todas as razões do mundo para aquilo que não tem razão. Se deixa frustrar e magoar e deixa isso claro, por mais que o(s) outro(s) não entenda(m).
Difícil de explicar. Difícil de decidir. Mais difícil ainda de entender essa eterna contradição de sentimentos e ações vivendo lado a lado, cara-a-cara.

Tuesday, April 03, 2007

* Murph WAS by my side *


"Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível"
(Murph)

Tudo começou numa madrugada de Quinta-Feira sem fim. O trabalho era intenso e parecia não acabar mais. A noite prometia ser longa, uma vez que era necessário que tudo saísse como o previsto e da forma mais correta e perfeita possível. De um grupo inteiro, apenas alguns se preocupavam... e até demais. MSN ligado à força e umas pessoinhas que não deveriam nem lembrar da existência de outras insistiam em ser simpáticas. No entanto, isso não atrapalhou em nada, na verdade até ajudou a manter acordada aquela que quase estava caindo em frente ao computador.

3:00 da manhã... hora de não se agüentar mais e se render à cama. No dia seguinte, ou seja, no mesmo dia, acorda às 6:37 para ir trabalhar... não se agüenta, mas pensa que está acabando a semana e o fim de semana promete. Durante o dia todo se debruça sobre o seu trabalho... aquele mesmo da noite anterior. Lê, relê, põe vírgula, tira vírgula, pula linha, apaga tudo, recomeça e as horas passam. A tarde chega rápido e com ela a hora de partir. Uma correria. Termina-se o trabalho – que, ao seu ver, está muito bom – mas, não consegue imprimir. Passa duas horas em diversos lugares e não obtém sucesso algum. A apresentação de Power Point tampouco ajuda. O computador não quer gravar em nenhum lugar. Chega um momento que eles começam a acreditar que, mesmo dando tudo errado, no fim, vai dar tudo certo. Engano. Na hora da apresentação, o trabalho ainda não estava impresso. O “data show” não queria funcionar. A caneta não queria escrever na lousa. E as lágrimas, inevitavelmente, escorriam. Escorriam porque não se conformavam que, depois de tanto trabalho, tanto empenho e tanta dedicação, nada mais podiam fazer diante daquilo tudo. Ainda tinham a esperança (sim, ela é a última que morre!) de conseguirem, ao menos, imprimir e entregar o trabalho para o professor. E lá se foi ela, novamente, correr atrás do prejuízo. Correu, correu, correu, machucou seu pé, suou como uma louca e conseguiu, finalmente, a impressão das vinte e poucas folhas. Correu de volta, tentou prestar atenção na outra aula, mas nenhuma palavra sequer foi assimilada. No seu término, correu novamente em busca do professor ou de uma pessoa que soubesse do seu paradeiro e aí, a decepção: ele já tinha se ido.

Ainda bem que o final de semana, pelo menos, compensou... e MUITO!

Friday, March 23, 2007

* Sentidos opostos *

“ Dois caminhos, uma chave...
Um estrondo, uma porta errada..."
(Dois caminhos - Babado Novo)
Uma única porta de saída e dois caminhos opostos, completamente diferentes.
Ela sai e atravessa a rua para descer. Ele sai e também atravessa a rua, mas vai para o sentido contrário. Ela vai para casa, esquecer das tristezas e pensar um pouco em tudo o que aconteceu no seu dia. Ele não vai para a sua casa, vai para outros lugares que não fazem sentido algum. Ela está exausta de querer fazer tudo ao mesmo tempo, mas, mesmo assim, não sabe viver de outra maneira: quer trabalhar, estudar, aprender Francês, Espanhol, curtir a vida ao lado de alguém que faça valer a pena... Ele, por sua vez, quer também estudar, arranjar um bom emprego com horários mais flexíveis, crescer na sua área. Quer curtir, mas de forma diferente do ponto de vista dela. Quer estar sempre em contato mesmo que isso faça mal para todos os lados que possa alcançar. Mente em prol de um bem-estar que não é comum a todos e sim, somente a ele mesmo.
Ela quer mais! Quer aproveitar cada instante, pois a vida passa voando e, ao mesmo tempo, não quer fazer nada. Quer voar, mas quer também ficar parada. Quer sorrir quando as lágrimas já estão em seus olhos.
Ele quer ser feliz, mas busca sua felicidade em caminhos muito obscuros e estranhos. Ele continua a ser “cabeça dura” e não admite certas verdades para si mesmo por mais que isso doa em outras pessoas e até nele próprio. Ela continua a ser cabeça dura em pensar que um dia, muito distante, as pessoas podem mudar. E elas, de fato, mudam, mas não como ela gostaria. Mudam para pior, pois ela acaba perdendo a confiança em quem ela mais acreditava e não gostaria que isso acontecesse de forma alguma.
Ela, politicamente correta, segundo ele mesmo. Ele, um doido que não sabe o que quer da vida realmente, segundo ela mesma.
Os caminhos não se cruzam mais a não ser que ele o queira, mas ela não o quer. Não tem mais graça. Os olhares não são mais aqueles de antigamente. Os sentimentos são distintos. Os gestos, o jeito de falar, as ligações inesperadas já não têm mais o mesmo sentido. Sentidos opostos, contrários, obtusos, perdidos em algum lugar num passado próximo e, ao mesmo tempo, distante.
Caminhos percorridos diferentemente que nos levam a outros lugares que jamais poderemos imaginar...

Wednesday, March 21, 2007

* Sick and tired *

Eu preciso de alguém pra conversar... alguém que não me conheça que não saiba nada sobre a minha vida. Alguém que não queira falar comigo somente pelo computador. Alguém que tenha um coração aberto e não queira só me criticar, mas me dar apoio também... cansei de ficar abaixando a cabeça pra certas pessoas que são egocêntricas e acham – coitadas! – que são as pessoas mais importantes do mundo... hehehe Só você mesmo pra pensar nisso e me fazer rir em meio as minhas lágrimas e numa hora dessas.
É ridículo o jeito com que você vem me ignorando e depois diz o quão infantil EU sou! Ninguém está pedindo coisa alguma pra você além da sua preciosa atenção, mas nem isso parece que você pode dar, não é mesmo? Anda difícil um “espacinho” na agenda, né?!?! Crise de ciúme?? Taí, fica uma pergunta pra você: Ciúme de quem mesmo?!?!?!
Cansei de ter que dizer que estou errada quando não estou... a verdade dói, meu bem? Uau, bem-vindo ao clube!!! Quão amoroso você é, até me espanta! Na verdade, dói perder um amigo... pensei que o tivesse na sua figura, mas percebi que, mais uma vez, estava redondamente enganada! Uma pena perder alguém que era tão gracinha e fofo comigo quando queria. Agora o interesse se foi e você não precisa mais fazer médias, podendo demonstrar uma outra pessoinha escondida por trás da máscara boazinha que me encantou.
Da próxima vez prometo que seguirei mais o meu sexto sentido!

Thursday, March 15, 2007

* Empurre a sua vaca... *

Estava eu na aula de Linguagem Jurídica (yeah!) depois de um loooongo dia (sim, desde ontem parece que os dias são cada vez mais longos por um lado e curtos para o outro) e eis que surge uma história muito interessante.
A história em questão foi contada pela professora e envolvia Aristóteles, seu aprendiz, uma família paupérrima e... UMA VACA!!! Sim, um animal irracional denominado vaca e não qualquer outra coisa que você e sua mente distraída possam estar pensando neste exato momento.
Ah, e antes que você pense: “A Fernanda ta bem louca que vou ficar lendo historinha de filosofia e afins”... nããããããoooo, você está enganado(a)! Esta não é uma historinha assim. Aliás, vou resumi-la ao máximo para não tomar seu precioso tempo: a família pobre, pobre vivia do litro de leite que a vaca produzia todos os dias e Aristóteles vendo aquilo, pediu para seu aprendiz joga-la precipício abaixo. O aprendiz, muito contrariado, fez o que seu mestre mandou. Após 20 anos eles voltaram no mesmo lugar onde não havia mais uma família pobre e sim, uma família rica, de posses (a vaca já estava morta, óbvio... hehe). Eles haviam aprendido a viver do trabalho e das conquistas de cada um.
O que eu adorei nesta história é que ela fala exatamente do comodismo das pessoas com determinadas situações e o medo eterno de se arriscar, isto é, a vaca estava sempre lá magrinha, "acabadinha" provendo o leite de cada dia para os seus. Uma vez jogada no precipício, a família TEVE QUE achar uma alternativa de vida e achou, sem querer, algo melhor e inesperado que proveria muito mais do que apenas um litro de leite.Talvez fosse só isso que eu precisava ouvir para fechar o meu interminável dia com “chave de ouro”, afinal, o comodismo, aquele meu velho amigo de sempre, anda me perseguindo ultimamente. Aliás, não só a mim, mas aí já é outra história para um outro dia e uma outra situação.
Mas, não bastando este fato, meu dia fechou mesmo com chave de ouro quando aquele charme de pessoa apareceu ao meu ladinho!!!! Obrigada, meu Deus pela “recompensa” de cada dia árduo da minha vida!!! Mas, este é um outro personagem que surge inesperadamente na vidinha de FCS e, muito provavelmente, fique apenas no plano das idéias, mas, enfim, é a vida, não é mesmo?!?!?
Bom, depois disso tudo, só queria dizer que o importante é que você empurre a sua vaca para o precipício mais próximo. Seja lá qual ou o que for a sua vaca... esteja esta vaca no sentido denotativo, conotativo, figurativo... você é quem sabe... mas, não deixe que ela vá, simplesmente para o brejo... empurre-a já!!!

Tuesday, March 13, 2007

* Estaca Zero *



"Here I go again on my own...
Going down the only road I've ever known
Like a drifter I was born to walk alone
Here I go again..."
(Here I go again - Whitesnake)

Da estaca zero novamente. Onde tudo começa e tudo tem um fim. Nós sempre achamos que não e que tudo será diferente, masssss, os erros se repetem. Dizem que “errar uma vez é humano, persistir no erro, é burrice”. Se eu seguir este ditado popular à risca, então já posso me considerar uma burra de carteirinha... hehe
Tudo bem que cada pessoa é única em nossas vidas e as situações podem ser muito semelhantes, mas jamais serão as mesmas em todos os seus pormenores. O pior é que a insistência sempre acaba vencendo a minha própria razão. Que coisa mais estúpida, não? E quando vejo, boom.... já eras! Way too involved again, baby!
Mas, não tem problema não... quando isso acontece, eu já estou mais do que acostumada... é só me levantar, sacudir a poeira que restou, erguer a cabeça e seguir em frente, esperando tudo aquilo que o futuro próximo guarda para mim!
Well, baby… here I go again… totally on my own…

Sunday, March 11, 2007

* Fernanda em fuga *


"I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
that hold me inside
I wanna reach out
and touch the flame
where the streets have no name..."
(Where the streets have no name - U2)
Engraçado... há dias em que precisamos nos esconder.. precisamos de um grande refúgio a fim de se isolar e poder pensar calmamente sobre o turbilhão de coisas que nos acontecem dia-a-dia.

Há dias, no entanto, que tudo que queremos é nos expor ao máximo, ficar perto de pessoas experientes para ouvir os conselhos mais sábios que podemos extrair.

Por outro lado, há aquele dia que você quer fugir do mundo e de si mesmo. Fugir dos pensamentos, dos sentimentos, das desilusões, das tristezas, das alegrias, enfim, tudo o que você quer é um vazio. Um grande vazio para um grande recomeço. O renascer. O ressurgir das cinzas como a fênix. Você quer esquecer tudo de bom e ruim que já viveu até então e recomeçar. Fazer amigos novamente. Morar num lugar diferente. Conviver com pessoas diferentes. Trabalho, roupas, casa, namorado.... tudinho diferente do de sempre.

Ah... quantos delírios novamente...

Wednesday, March 07, 2007

* Pingos nos "is" *


A Segunda-Feira mal começou e já estou sentindo que a semana será longa e interminável. Talvez eu tenha esta idéia, pois o final de semana foi curto demais. Eu precisaria de mais outras 48 horas para conseguir fazer tudo aquilo que eu havia planejado, mas, ao contrário disso, não consegui fazer nem a metade. No entanto, nem posso ficar reclamando, afinal, consegui fazer o mais importante: pôr os pingos nos "is" restantes de alguns e todos os pingos no caso de outros. Ufa! Que alívio... já estava mais do que na hora de resolver as coisas.
Aliás, desde o começo do ano que venho fazendo isso com todos aqueles que eu estava "em falta" ou que estava "em excesso". Tenho procurado ajustar as situações da melhor maneira possível para conviver bem com o outro. Claro que às vezes dou meus deslizes, mas acho que é normal a partir do momento que me considero um ser humano como qualquer outro, ou seja, passível de erros e acertos no cotidiano. A única coisa que me intriga a cada dia é que a tolerância para com o outro, no caso eu, tem sido cada vez menor por parte do lado oposto. Acho isso engraçado, pois eu sempre devo perdoar e tolerar pequenas falhas, mas o outro não pode aceitar um erro meu, ainda que não tão grave, por assim dizer. Triste também é ver que nos envolvemos com pessoas que achamos ser compreensivas, ou até achamos que serão diferentes em alguns pontos de vista, mas que, na verdade, também não passam de seres humanos que querem muito mais do que você pode oferecer ou até mesmo o impossível!
O importante dessa história toda e do meu curto final de semana é que a minha consciência ficou um pouco mais tranqüila, pois finalmente tive coragem de expor algumas coisas e guardar outras sem necessidade para o momento. Consegui falar aquilo que eu queria com clareza e deixar claro tudo o que me chateou numa relação que, agora mais do que nunca, parece algo cada vez mais longínquo. Pensei que este dia nunca fosse chegar, mas, mais uma vez, foi pregada uma peça em mim, mostrando-me que é possível as coisas se resolverem depois de certo tempo quando os nervos não estão mais à flor da pele e os pensamentos fluem com maior clareza e convicção.
Com tudo isso, também tive a certeza de que uma porta enorme se fechou atrás de mim e que eu não quero mais olhar pra trás, deixando tudo de maravilhoso guardado e, as partes não tão boas, jogadas ao vento, sem qualquer rancor ou tristeza. Os pingos foram colocados!