Thursday, August 30, 2007

* Life goes on... *

“Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad”
(Pale blue eyes – Marisa Monte)
Não ando muito inspirada ultimamente. Engraçado. Sinto que tem, de fato, um monte de coisas acontecendo nas quais tenho participação intensa, mas, ao mesmo tempo, parece que não há nada de novo. Nada de muito especial, tudo meio vazio, meio seco, meio gelado. Tudo “meio”. Acho que é este o problema. Nada de muito interessante acontece. O máximo de coisa interessante que tem acontecido na minha vida tem sido uma aula cá, um curso acolá, um elogio, um jogo, um sorriso cordial no meio do corredor e assim por diante. Nada muito suficiente. Continuo insatisfeita com alguma parte da minha vida que eu apenas consigo imaginar qual seja. As outras partes estão indo bem, obrigada. Não falo mais sobre nada além destas, aliás. Tem uma festa hoje, outra amanhã, outras tantas no final de semana, mas o cansaço, muitas vezes, me impede e minha cama não me chama, ela grita por mim. A televisão nem é mais atrativo para me manter acordada. Telefonemas? Meus amigos me cobram aos montes, mas nem quero falar no telefone. Não tenho vontade. A não ser quando me ligam e, mesmo assim, prefiro combinar de encontrar a pessoa... bem mais fácil. Ou não. Nunca dá tempo. Queria encontrar todos meus amigos de verdade que não vejo há tempos, mas não dá! Ando com preguiça. Preguiça de mim e da minha vida louca que eu mesma escolhi pra mim. Uma vez me disseram (e tem uma pessoinha fuçadora que vai se identificar neste ponto) que eu não tinha qualidade de vida. Pois bem, talvez na época não tivesse mesmo. E, vou mais além, talvez eu não tenha até hoje, mas esse é meu modo de viver desde os meus sete anos. Um modo frenético, cheio de vai-e-vens, non stop, dia-e-noite-noite-e-dia! Acorda, se joga pra fora da cama e vai.. vai pra academia, pro trabalho, pro fórum, pra faculdade, pra biblioteca, pra reunião, pra casa, pra terapia, pra manicure, pra casa da vizinha fazer depilação... e tudo tem que ser rápido, muito rápido. Nada de ficar parada no trânsito sem fazer nada! Pelo contrário... neste tempo em que perco dentro do carro, passo a pouca maquiagem (nada de ir toda rebocada ao trabalho), penteio o cabelo, leio o Metro News, vejo o Destak de relance, reparo pouco nas pessoas à minha volta e, desta forma, chego loguinho, loguinho. E às vezes da preguiça de trabalhar, mas a mesa fica aos gritos me mostrando tudo o que ainda tenho que fazer...
Talvez essa seja minha vida numa visão bem reducionista e descomplicada, mas é assim mesmo que eu me vejo: fazendo tanto e, ao mesmo tempo, fazendo nada!
Ai, ai... acho que nunca parei pra ver minha vida cotidiana por este ângulo.. e, pra falar a verdade, não acho que esteja fazendo bem a mim mesma, afinal, já estou dando “bom dia” ao chegar na faculdade, quando, na verdade, queria dizer “boa noite”...
E a vida vai passando...

Saturday, August 25, 2007

* Way too much information *


São muitas as informações. São tantas e tudo tão ao mesmo tempo que nem dá tempo de pensar direito. As informações são praticamente vomitadas em você e só dá tempo de abrir a boca e pôr a mão no queixo como quem diz: “está rápido, interessante, mas quero mais”. Preciso de um tempo. Um tempo pra mim, pras minhas reflexões, pro meu modo de ver as coisas, pro meu conscientizar e perceber que tudo o que ele falou (e mais um pouco) é a mais pura verdade. Sem pôr e nem tirar. Eu apenas sinto isso. Sinto pelas muitas coisas que aconteceram e sinto ainda mais por ter estacionado meu carro por tanto tempo naquela vaguinha de sempre da garagem subterrânea aonde sempre estacionava. De repente olhei ao meu redor e percebi que havia muitas outras vagas, mas que pra mim, continuavam a ser insignificantes e que, de certa forma, continuam a ser assim. Ou, pelo menos, eu as vejo assim. Talvez o erro seja em insistir na mesma vaguinha, sendo que há outras por aí... às vezes, até melhores e mais afastadas deste estacionamento no qual eu sempre tive a segurança de estacionar, fizesse chuva, fizesse sol.

Só sei que preciso de um tempo para degustar, mastigar, engolir e digerir tantas informações vindas de uma só vez.

Saturday, August 18, 2007

* And I made you trust in literature – Fê’s mind! *

Explico: ganhei uma tarefa muito especial do Caco do Espírito Santo a qual consiste em dizer os livros top 5 da minha leitura atual e os cinco futuros. Atual eu achei um pouco difícil, pois ando lendo apenas livros para a faculdade de Direito. Bem, como uma ex-estudante de Letras e uma pessoa que adora ler qualquer tipo de livro (e cabe aqui um parênteses: quando digo qualquer tipo, é qualquer tipo mesmo... adoro Literatura Infanto-Juvenil, por exemplo!), parar e pensar nos top 5 foi uma pequena grande dificuldade, mas acabei escolhendo aqueles que, por algum motivos, me marcaram ou marcaram um momento em específico na minha vida.... aí vão os nomeados!

Top 5 – Leituras inesquecíveis...
Dom Casmurro (Machado de Assis) - começo com este clássico que eu adorei e mesmo sendo leitura para o vestibular, não conseguia parar de ler. A possível traição de Capitu que é questionada até os dias de hoje. Um excelente romance.
Luxúria: a casa dos budas ditosos (João Ubaldo Ribeiro) – quando ganhei este livro a propósito do meu próprio pedido, acreditem, nem tinha idéia do que era sobre. Sempre fui meio perdida e nem sabia no que consistia o tal pecado da Luxúria, no entanto, comecei a lê-lo e descobri rapidinho (rs). Um livro instigante e quando você acha que tudo já poderia ter acontecido, sempre tem mais, afinal o céu é o limite.
Il visconte dimezzato (Ítalo Calvino) – “O visconde partido ao meio” – li este livro duas vezes nos meus anos de faculdade. Uma leitura rápida e interessante. esta história, na verdade, é o início da trilogia criada por Calvino chamada “I nostri antenati”. É uma história que traz os problemas e conflitos de um homem que foi literalmente partido ao meio por uma bala de canhão e onde sobrou um lado bom e um ruim. Calvino, na verdade, fala sobre os problemas enfrentados pelo homem contemporâneo e sua incompletude.
O crime do padre Amaro (Eça de Queiroz) – outro clássico na lista. Criticando a sociedade portuguesa e com grande ar sarcástico, Eça de Queiroz escandaliza ao declarar um padre apaixonado por uma pároca. Brilhante e apesar de tantas descrições – próprias do autor português -, o livro me prendeu do início ao fim.
Marian Keyes – este é o nome da autora irlandesa de grande sucesso. Títulos como Sushi, Melancia, Férias!, entre outros são sucesso em mais de 20 países. Acredito que tal sucesso se dê em função das personagens serem tão próximas da realidade em que as mulheres vivem aonde quer que estejam, seja em Londres, na Irlanda ou no Brasil. O interessante destes livros, ao meu ver, é que a partir de certo ponto eu sempre acabo me identificando com algumas das personagens, passando pelas mesmas dúvidas, angústias e vendo as pessoas ao meu redor. Já li todos traduzidos aqui no Brasil, mas ainda tem um inglês na fila que vai ter que esperar mais um pouquinho...
Laços de família (Clarice Lispector) – contos da grande Clarice, uma autora inconfundível, maravilhosa... um livro que contém treze contos que se passam no nosso cotidiano mais normal possível, mas com facetas que impressionam e nos levam a caminhos impensáveis. Excelente autora! Confesso não ter lido toda a sua obra ainda, mas, com certeza, aos poucos, lerei uma por uma com imenso carinho, afinal, não é à topa que este blog tem o nome que tem...
Eu sei que eram somente cinco e eu já mencionei seis, mas gostaria de mencionar, ainda, duas leituras infanto-juvenis que eu adorei e adoro ler: A odalisca e o elefante (Pauline Alphen) e o lendário Harry Potter com sua saga (pelo menos treino o Inglês de alguma forma... hehe)
Leituras atuais...
Bem... estas são mais técnicas, afinal, não dá tempo pra tudo na vida...
Fundamentos da metodologia científica (Lakatos e Marconi) – bem, vocês insistiram, então aqui já iniciamos com um livro gigante de Metodologia Científica. Bem explicativo, por sinal... hehe
O Segredo (Rhonda Byrne) – estava lendo até que num ritmo bom, mas como começaram as aulas, tive que deixa-lo um pouco de lado. Em suma: você atrai o que você quer para a sua vida. Ok, estou sendo reducionista, mas acho que vale a pena ler o livro e refletir sobre as possibilidades que ele traz, afinal, não custa nada ter um pouco de pensamento positivo na vida.
Leituras que estão na “fila dos livros”
Adoro comprar livros e não posso entrar numa livraria que já quero todos, então, eu os compro e deixo aqui na minha estante para lê-los no momento mais oportuno: 100 anos de solidão (Gabriel Garcia Márquez), Ensaio sobre a cegueira (José Saramago), Crime e Castigo (Fiódor Dostoievski), Memoirs of a Geisha (Arthur Golden), A metamorfose (Franz Kafka), I promessi sposi (Manzoni), os contos que eu ainda não li de Lygia Fagundes Telles, Ti prendo e ti porto via (Niccolò Ammanti), O caçador de pipas (Khaled Hosseini), A relíquia (Eça de Queiroz), entre tantos outros clássicos inúmeros... ai, ai, será que vai dar tempo de ler tudo numa vida só?!
Bem, como eu também quero brincar, passo a bola da vez para três pessoas que tenho felicidade em ler: Flavia Melissa, Nana Ferreira e Sir Josef K.
Beijos a todos!

Sunday, August 12, 2007

Monday, August 06, 2007

* 62 anos *



Boom! E uma bomba cai em Hiroshima. Não é uma bomba qualquer e, sim, a primeira bomba atômica. Devasta, mata, extermina.
Desculpem, mas todo dia 06 de Agosto me dá calafrios. Lembro-me quando ouvi a música “Rosa de Hiroshima” pela primeira vez na sétima séria e fiquei perplexa e emocionada. O documentário assistido anos mais tarde trouxe angústia, lágrimas. Ambos carregados de tristeza e pedaços de histórias, pedaços de pessoas, vidas interrompidas.
Sinto-me triste por essas pessoas, apesar de nunca ter conhecido sequer qualquer pessoa ligada a elas. Sinto uma melancolia inexplicável, como se isso fizesse parte da minha história. Não dá pra explicar, só sei que dói pensar que tantas vidas foram interrompidas por ganância e ambição. E tantas outras ainda são destruídas pelos mesmos motivos em pleno século 21.
Paz e amor no coração... é isso o que anda faltando no mundo!
Pense nas crianças mudas telepáticas
Pense nas meninas cegas inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálida
Mas Só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada
("Rosa de Hiroshima" - Vinícius de Moraes)

Sunday, August 05, 2007

* O que você realmente quer? *


“I can't get no satisfaction”
(Satisfaction - Rolling Stones)

A cada dia que passa percebo o quão abençoada eu sou. O universo anda conspirando a meu favor em diversos instantes na minha vida, me fazendo enxergar realidades para as quais eu andava meio cega ultimamente, querendo acreditar que não eram reais ou que nunca poderiam ser. Mas são. E como são. São reais a tal ponto de me causarem um pouquinho de raiva aqui dentro em pensar do quão idiota eu fui por tanto tempo acreditando em mentiras reais e medíocres. Magoa saber que todo aquele chão no qual você se apoiava simplesmente escapa dos seus pés. No entanto, desta vez, ele escapou de vez, mas não para que eu levasse um tombo e só conseguisse levantar com ajuda de apoios diversos, mas sim, para que eu percebesse que ainda há muita vida para ser vivida e para saber exatamente o que eu não quero. Quando me fazem a pergunta: o que você realmente quer? Muitas vezes não sei responder... também não sei o porquê, talvez seja porque há tantas opções por aí que eu não tenho certeza qual delas seria melhor. Aliás, será que tenho mesmo que fazer uma escolha só? E quando paro pra pensar, tento me basear por aquilo que eu não quero de verdade. Sabe aquela coisa da exclusão? Você exclui uma opção aqui, outra ali e acaba chegando em algum caminho desconhecido... daí você vai tomando gosto por uma coisa, excluindo mais outra, enfim, lapidando a pedra bruta que existe logo ali. E eu não quero diversas coisas não, nem sou tão exigente assim... sou muito indecisa, mas uma vez decidida, o que eu busco é aquilo que realmente almejo... e é o que estou tentando fazer. A cada chicoteada que tomo do Universo (e tomo diversas, diga-se de passagem), tento me recompor e enxergar cada vez mais os sinais a minha volta e simplesmente ter certeza que certas pessoas e certas coisas fazem muito bem em sair do meu caminho e que, aliás, já vão tarde. Simplesmente não fazem parte da vida que quero criar pra mim mesma. Outras tantas são muito bem-vindas. As portas mantêm-se abertas para aquelas que me quiserem bem, sempre...

Thursday, August 02, 2007

* Dragonfly *

Carrego uma libélula pendurada no meu pescoço há mais ou menos dois anos, bem quando começou a moda de usá-la, mas, mais do que a moda, ela acabou sendo a minha “companheira” sem que eu nunca tivesse tido a curiosidade de saber um pouco mais sobre a mesma. Eis que hoje faço uma pesquisa rápida pelo Google e surgem diversos resultados que, ao meu ver, vêm a calhar com o que estou passando neste momento da minha vida... apenas alguns sinais a mais!



“Libélula... Quebre ilusões, traga visões de poder, não necessita provar, agora é a hora!
Conheça, acredite, o Grande Espírito intercede, alimentando, ajudando. Sentindo todas as necessidades.
A libélula é a medicina do sonho e da ilusão. É a aparência falsa que nós percebemos da realidade física. O colorido das asas da libélula, a energia, a forma e o movimento, explodem na mente do observador trazendo lembranças vagas de um tempo ou lugar onde a magia reinava. (...)
A libélula é a essência da mudança, a mensagem de sabedoria e inteligência e a comunicação com o mundo elemental. Este mundo elemental é constituído dos espíritos das plantas e dos elementos ar, terra, fogo, e água. Em resumo este mundo é cheio de espíritos da natureza. (...)
Psicologicamente é hora de esquecer todas as ilusões, pois elas restringem suas ações e idéias. A libélula lembra você de descobrir que hábitos você precisa mudar e que mudanças você deseja em sua vida. Lembre-se que nada é completo como parece ser”
“A libélula ensina a atravessarmos as ilusões”
“Para los indios, la libélula es el símbolo que te libera de las falsas esperanzas, y que por lo tanto, representa una total libertad."

Wednesday, August 01, 2007

* Coloring my rainbow *



"Shiny happy people holding hands
Shiny happy people laughing"
(Shiny happy people - R.E.M.)
Outro mundo, outras cores, outros amores. Sem celular, sem internet, sem nenhum meio de comunicação, apenas quando eu quiser me comunicar eu posso... mas quando as pessoas querem, não conseguem. Ia ser legal. Aliás, ia ser demais. Ficar meio off the bitten track e esquecer que há um mundo girando. Esquecer que existe fome no mundo, que crianças morrem por falta de cuidados, que existe pessoas jogadas nas ruas, tristeza, solidão. Esquecer que temos mais um governo corrupto que rouba todos os centavos dos cidadãos trabalhadores, que existe trabalho para se ganhar pouco e suar muito. Esquecer que existe guerra por ambição, que pessoas morrem sem que saibam o porquê. Esquecer que existe medo, dor, angústia nos olhares ao meu redor. Apenas esquecer e viver alguns poucos dias fora da violência, da tristeza, do abandono, da pobreza, da destruição e das tragédias. Viver um pouco num mundo colorido onde tudo é perfeito. Onde não se mata animais apenas por prazer, onde as pessoas têm o que comer e como se sustentar dignamente e não só isso, mas também ter uma vida tranqüila e saudável, tendo apenas aquilo que é necessário, sem extravagâncias.
Quero o arco-íris de emoções que habita o meu imaginário com suas sete cores colorindo a minha vida e as vidas de tantos outros ao meu redor.
A verdade é que eu não só o quero, mas já o tenho em diversas maneiras as quais venho percebendo dia após dia; tirando a poeira das coisas boas a aproveitando as mesmas da melhor maneira possível e, por outro lado, jogando as coisas ruins para o fundo do baú de memórias sem importância.
(*) Texto escrito em 27/07/07

Friday, July 27, 2007

* In the middle of nowhere *

Completamente descontrolada ela pega um táxi e sai. Sai de casa impacientemente como se procurasse uma resposta, uma forma de reverter a situação já crítica. Não sabe o que fazer, pra onde ir... quer correr, mas se sente fraca. Quer gritar, arrancar os cabelos... quer sair correndo e fugir. Fugir para longe. Para um lugar onde não conheça ninguém. Onde jamais seja encontrada. Um lugar onde não exista qualquer conexão com qualquer pessoa que a conheça. Que não tenha família, amigos. O taxista corre, mas não tem direções definidas. Apenas vai. Vai aonde as palavras o guiam. No entanto, não há palavras ou gestos. Um olhar desesperado é encontrado no retrovisor. As lágrimas escorrem e o vento continua a bater. Não há o que dizer... apenas sentir o desespero saindo pelos poros do rosto dela. Ela, por sua vez, não quer falar, quer apenas manter-se em seu mundo, seu universo paralelo. Sua vida é estranha. Não há emoção, não há amor, não há sentimento. Não há nada. Acabou. O que havia sumiu. Sumiu como um passe de mágicas e foi levado junto com as cinzas de seu corpo morto. Acabou. Ela sentiu uma apunhalada e não sabe sequer da onde veio, só sabe que a sentiu em algum lugar do seu corpo frágil e cansado. Cansado de lutar e de reagir contra os outros.

Tuesday, July 24, 2007

* Cinzas *




E ela se sentava na sala. Acendia mais um cigarro, encostava o seu dedo maior da mão no queixo e pensava. Pensava como a sua vida era miserável, como era difícil depender dos outros, como era complicado servir, servir, servir para nada ganhar. Nem ao menos um elogio. Havia conquistado aquele espaço a duras penas, mas que espaço exatamente era aquele? A casa onde morava era exatamente como havia sonhado. Só não havia sonhado com um banheiro problemático, infiltrações nas paredes, problemas nas janelas, nas fechaduras das portas e assim por diante.
Havia sonhado com um marido perfeito que daria tudo a ela, mas não saberia que isso implicaria em ele ter que sustentar não somente ela e seus filhos, mas sua mãe, seu pai, seu restante familiar. Não sabia que isso implicaria em tantas brigas e tantos falatórios indevidos... xingamentos infindáveis e lágrimas a escorrer.
Havia sonhado que teria uma família perfeita. Filhos que sempre estariam ao seu lado não importando o que acontecesse, aos quais ela daria a vida se fosse preciso para que eles apenas fossem felizes.
Batia as cinzas no cinzeiro, enquanto mais uma lágrima escorria.
Nada de palavras dóceis vindas da sua mãe, apenas críticas duras e, na maioria das vezes, injustas.
Ela estava perdida mais uma vez, sem razão para viver. Seus filhos cresciam, seu casamento já não existia há muito tempo. Tudo girava em torno do dinheiro, da dor, do sofrimento e da angústia. Cada um seguia seu caminho, mas qual caminho ela seguiria, sendo que não havia estrada alguma a sua frente?
E doía o seu coração. Doía o não saber, o não entender, o não ter.
Ela queria continuar vivendo no seu mundo cor-de-rosa criado por ela mesma, mas, por fim, percebeu que ele já havia desmoronado há muito e que nada voltaria a ser como era antes. Aliás, será que o antes era mesmo um lugar feliz? Provavelmente não, mas ela prefere acreditar que sim e se agarrar a esta única lembrança.
Agora tudo é preto e branco. Na verdade, mais preto que branco, sem volta, nem perspectiva.



Friday, July 20, 2007

* Like an angel *


“You must be an angel
I can see it in your eyes
full of wonder and surprise
and just now I realize”

(“Angel” – Madonna)

Anjos podem ser de todos os tipos. Podem ser criaturinhas adoráveis enviadas diretamente dos céus para te acompanhar todos os dias. Podem ser espíritos que circulam por aí a fim de ajudar os mais necessitados. Podem ser pessoas de carne e osso, "demasiadamente humanas", cheias de amor para dar e ombros e ouvidos a oferecer.

Eu tenho uns vários anjos e acredito que eles sempre aparecem quando mais preciso... seja para me aconselhar, brigar, puxar minhas orelhas, me dar colo, me ouvir, me divertir... enfim, para “n” coisas eles estão sempre lá, prontos para me ajudar.

São anjos pelos quais rezo todas as noites para que sejam cada dia mais abençoados por alguma força divina que venha a existir e que estes sejam cada vez mais iluminados e encontrem sempre seus respectivos caminhos para a felicidade.

Uns já o encontraram. Outros ainda o estão a buscar. Talvez seja uma busca incessante que quando chega ao seu fim, traz a paz e a calma no coração e a certeza de que este foi o melhor que poderia ser.

Meus anjos humanos de carne e osso são pessoas vividas, cheias de histórias interessantes, de diferentes idades, sexos, cores e amores. E as pessoas lindas e especiais vêm e vão das nossas vidas assim, como num passe de mágica. Algumas se despedem, outras apenas dizem um “até breve” e outras, simplesmente, saem de cena, sem sequer dar adeus.

Há pessoas que aparecem para ficar para sempre, outras por apenas um curto período de tempo, porém, mesmo neste curto período, têm muito a ensinar e a aprender com o outro, afinal a vida é cheia de aprendizados todos os dias...

As pessoas que me cercam e que realmente me desejam o bem são pessoas lindas em todos os sentidos e mesmo eu encontrando tantas outras no meu caminho o que é natural acontecer, estas já têm espaço certo dentro do meu coração.

Thursday, July 19, 2007

* Falling into pieces *

Um avião cai no meio da cidade grande. O caos se estabelece (ou aumenta?). O trânsito que já é grande conhecido dos cidadãos da cidade piora afinal, o aeroporto está localizado em meio às grandes avenidas. Chamas para todos os lados. Resgate, bombeiros, curiosos, corpos... corpos mortos, carbonizados, quebrados, machucados... corpos. Será que as coisas acontecem por um acaso ou será que elas servem justamente para mostrar que assim do jeito que está não dá mais? Não dá mais para agüentar uma infra-estrutura xinfrim qualquer num aeroporto localizado em uma das cinco maiores cidades do mundo. Não dá pra agüentar um acidente com um avião simplesmente porque a pista estava escorregadia, pois as reformas não foram feitas da forma como deveriam. Não dá pra agüentar um monte de político corrupto roubando dinheiro aos montes, enquanto a infra-estrutura de uma cidade inteira só tende a cair aos pedaços. E aí é que eu te pergunto: e quem paga por tudo isso? A gente, óbvio. Cada um dos “peixes grandes” tem o seu aviãozinho particular para “relaxar e gozar” à vontade enquanto os trouxas aqui que pagam imposto atrás de imposto, que precisam, muitas vezes, viajar de um lado para o outro à trabalho, têm que enfrentar os aeroportos lotados como se já não bastasse a lotação da própria cidade em que vivem, a qual, daqui algum tempo, não terá mais espaço sequer para andar de carro ou transporte púbico.
Sabe o que mais? Não dá pra agüentar essa porcaria, mas também, quem tem interesse de fazer alguma coisa? Tem alguém aí que quer ir lá pra Brasília brigar por o que lhe é de direito? Tem alguém aí que está a fim de entrar em greve para as melhorias dos aeroportos? Tem alguém aí com alguma solução mágica para todos esses fatos que temos vivenciado dia-após-dia?
Uma triste tragédia.
Mais um avião caiu. E a cidade indo com ele.

Wednesday, July 11, 2007

* Os cafajestes também casam *

Imagine um cara alto, bonito, de olhos encantadoramente verdes, corpo escultural, rico, bem-sucedido, inteligente, charmoso, sedutor, nos seus mais ou menos bem cuidados trinta anos casando-se. Bingo! Ele vai se casar.
Como pode o mesmo sedutor que já levou tantas menininhas à loucura (e outras nem tão menininhas assim) deixar o universo dos solteiros para entrar no time dos casados?
Ah, mas ele não me engana não. Aquela carinha esconde muitas coisas... aquele sorriso encantador anda deixando algumas coisas escondidinhas, pois, pra mim, isso só pode ser brincadeira.
Esse cara é o mesmo que ficou olhando o tempo todo pra você durante o último casamento onde se encontraram... e, pior, ficou olhando por cima da cabeça da namorada – atual noiva – na maior cara-de-pau do mundo? E quando ela foi ao banheiro? Ele parecia uma estátua... nem piscava, atraindo não só o seu olhar, mas os olhares ao redor, afinal, não estava sendo nem um pouquinho discreto e todos estavam percebendo o que acontecia....
É o mesmo cara que te ligou insistindo para que você saísse a todo custo com ele, sendo que você, simplesmente, não estava in the mood naquele dia específico??? Mas, claro, com todo o charme e a formosura do rapaz, você acabou não resistindo, não é mesmo? Ou resistiu? Claro que não.... te conheço...
É o mesmo cara que te ligou diversas vezes em horários impróprios só para “conversar” sobre o “nada”, te acordando ou fazendo você pular de susto? Ou, ainda, sugerindo para que você faltasse naquela aula chata na Quinta-Feira à noite a fim de se encontrar com ele?
É o mesmo cara que te mandou uma mensagem dizendo “Que pena que você não veio” em plena festa de comemoração do aniversário do seu pai (detalhe: e ele já estava com a namorada ao lado)?
É o mesmo cara que te tirou daquele lugar e te deixou completamente perdida entre o prazer e a loucura naquela noite em que apenas vocês dois eram os solteiros da festa inteira?
É o mesmo cara que não te ligou no dia seguinte, mas sim, meses depois e não acreditava em diversas coisas que (não) tinham acontecido na sua vida quando você se abriu com ele?!
É o mesmo cara que quando te (re)conheceu não acreditou quem você era, pois já fazia muito tempo e, desde então, você sempre lembrava daquele inesquecível par de olhos verdes e daquele olhar lançado sobre você naquele dia?
Pois sim... esses todos são o mesmo cara alto, bonito, de olhos encantadoramente verdes, corpo escultural que vai, definitivamente, se casar... uma loucura pensar nisso desta forma, mas a mais pura verdade. A noiva que não será você, obviamente, e você nunca nem tinha pensado nisso ainda mais com ele, deve estar muito feliz escolhendo seu vestido e sua festa para qual certamente você será convidada...
Ah, sim, meu bem, os cafajestes também casam!!

Thursday, July 05, 2007

* Brincadeiras e Verdades *


Então eu brinco com as palavras, com cada uma que vem e vai, e até com aquelas que estão aqui e ali por engano, voando feito borboletas a espera de uma redinha qualquer.
É, eu brinco, brinquei desde sempre consciente do poder que elas tem. Consciente do destino de construir e destruir com elas, consciente de que cada vez que vão não voltam mais. Consciente de que a proferida nunca mais é engolida.
Eu brinco com as palavras e brinco com as pronúncias e com a renúncia de um palestrante qualquer que mudou de idéia e não apareceu no dia da conferência. As palavras que não são ditas as vezes tem muito mais peso do que as vomitadas, então eu brinco com as palavras sabendo muito bem quais são as que me pertencem e quais as que não me cabem.
Eu brinco com as palavras como o vento brinca com meus cabelos enquanto subo no alto daquele morro sabendo que vou chegar à fogueira e que vou escutar algumas tantas que nunca antes me disseram. Eu brinco com as estrelas, cada uma de suas letras brilham no céu estrelado do meu discurso, eu brinco com as estações do ano como cada uma de minhas fases do mês.
Eu brinco com as palavras, com as minhas e com as suas e com todas aquelas que eu gostaria de ter inventado mas que inventaram antes de mim. E eu brinco com as palavras como os cataventos rodopiam coloridos, sem se importar com a direção na qual a brisa sopra.
Eu brinco, e brinco, e brinco e continuo brincando e brinco mais um pouco, mas eu não brinco com sentimentos. E acredite, sentimentos são palavras, então se não as digo é porque não as sinto.
Diferente de você.
(*) por Flávia Melissa

Tuesday, July 03, 2007

* Vibe positiva solta pelo ar... *


“Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
Em não pense mais em desistir
Existe um mundo que só quer te ver sorrir”
(Natiruts - Natiruts Reggae Power)
Nada como um dia após o outro.
Às vezes é preciso um “chacoalhão”, dormir e acordar uma outra pessoa. A noite é mágica e nos faz sonhar, ir longe, esquecer um montão de coisas ruins...
Tomei alguns empurrõezinhos ontem que me fizeram perceber que a vida está aí pra ser vivida... e eu quero vivê-la de forma plena e intensa. Viver cada vez mais e melhor e continuar do meu jeitinho, ou seja, não precisando fazer mal a ninguém para ser feliz. Nem fazer mal, nem falar mal.... apenas deixar que as coisas aconteçam da forma mais natural possível. E elas acontecem a todo tempo, sem que eu as perceba.
Ontem, também, percebi que há muito mais pessoas que se preocupam realmente comigo do que eu imaginava... muito mais pessoas que gostam de mim como eu sou realmente do que aquelas que não gostam. E isso me conforta um pouquinho mais. E isso me faz um pouquinho mais feliz.
Realmente é muito melhor ser alegre que ser triste, Vinicius de Moraes já o diria... Xô energia negativa. Quero viver a vida de boas vibrações e sentir novamente toda a felicidade que vive aqui dentro de mim, pois sim, ela está aqui dentro e quer ser compartilhada com os outros também...
Carpe Diem e sejamos todos muito felizes!

Monday, July 02, 2007

* Diving deep inside *


Quero mergulhar. Mergulhar para o fundo mais fundo da piscina e sair nadando. Nadando sem rumo. Sem destino. Quero sair deste círculo vicioso que me meteram. E quero acreditar que me meteram nisso e não que me meti sozinha.
O tédio me mata, me enoja, me martiriza. A clássica mão no queixo esperando por algo acontecer me fere. Irrita. Impacienta. As pernas não conseguem parar de balançar. Irritação. Impaciência.
Essa história toda me dá náusea, ânsia e por que, meu Deus, por que eu ainda tenho forças e coragem de alimentá-la? Que esquisito. Que mais sem explicação. Que sem saco.
E lá vem ele me cutucar no meu soninho bom. Não profundo, pois logo ele desperta e se espanta. Se espanta com a mesma coisa velha que sempre encontra ali. Nada muda. O sorriso, as caras e bocas são sempre os mesmos. Nada se altera. Tudo se copia naquela face que já bem conheci. E irrita. Irrita o olhar, o jeito de falar, de agir e de não enxergar.
Irrita o esconder. O fingir. O não falar. O omitir.
Tudo isso me irrita e me angustia... e se repete over and over again... Credo!

Wednesday, June 27, 2007

* Monólogos internos beirando os externos *



Será que você não pode tirar a máscara só um pouquinho? Deixa eu te ver, vai. Não custa nada. Queria saber como você é, o que você pensa de verdade sobre os assuntos mais banais. Só um pouquinho. Juro que não vai doer. Vai ser legal, você vai ver. Ah, olha como você é... lá vem com toda a pose novamente. Não quero pose de homem forte e maduro, pelo contrário, quero descobrir a criança que está ai dentro. Aquela que quer brincar, que quer fazer palhaçadas, se divertir, sem compromisso algum. Quero ver quem está por trás desse sorriso, muitas vezes irônico, que aparece no seu rosto. Ai, como você é chato. E certinho demais. E olha que eu também sou certa e, para alguns, até demais demais demais, mas você, pelo amor, ganha de mil a zero. O que custa responder pra mim com míseras duas linhazinhas, pelo menos?! Ou com três, quatro, vai... nem que fosse só pra tomar um café na esquina... bem, você jamais faria isso. Não... não teria coragem, né? Na hora do “vamo ver” é mais fácil não ver nada. É estranho, pois você fala besteira toda hora e quando eu estou disposta... ah, deixa pra lá! Eu sei que não é fácil. Pra mim, na verdade, é complicado até demais, mas achei que pra você fosse mais, assim, como posso dizer? descomplicado... hehehe (risadas de nervosismo). Ok... melhor desistir, né? Desistindo do começo é menos doloroso... afinal, vou ficar mais um tempo sem te ver. Bom, boa viagem pra onde quer que você vá. Espero que nem lembre que eu exista (mentira, espero que lembre sim... e me mande um e-mail bem fofinho perguntando se estou bem, etc e tal). E sei lá.. a gente se vê por aí (droga... queria te ver por aqui... uuurgh). Ai se eu tivesse mais cara-de-pau e menos vergonha, viu?!?!?
Impaciência, Ansiedade...

Friday, June 22, 2007

* C'est fini *

"An' the deeper the love
The stronger the emotion
An' the stronger the love
Deeper the devotion"
(The deeper the love - Whitesnake)

Dois anos. Em dois longos anos muita coisa mudou: meu modo de ver a vida, meu jeito de vivê-la, as minhas vontades e meus anseios, meus amores e desamores... enfim, muita coisa mudou.
Naquele 22 foram muitas as lágrimas derramadas. A distância se tornou ainda maior. O que era separado por um mar, parecia ser separado por um mundo inteiro. Foi como um soco na barriga que tira o seu fôlego e você demora a recuperar. Uma dor inexplicável, uma falta de ar para respirar. Doía no fundo, profundamente. Não tinha forças para indagar, não queria entender. As fotos demoraram ainda para sumir da parede. Os inúmeros e-mails demorados para ser excluídos. Sem nada poder fazer, sem nada poder explicar, foi simplesmente assim, pelo computador. Algo tão virtual que não tinha como ser engolido. Virtual em todos os sentidos da palavra e, por isso, tão complicado de entender. Tão diferente de tudo, tão seco.
Uma ferida que ficou aberta em meio ao abismo de sentimentos. Parecia que tinham posto o dedinho com uma unha comprida e suja, cheia de micróbios dentro da imensa ferida que ali tinha se formado. E cutucaram e mexeram e abriram ainda mais. Doía em cada pedaço, em cada tecido. Não tinham lágrimas para chorar o que eu estava sentindo. Parecia que tinham arrancado um pedaço de mim...
Motivos? Até hoje não sei. Explico como posso explicar, até onde minha imaginação chega, mas nunca consegui entender o que se passou realmente. Até hoje, muitas vezes, ainda paro e olho para trás me perguntando aonde foi que eu errei e, antigamente, acreditava de verdade que EU é que tinha errado. Errado por ter amado demais, por ter chorado demais, por ter sofrido demais, por ter cobrado demais.. mas hoje vejo que não, não tenho 100% de culpa nisso tudo. Cadê a outra metade da responsabilidade para que o relacionamento dê certo?! Desta forma, criei teorias para explicar aos outros o porquê não deu certo. Teorias, muitas vezes, com boas fundamentações que até convenciam a mim mesma de certos fatos e, outras vezes, nem passando perto disso, apenas nas bases da emoção propriamente dita.
Foram dois anos de tentar explicar e entender sem conseguir. Foram dois anos de luta contra sentimentos diversos que me atingiam a todo momento. Momentos de amor, ódio, tristeza, saudade, solidão... mas, tudo passou e, quando olho para trás, vejo muito crescimento, muita coisa boa vivida e muitos momentos ruins também, mas que passaram... passaram com o tempo, com o vento, com a vida.
Olho para trás e tenho certeza de que amei com todo meu sentimento uma pessoa linda que eu conheci, mas que ficou para trás, pois amei aquela pessoa e não a outra em que ela se tornou no processo natural de crescimento. Amei aquele que me deu amor, carinho, respeito... que me tratou bem, que soube olhar nos meus olhos, que soube ser exatamente o que eu procurava e não sabia ao certo que tinha achado. Aquele com quem fiz planos, brinquei e chorei junto e por que esperei, esperei, esperei sem cessar... sempre com esperança, sempre com brilho nos olhos...
Morri de saudade, de angústia, de medo, mas o bom é que passou. Junto com os dois anos, as dores passaram e me conheci mais. Percebi que há outras Fernandas e outras Cristinas bem aqui dentro de mim... que suportam coisas que jamais imaginariam e passam por provações a todo momento... que olham para a vida e percebem que há mais para ser vivido que um grande amor. Anseiam mais, querem mais, e, se pudessem, mostrariam mais as pessoas que é lindo amar, independentemente de tantos entraves que aparecem no decorrer da vida. Que é lindo sentir e viver e abraçar e sonhar... que é lindo ter alguém ali que sente a mesma coisa, no mesmo nível, da mesma foram. Que sonha, que brinca, que ama, que espera, que sente falta a cada quilômetro longe.
O que restou desses dois anos foi muito carinho, uma enorme distância e grandes descobertas: descobri, realmente, que não preciso de outrém para ser feliz, pois minha felicidade mora bem aqui, no meu coração e que sou mais forte do que eu mesma imaginava... descobri meus novos caminhos, novas pessoas, novos amigos, novos amores e novos inimigos... descobri o que é ser ainda mais verdadeira com os outros e, acima de tudo, comigo mesma.
“but I’ve made up my mind... I ain’t wasting no more time... here I go again..” (Here I go again – Whitesnake)

Tuesday, June 19, 2007

* Meu infinito particular *


"Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante"
(Infinito particular - Marisa Monte)

Oh, my God! What’s going on? I’m trembling just because a little message?! How come?! This is very strange... I’m not used to this kind of reaction. Actually I’m, but I’m way too afraid and ashamed to admit it. It’s terrible to expose myself to this level. But on the other hand, if I don’t do things this way, I’ll never get anywhere. This is how I feel. If I don’t take risks, how am I going to know if it was or wasn’t the best thing to do? Maybe I should be braver in relation to my feelings. Maybe I’m just protecting myself of the past and forgetting to feel the brise on my face and experience that as it shoud be experienced.

It’s funny to see how things are and how I’m myself. If you know me, you probably are thinking by now that I’m going crazy, but I’m not. I show people a different person than the one I’m seeing right now. I show that I’m strong and funny and always extroverted... but on the inside, things are a little bit different. I’m so ashamed of showing feelings. I feel like my face is burning all the time. And I shake (not like a Polaroid picture), but I do shake a lot. I would like to build a hole so I could get inside. How come? How does Cristina do to hide her feelings like that? But, at the same time, I don’t hide... I show them, but in my own way. Getting a bit confused between me and me again... I just think that people will never understand my way. For my friends, for example, it’s easy to show what I feel. I just hug them as many times as I want and I also say “I love you” for the ones that I really care about, but when it comes to a person from the opposite sex for whom I share some feelings, I feel utterly insecure, wanting that the person just finds out things by himself, without giving any chance to my feelings come up. Strange... I don’t know how am I supposed to change all of this. I don’t even know if I have the guts to begin all the way again... I’m just to afraid of admitting that sometimes it’s possible to fail and nothing bad will happen, it’s just a negative answer received from others.

Tuesday, June 12, 2007

* Love is what I got *


“Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for...”

(Marisa Monte – Vilarejo)

Uma caixa de bombons, um cartão, uma rosa. Não é necessário muito para se fazer qualquer mulher feliz. Um sorriso, um gesto de carinho, um abraço apertado.
Hoje, chegando ao trabalho, flores vermelhas desfilavam pelas ruas... umas indo, outras vindo. Parece que os olhos das pessoas brilham mais em certas datas. Claro que tem aquele lado comercial assim como no natal, carnaval, dia das crianças, pais, mães, tias, avós e assim por diante, mas, como qualquer outra pessoa, não se pode negar que sempre se espera alguma coisa de alguém especial. Como eu já disse, não precisa de muito... na verdade, às vezes, precisa-se de muito pouco. Apenas alguém para compartilhar a alegria de mais um dia ou para abraçar, apertar, beijar e ficar junto não fazendo nada. Apenas alguém que entenda, que te olhe com ternura e que queira compartilhar suas coisas com você. Apenas alguém...
Hoje acordei mais apaixonada...