Sunday, December 27, 2009

Finais móveis


E aí vem a mistura frenética de sentimentos: final de ano. Passado o natal, toda a renovação e o nascimento, chega a hora de olhar pra si e pensar (mais um pouco) sobre o que mudar. E aí vem toda a mistura de quero que acabe logo, não aguento mais, quero sair daqui, quero voltar, quero pensar, quero mudar.

Meu quarto - o primeiro a ser mexido sempre - continua um caos. Todas as minhas bagunças olhando pra mim, noite após noite, há mais de duas semanas. Não consigo colocar mais nada do lugar. Os móveis continuam presos nas paredes, imóveis. Quero mover, quero mexer, quero tirar. Não sei se é uma coisa de inferno astral combinada com ano novo, com as poucas energias de final de ano, mas algo assim sempre acontece, no entanto, não com essa tamanha sede de mover.

Olhando pra trás, vejo um ano que passou de uma forma um pouco diferente dos outros, onde consegui tirar algumas das minhas amarras e mudar um pouco dos meus conceitos. Consegui algumas conquistas a duras penas, enquanto há tantas outras ainda a serem "desbravadas". Consegui jogar fora o que não prestava mais e fazer com que a minha sinceridade fosse posta pra fora, no melhor estilo "doa a quem doer". No entanto, a minha ansiedade ainda permanece em mim, mais presa que nunca, intrínseca e dolorida.

Pra mim, não adianta negar, o ano novo sempre me põe a refletir mais um pouco e acaba chegando com algum sentimento estranho. Isso porque além de ser ano novo é meu aniversário, ou seja, a mudança vem em todos os sentidos: na idade, no ano, nas pequenas ruguinhas que aparecem a cada dia. Não sei como deve ser fazer aniversário em outro dia, mas sei o que é ficar mais velha no dia da ressaca. Geralmente é o dia em que eu mais me coloco a pensar e que, infalivelmente, acabo chorando as minhas lágrimas cheias de alegria e tristeza. Não sei bem o porquê das lágrimas, mas elas sempre escapam ao meu controle. Talvez seja uma auto-limpeza da alma deixando que as coisas boas fiquem com maiores espaços dentro de mim. Talvez seja apenas demonstração de alguma fraqueza. Ou, ainda, seja apenas a felicidade de receber as ligações e mensagens sempre bem-vindas.

Queria ser mais dura, menos chorona. Queria saber separar melhor as partes da minha vida, como se eu tivesse um imenso gaveteiro e colocasse cada coisa no seu lugar, mas não tenho conseguido. Por isso o caos, por isso tudo pra fora.

Algumas coisas dificilmente mudam em nossas vidas e talvez a minha vida tenha sido, de fato, imóvel em alguns sentidos. Mas, ainda sim, gosto de pensar e acreditar que o novo ano será melhor e que eu conseguirei encontrar novos desafios e novas conquistas e, por que não, novos caminhos a serem tomados.

E que venha 2010...
(*) Na foto: vendo a vida passar.

Tuesday, December 15, 2009

Pensativa


Achei que estivesse apaixonada. Os apaixonados sempre veem o mundo com lentes coloridas. Sempre veem os vasos cheios de flores e as casas cheias de alegrias. Não tenho visto nada disso. Na verdade, até tive um breve gostinho de entreolhar janelas escondidas e ver flores em terras quase mortas... mas parei por aí.

Tenho sentido saudade, tenho questionado - mais uma vez - qual é o problema. E tenho me protegido de todas as maneiras para tentar não me machucar mais uma vez. Sim, sim... tenho sido bastante prudente pra não dizer pessimista. Não sei se por culpa de experiências passadas ou por simples auto-proteção, mas tenho tentado segurar a minha onda o máximo possível.

Se eu queria que desse certo? Óbvio que eu queria. Não é todo dia que se encontra uma pessoa atenciosa, educada, inteligente, que sabe conversar (e como!), que tem um baita sorriso na cara, que trabalha pra conseguir o que quer, que tem planos pro futuro (na mesma direção que os meus), que tem um jeito delicioso de acarinhar, que tem um olhar que guarda pequenos mistérios... enfim, uma pessoa que parecia ser o par perfeito. Uma pessoa para quem eu abriria uma exceção e deixaria entrar na minha concha fechada e cheia de remendos. Uma pessoa para quem eu encontraria o tempo que eu não tenho, apenas para estar junto. Uma pessoa com quem eu faria planos e mais planos e não faria a mínima questão de esconder.

Mas, como um bom sonho de verão, passou assim, num piscarzinho de olhos...

Música da Semana

Por que está amanhecendo se não vou beijar seus lábios quando você se for?

*Relicário

Saturday, December 05, 2009

Wednesday, December 02, 2009

Trying to figure it out

Eu queria entender o porquê uma pessoa diz que quer conversar com você sobre determinado assunto num dia e local específicos e, quando chega na horadovamovê a pessoa some. Nem um sinal de vida, fumaça ou SMS.
Seria o "amanhã eu passo aí pra gente conversar" uma figura de linguagem? Still trying to figure it out...

Sunday, November 29, 2009

E os dias passam...

Num dia você acha que gosta tanto de uma pessoa que não pode suportar a sua ausência ou o seu jeito de sumir e reaparecer com os diálogos mais sarcásticos da sua vida.

No outro, você diz todas as verdades que estavam entaladas há tempos e que você achava que jamais teria coragem suficiente pra deixar tudo sair.

Depois disso, você "pseudo-some" e percebe que essa pessoa, na verdade, já teve lá o seu significado na sua vida, mas que passou... agora é só mais uma pessoa.

E, num terceiro dia, você percebe que a vida é tão bizarra quanto inexplicável, a ponto de aparecerem outras pessoas no seu caminho que, até então, você mal sabia o nome, fazendo com que o antes desconhecido se torne numa incrível e deliciosa descoberta.

Friday, November 20, 2009

About meeting new people


Eu sou uma pessoa que esconde a timidez com a máscara do extrovertimento e da simpatia em excesso. Adoro conversar com as pessoas. Pessoas de todas as formas e idades. Gosto de ouvir histórias e me interesso em saber o que as pessoas por aí andam pensando. Estou sempre em cima do muro com relação às minhas próprias opiniões e, por muitas vezes, não as emito para evitar discussões. Sim, porque odeio ficar discutindo certos tipos de coisa. Mas, enfim, gosto de ouvir as opiniões alheias e depois ficar pensando no que elas me trouxeram de novo e no que eu posso aproveitar para as minhas próprias visões de mundo, acrescentando, mexendo, remodelando.

Ontem, no entanto, eu "re-conheci" uma pessoa que, para mim, era totalmente estranha. "Re-conheci", pois era uma pessoa que eu conhecia apenas de oi e tchau e, no máximo, numa pequena troca de e-mails sobre coisas alheias que não sobre mim ou ele e mais nada. Não sabia o que fazia - apesar de ter o seu cartão de visitas - como era, o que pensava e muito menos como agia. Claro que continuo não sabendo grande parte dessas coisas, afinal, não se conhece uma pessoa numa única noite, mas, por outro lado, me surpreendi demais ao perceber que ele não era exatamente nada do que eu imaginava. Sabe aquela pessoa séria que você vê passar e pensa até que talvez venha a ser um pouco snobish? Pois é... eu me enganei (mais uma vez). E, pra dizer a verdade, fiquei feliz em ter me enganado, afinal, conheci uma pessoa encantadora, interessante e muito inteligente (muuuuuito mais do que eu, pelo menos) e que me acrescentou demais em apenas algumas horinhas de conversa...

Com esse encontro, acabei percebendo que minha teoria de que é impossível conhecer uma pessoa realmente interessante hoje em dia foi por água abaixo! Ainda bem! =)

Thursday, November 12, 2009

Being turned off

Nessa onda de apagão, quem andou sofrendo um apagão mental fui eu. Não consegui mais escrever tudo que pensava, pois estava totalmente imersa em pensamentos tristes e sem graça. Parei, pensei melhor e vi que era bom silenciar por um tempo, mas o tempo passou e as coisas andaram se agitando um pouco e, ao que parece, agora estou voltando!
'Vamo que vamo'

Idiot


Monday, November 02, 2009

.

Das outras vezes não pareceu doer tanto. Dessa vez, o buraco parece estar crescendo a cada dia. A vontade de ficar dentro de casa pra sempre, sem sair pra tomar um solzinho se quer, cresceu de novo. As desculpas mais esfarrapadas possíveis para se fechar do mundo inteiro começaram a ser proferidas novamente. Outra vontade recorrente é a de chorar sem parar, sem motivos aparentes. Mas não tenho me entregado ao choro.

O monstruoso vazio se instalou... sem aviso prévio. Na verdade, com um pouco de aviso, mas não imaginava que as proporções que tomaria seriam desse porte. Parece um buraco negro que se dilata a cada minuto. Sem forças para explicar e sem vontade alguma de conversar sobre isso com alguém. Não gosto nem de pensar em conversar com as pessoas. Sinto a frieza no olhar morto e sem vida. Sinto a frieza no coração ao mesmo tempo que quero colo. Um colo que não peça explicações, que não indague, que não fale, pois não há nada que se falar no momento.

Friday, October 30, 2009

Sobre comportamentos e ratinhos


Assim como os ratinhos brancos utilizados nas experiências científicas da psicologia onde nós humanos estimulamos o seu comportamento e eles agem de acordo com o que eles já experimentaram anteriormente, cá estou eu me comportando da mesmíssima maneira.
Uma vez sofri demais e por tempo demais - pelo meu querer também, é verdade - e, assim como o motivo do meu sofrimento, repetia o mesmo comportamento toda vez que era procurada. Percebi com a ajuda de muitos que me fizeram enxergar que se continuasse naquele padrão de comportamento, jamais mudaria qualquer coisa na minha vida, afinal, para o outro indivíduo, a situação era mais do que cômoda. Para mim, sobravam apenas as ruínas de algo que já havia se destruído há tempos e que só eu não percebia.
No entanto, como os estímulos mudam de tempos em tempos, o comportamento dos ratinhos, assim como o meu, se altera de acordo com o novo, o desconhecido e torna-se repetitivo, mais uma vez, quando este estímulo passa a ser um velho conhecido.
Pois bem, no meu caso específico, percebi que caí novamente na armadilha do comportamento repetitivo e dele não consegui escapar. Desta vez, entretanto, consegui identificar o problema com maior rapidez (acho que estou ficando mais espertinha!), podendo consertá-lo (e querendo consertá-lo - o que é mais importante) o mais rápido possível. Por isso, repito um comportamento já utilizado anteriormente e com tamanha eficácia que nem eu mesmo acreditei: a distância.
Às vezes, o melhor remédio é mesmo se distanciar do "objeto" que lhe causa desejo, saudade e sentimentos diversos desconhecidos. Na dinâmica atual, não adianta mais falar, tentar mostrar ou fazer alguma coisa, não há mais nada a ser feito, então, achei melhor repetir algo já utilizado com o resultado eficaz e tentar obter o mesmo resultado anterior. Será que dá certo?

Saturday, October 24, 2009

Conversa pra boi dormir

Outro dia parei pra pensar do quão "facilmente encontrável" eu sou e fiquei abismada com os números e possibilidades encontradas: tenho dois orkuts (em um só não cabe todo mundo!); dois MSNs (em um tem tooooodo o mundo e no outro só "algumas" pessoas); um twitter (mais um instrumento de tortura internáutica); um blip.fm; um facebook; dois e-mails do hotmail; um gmail; um zipmail (acho que nem existe mais, mas beleza); um e-mail da uol; um yahoo; um e-mail do escritório; um flickr; pertenço a três grupos do yahoo todos ligados à minha atual faculdade; dois celulares; dois telefones e um fax dentro de casa; um telefone direto no escritório; dois blogs (o outro tá abandonado praticamente). Moro no mesmo endereço há bastante tempo. Tenho o mesmo número de celular há quase 10 anos.

Se jogar meu "apelido" no todo-poderoso Google, encontra de tudo: facebook, twitter, blog, comentários em blogs alheios, etc, etc. Se colocar meu nome inteiro, então, encontra até o escritório onde eu trabalho e as faculdades que eu entrei e acabei cursando...

E, ainda sim, depois de tudo isso, tem gente que tem a cara-de-pau de dizer: "não sabia como te encontrar".

Friday, October 23, 2009

Sobre trocas

Apesar de o dia ter se arrastado com a dor que eu senti, tive muita vontade de chegar e escrever a ele algo que eu estava sentindo. Queria compartilhar o meu sentimento na mesma medida em que ele apareceu dentro de mim.

Cheguei em casa, larguei as coisas desajeitadamente e fui correndo ligar o computador.

Por fim, além de não ter escrito nada, me decepcionei ao saber que a resposta de um e-mail qualquer enviado despreocupadamente nesta tarde não veio. A troca simplesmente se perdeu. E nem foi por uma desculpa plausível... apenas porque ele não teve a vontade de me escrever mesmo.

Frase da semana

"Não sei se quero descansar por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir"
(Clarice Lispector)

Wednesday, October 21, 2009

Friday, October 16, 2009

Giulia e Gabriel - #2

Gabriel acabou não respondendo a carta de Giulia. Aliás, desde a carta entregue não mais se viram, mas vinham se falando e sempre sendo muito amáveis um com o outro. Até que Giulia ficou sabendo de algumas coisas durante o final de semana e, diante dos fatos, decidiu se fechar no silêncio.

Gabriel, após alguns dias e não sabendo de nada, escreveu para ela um tímido "Tá aí?" e Giulia, por sua vez, respondeu, contrariando todas as vozes de seus grilos falantes. Trocaram rápidas mensagens quando uma das respostas de Gabriel foi "Mas to com saudade de você". Giulia hesitou. Ficou em silêncio novamente. Achou melhor não manifestar seus sentimentos, vontades e desejos. Achou melhor não contar à Gabriel que ele a magoou com as suas ações. Mais do que isso, que ele mentiu pra ela.

Ela queria poder ter falado tudo o que estava entalado, mas não teve coragem. Não por uma mensagem. Ficou em silêncio novamente. Voltou ao status quo quando sua vontade, mais uma vez, era de por os pés pelas mãos e responder um simples e sonoro "Eu também".

Thursday, October 15, 2009

cinco... SEMANAS?!

Meudeusdocééééuuu! Ela falou, mas eu não acreditei até chegar em casa e olhar o calendário... maledeto! Faltam mesmo apenas CINCO semanas para o final das aulas. Se as minhas notas já andam medíocres agora, imaginem quantas dp's eu vou pegar...
Ai, me ferrei... desse semestre não passo ilesa.

Monday, October 12, 2009

Memórias

Hoje eu relembrei meus tempos de Estados Unidos: shorts xadrez ((que me serve até hoje, 11 anos depois)), blusa de moletom e pantufas. Comi um monte de besteira, assisti o mesmo filme pela milésima vez, dormi, acordei, estudei um poquinho pra tirar o peso da consciência e preguicei muito!
Ah que saudade daqueles bons tempos.