Monday, November 02, 2009

.

Das outras vezes não pareceu doer tanto. Dessa vez, o buraco parece estar crescendo a cada dia. A vontade de ficar dentro de casa pra sempre, sem sair pra tomar um solzinho se quer, cresceu de novo. As desculpas mais esfarrapadas possíveis para se fechar do mundo inteiro começaram a ser proferidas novamente. Outra vontade recorrente é a de chorar sem parar, sem motivos aparentes. Mas não tenho me entregado ao choro.

O monstruoso vazio se instalou... sem aviso prévio. Na verdade, com um pouco de aviso, mas não imaginava que as proporções que tomaria seriam desse porte. Parece um buraco negro que se dilata a cada minuto. Sem forças para explicar e sem vontade alguma de conversar sobre isso com alguém. Não gosto nem de pensar em conversar com as pessoas. Sinto a frieza no olhar morto e sem vida. Sinto a frieza no coração ao mesmo tempo que quero colo. Um colo que não peça explicações, que não indague, que não fale, pois não há nada que se falar no momento.

Friday, October 30, 2009

Sobre comportamentos e ratinhos


Assim como os ratinhos brancos utilizados nas experiências científicas da psicologia onde nós humanos estimulamos o seu comportamento e eles agem de acordo com o que eles já experimentaram anteriormente, cá estou eu me comportando da mesmíssima maneira.
Uma vez sofri demais e por tempo demais - pelo meu querer também, é verdade - e, assim como o motivo do meu sofrimento, repetia o mesmo comportamento toda vez que era procurada. Percebi com a ajuda de muitos que me fizeram enxergar que se continuasse naquele padrão de comportamento, jamais mudaria qualquer coisa na minha vida, afinal, para o outro indivíduo, a situação era mais do que cômoda. Para mim, sobravam apenas as ruínas de algo que já havia se destruído há tempos e que só eu não percebia.
No entanto, como os estímulos mudam de tempos em tempos, o comportamento dos ratinhos, assim como o meu, se altera de acordo com o novo, o desconhecido e torna-se repetitivo, mais uma vez, quando este estímulo passa a ser um velho conhecido.
Pois bem, no meu caso específico, percebi que caí novamente na armadilha do comportamento repetitivo e dele não consegui escapar. Desta vez, entretanto, consegui identificar o problema com maior rapidez (acho que estou ficando mais espertinha!), podendo consertá-lo (e querendo consertá-lo - o que é mais importante) o mais rápido possível. Por isso, repito um comportamento já utilizado anteriormente e com tamanha eficácia que nem eu mesmo acreditei: a distância.
Às vezes, o melhor remédio é mesmo se distanciar do "objeto" que lhe causa desejo, saudade e sentimentos diversos desconhecidos. Na dinâmica atual, não adianta mais falar, tentar mostrar ou fazer alguma coisa, não há mais nada a ser feito, então, achei melhor repetir algo já utilizado com o resultado eficaz e tentar obter o mesmo resultado anterior. Será que dá certo?

Sunday, October 25, 2009

Renovação


Talvez seja hora de renovar.

Saturday, October 24, 2009

Conversa pra boi dormir

Outro dia parei pra pensar do quão "facilmente encontrável" eu sou e fiquei abismada com os números e possibilidades encontradas: tenho dois orkuts (em um só não cabe todo mundo!); dois MSNs (em um tem tooooodo o mundo e no outro só "algumas" pessoas); um twitter (mais um instrumento de tortura internáutica); um blip.fm; um facebook; dois e-mails do hotmail; um gmail; um zipmail (acho que nem existe mais, mas beleza); um e-mail da uol; um yahoo; um e-mail do escritório; um flickr; pertenço a três grupos do yahoo todos ligados à minha atual faculdade; dois celulares; dois telefones e um fax dentro de casa; um telefone direto no escritório; dois blogs (o outro tá abandonado praticamente). Moro no mesmo endereço há bastante tempo. Tenho o mesmo número de celular há quase 10 anos.

Se jogar meu "apelido" no todo-poderoso Google, encontra de tudo: facebook, twitter, blog, comentários em blogs alheios, etc, etc. Se colocar meu nome inteiro, então, encontra até o escritório onde eu trabalho e as faculdades que eu entrei e acabei cursando...

E, ainda sim, depois de tudo isso, tem gente que tem a cara-de-pau de dizer: "não sabia como te encontrar".

Friday, October 23, 2009

Sobre trocas

Apesar de o dia ter se arrastado com a dor que eu senti, tive muita vontande de chegar e escrever à ele algo que eu estava sentindo. Queria compartilhar o meu sentimento na mesma medida em que ele apareceu dentro de mim.

Cheguei em casa, larguei as coisas desajeitadamente e fui correndo ligar o computador.

Por fim, além de não ter escrito nada, me decepcionei ao saber que a resposta de um e-mail qualquer enviado despreocupadamente nesta tarde não veio. A troca simplesmente se perdeu. E nem foi por uma desculpa plausível... apenas porque ele não teve a vontade de me escrever mesmo.

Frase da semana

"Não sei se quero descansar por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir"
(Clarice Lispector)

Wednesday, October 21, 2009

About dates and contracts

070430.jpg

This is what you get when you date a lawyer...

Friday, October 16, 2009

Giulia e Gabriel - #2

Gabriel acabou não respondendo a carta de Giulia. Aliás, desde a carta entregue não mais se viram, mas vinham se falando e sempre sendo muito amáveis um com o outro. Até que Giulia ficou sabendo de algumas coisas durante o final de semana e, diante dos fatos, decidiu se fechar no silêncio.

Gabriel, após alguns dias e não sabendo de nada, escreveu para ela um tímido "Tá aí?" e Giulia, por sua vez, respondeu, contrariando todas as vozes de seus grilos falantes. Trocaram rápidas mensagens quando uma das respostas de Gabriel foi "Mas to com saudade de você". Giulia hesitou. Ficou em silêncio novamente. Achou melhor não manifestar seus sentimentos, vontades e desejos. Achou melhor não contar à Gabriel que ele a magoou com as suas ações. Mais do que isso, que ele mentiu pra ela.

Ela queria poder ter falado tudo o que estava entalado, mas não teve coragem. Não por uma mensagem. Ficou em silêncio novamente. Voltou ao status quo quando sua vontade, mais uma vez, era de por os pés pelas mãos e responder um simples e sonoro "Eu também".

Thursday, October 15, 2009

cinco... SEMANAS?!

Meudeusdocééééuuu! Ela falou, mas eu não acreditei até chegar em casa e olhar o calendário... maledeto! Faltam mesmo apenas CINCO semanas para o final das aulas. Se as minhas notas já andam medíocres agora, imaginem quantas dp's eu vou pegar...
Ai, me ferrei... desse semestre não passo ilesa.

Monday, October 12, 2009

Memórias

Hoje eu relembrei meus tempos de Estados Unidos: shorts xadrez ((que me serve até hoje, 11 anos depois)), blusa de moletom e pantufas. Comi um monte de besteira, assisti o mesmo filme pela milésima vez, dormi, acordei, estudei um poquinho pra tirar o peso da consciência e preguicei muito!
Ah que saudade daqueles bons tempos.

~ Feliz dia das crianças ~

Faz tempo...

Friday, October 09, 2009

* Aproveitando o tempo - Parte 2 *

Dessa vez o troféu "aproveitando o tempo" vai para a mocinha do carro ao lado do meu. Em plena sexta-feira cinzenta e chuvosa e pré-final de semana prolongado, eis que surge uma motorista ao meu lado com todo o seu charme e... um bob na cabeça. Um bob enorme enrolado na sua franja no meio do trânsito de São Paulo.

E eu ainda acho que faço coisas bizarras no trânsito... hehe

OBS: sobre bizarrices e "aproveitamentos" de tempo no trânsito, vejam também:
* Aproveitando o tempo *



Tuesday, October 06, 2009

Epiphany


About being upset

É triste cair mais uma vez nas armadilhas que as pessoas preparam pra gente. Eu, como sempre, caio em todas: desde as pegadinhas mais infames nas provas intermediárias, até naquelas em que já estou cansada de cair, mas que não aprendo a ficar longe.

Estou realmente cansada de ficar pra trás ou ser sempre a pessoa que está ali esperando aquilo que não vem. E, sinceramente, não sei se um dia virá. Já falei que espero demais das pessoas e sempre recebo em troca de menos. Muito menos.

E quando caio na real e percebo que estou sendo a trouxa da história mais uma vez, dói. Dói de novo, de maneira diferente, mas dói. E cansa... como cansa! Não aguento mais. Será que o problema é só meu mesmo? Acho que devo errar muito no mesmo ponto. Dizem por aí que erro nas pessoas de convívio, mas, por outro lado, não sei conviver de outro jeito. Talvez devesse me esforçar mais e, ao menos, tentar. Tentar ver o outro lado das coisas e/ou tentar ver gente nova com outras maneiras de pensar e outras formas de agir. Algumas já estou cansada de ver e não acreditar, mas não passam de mau-caráteres e isso eu quero o mais longe possível de mim... ah, se quero!


PS: e eu que pensei que essa semana seria melhor...

Frase da semana

"Deus escreve certo por linhas tortas"


A semana mal começou e eu já elegi a frase da semana, simplesmente com base em determinados acontecimentos. Afinal, se a pessoa tivesse atendido aquele telefonema, esta poderia ter sido a minha última ligação e poderíamos não nos falar nunca mais depois disto, pois nem sempre as verdades são bem vistas.

É melhor mesmo jogar pro universo e ver como as coisas acontecerão daqui pra frente.

Friday, October 02, 2009

About man's role

070723.jpg

Thursday, October 01, 2009

About being speechless

Grossas e pesadas elas escaparam dos meus olhos e deixaram-se rolar pelo meu rosto. Doeu ouvir tudo aquilo. Sei que alguns dos motivos dados realmente tinham total fundamento, mas alguns outros acabaram tornando-se, ao meu ver, pequenas "pecuinhas".

Fiquei totalmente sem chão. O estômago se fechou a ponto de eu não querer almoçar. Tudo o que eu queria naquele momento era pegar as minhas coisas e sair dali. Mas, ao invés de seguir os meus sentimentos, sentei-me calada, enfiei meu Ipod nos ouvidos e fiquei ouvindo músicas para parar de pensar, para não ter que argumentar.

É bem difícil você ouvir as pessoas te criticando pesadamente durante longos cinquentaintermináveisfuckingminutos e você não poder falar absolutamente nada, pois não tem nada a falar. Tudo o que faz é ouvir e ficar quieta. Além de ouvir o que os outros falam, você escuta os seus próprios pensamentos que, neste momento, estão inquietos e impacientes e são mais altos do que você imagina.

Por um lado, desanimei de vez, pois vi que absolutamente nada do que eu faço está certo. Incompetência. Era essa a palavra que gritava na minha cabeça a cada nova crítica ouvida. Em nenhum momento ouvi um "ah, essa parte está boa" ou "isso melhorou" e isso me fez sentir ainda pior depois de um início de semana nada fácil.

Os e-mails estão errados, a organização está errada, os conceitos passam longe do correto.
Enfim, diante de tudo isso, só posso tentar mudar e ser a pessoa perfeita que eles esperam que eu seja: aquela que faz tudo mais do que certo, que chega no horário e sai depois dele, que está sempre impecável, que nunca comete erros em português ou em inglês, que é uma pessoa séria, que vai se tornar "a profissional" de todos os tempos, que é praticamente igual à sua colega de trabalho e que, ainda sim, vai ter que se fingir de feliz e tomar um solzinho para perder o tom abatido das noites-pouco-dormidas.

Só espero que acabe logo e que eu sobreviva a mais uma semana inteira de bad hair days...

Música da Semana

"Escorre aos litros o amor..."

*Música em homenagem ao meu anjinho da guarda... she just saved my day!

Tuesday, September 29, 2009

About giving up

Maybe it's high time I realized that some things will never change. Unfortunately, I keep making the same mistakes, like I never learn my own ways. It's always like this and it's never gonna change. No, no... it's not about happy endings, but it's actually about broken hearts.

I really hate losing self-control and I hate even more knowing the results and, even though, I keep doing the same things.

It's time to take the return ticket and take back some pieces that were left behind in the way.

And here I am again... losing another battle against myself.

Sunday, September 27, 2009

Giulia e Gabriel

Querido Gabriel,

Não sei o que pensar quando estou perto de você, muito menos longe. Não consigo ler os seus sinais, não consigo entender suas palavras, não consigo me fingir de morta. Não gosto de ficar longe, pois a distância me causa saudade. E quando estou perto, no entanto, me perco nas minhas ações e fico me perguntando o que se passa na sua cabecinha.

E quando eu te vejo? E quando eu falo com você? Meu coração dá pulos e vem até a boca, assim como o seu estava naquele dia em que você colocou a minha mão sobre o seu peito. O meu sorriso fica mais largo, meu coração se aquece. Não sei o porquê de tudo isso, não sei o porquê de me sentir assim, mas sei que é um sentimento bom, apesar de tudo.

Às vezes acho que é uma coisa só minha, mas aí acontece alguma outra coisa que me mostra o contrário e acabo voltando a algum ponto. Algum ponto onde você me deixou pra trás.

Ao meu ver, as coisas poderiam ser infinitamente mais simples. Mas para que elas sejam mais simples, não basta eu querer... você tem que querer também. Mais do que querer, agir.

Queria te ter mais perto... tenho tantas coisas pra dizer à você, mas o medo da rejeição é sempre maior e outra dor assim eu não suportaria.

Sinto sua falta e também penso em você em horários cabulosos. rs

Beijos,

Giulia

About my little regrets


Sabe quando todo o seu esforço de auto-controle vai pra lata do lixo como se num piscar de olhos você tivesse se esquecido de tudo? Pois é... sempre assim. Todo meu esforço em me controlar em determinadas situações é sempre jogado pela janela por apenas um minuto de bobeira. Um minuto precioso no qual escorrego na casca da banana e só percebo que tá doendo quando eu tento me levantar rápido, mas aí já é tarde demais. O tombo foi maior que eu imaginava.

Eu sabia que o arrependimento viria mais rápido que a ligação. Sabia que viria mais rápido que a mensagem. Ainda que a mensagem foi, de alguma maneira, correspondida. Não da forma como que eu esperava - sempre esperando demais-, mas foi. Mas pra quê ligar, meudeus, se tava tudo tão relativamente bom do jeito que estava?

O jeito é rever meus conceitos. E, se possível, tentar voltar aos estudos... Urgente.

Xô furinhos!




A hora da verdade: o espelho. O verão está chegando e começamos fazer as malditas comprinhas de biquínis. Que depressão. É nessa hora que você tem plena certeza de que exagerou em todas aquelas coisinhas deliciosas de se comer no inverno ((no verão, no outono, no inverno...)). Nunca tive problemas com isso, continuo sendo a mesma falsa magra de sempre, mas vai chegando uma hora em que aqueles furinhos intermináveis vão invadindo e aparecendo nos locais mais ridículos.

Já tinha resolvido que além das aulas de yoga eu ia começar a fazer academia com o intuito de correr em maratonas. Anunciei minha resolução aos quatro ventos, principalmente aos amigos e primos que correm que me deram um super apoio. Já faz dois meses que eu fiz tooodo esse estardalhaço e começar que é bom, NADA.

Pois bem, decidi então diminuir - cortar jamais!! - minha quantidade diária de docinhos deliciosos. Não consegui diminuir um grama se quer.

A mais nova decisão é colocar uma foto de uma mullher cheia de celulites ao lado da minha cama para todo dia, ao acrodar, eu me deparar com a foto e pensar: noooosssaaaa, como é bom ir pra academia correr!

Acho que só está faltando uma dose de coragem, tomar fôlego e me jogar pra fora da cama... ai, ai! Que preguiça... Xô furinhos... saiam deste corpo que não lhes pertence!!!

Saturday, September 26, 2009

Música da Semana



Apesar de hoje estar um sol lindo lá fora, essa música vale a pena pela semana inteira, afinal foi uma semana cinza e chuvosa, mas a letra é tão fofa que acabou deixando minha semana doida muito mais leve...



Can't you see that it's just rainin' There ain't no need to go outside/ But baby, you hardly even notice When I try to show you this song/ It's meant to keep you From doin' what you're supposed to/ Like wakin' up too early Maybe we could sleep in/ I'll make you banana pancakes Pretend like it's the weekend now And we could pretend it all the time/ Can't you see that it's just rainin' There ain't no need to go outside/ But just maybe, hala ka ukulele Mama made a baby/ I really don't mind the practice Because you're my little lady/ Lady, lady love me Because I love to lay here lazy/ We could close the curtains Pretend like there's no world outside/ And we could pretend that all the time Can't you see that it's just raining/ There ain't no need to go outside Ain't no need, ain't no need/ Can't you see, can't you see Rain all day and I don't mind/ The telephone singing, ringing, it's too early/ Don't pick it up We don't need to/ We got everything we need right here And everything we need is enough/ It's just so easy When the whole world fits inside of your arms/ Do we really need to pay attention to the alarm Wake up slow, wake up slow/ But baby, you hardly even notice When I try to show you this song/ It's meant to keep you From doin' what your supposed to/ Like wakin' up too early Maybe we could sleep in/ I'll make you banana pancakes Pretend like it's the weekend now And we could pretend it all the time/ Can't you see that it's just rainin'/ There ain't no need to go outside Ain't no need, ain't no need/ Rain all day and I really, really, really don't mind/ Can't you see, can't you see We've got to wake up slow...

Thursday, September 24, 2009

Sobre jogos e sentimentos

A cada dia acordo de um jeito. A cada dia penso de uma maneira. Acabo mudando algumas das minhas opiniões menos formadas com a mesma frequência com que troco de roupas. Não tento mais entender o que sei que jamais será entendido, mas é complicada essa história de ter que dançar conforme a música. Mais complicado ainda é ter que se fazer um jogo num tabuleiro imenso quando o objetivo é muito simples... ao menos aos meus olhos!

Seria tão mais simples se os sentimentos pudessem apenas ser mostrados ou se ao menos tivessem uma chance de serem demonstrados. No entanto, ao invés disso, retraio e guardo para mim (na maioria das vezes). Enquanto distribuo sorrisos e alegrias, pois, confesso, ando cheia de amor pra dar (uma obs. neste tópico: cheia de amor... desde de querer abraçar árvores, mandar mensagens de bom dia para os queridos até mandar meus beijos pelo ar) penso numa maneira diferente de agir para chegar ao coração tão aparentemente duro. Penso em novas estratégias, em novos rumos. E, no fim, acabo abandonando o jogo e sendo eu mesma... e, assim, também, acabo estragando tudo, mesmo quando a intenção é a das melhores. Mesmo quando o sentimento é dos mais verdadeiros...

Oh, to be stupid!

Tuesday, September 22, 2009

Única

Ele vinha se aproximando com o seu largo sorriso no rosto. Os olhos brilhavam de alegria enquanto se dirigia à ela sem hesitar. Quanto ela se deu conta de que ele estava chegando perto, também não pode conter a felicidade em poder falar com ele novamente. Fazia muito tempo desde a última vez que se viram e muitas coisas tinham acontecido desde então.

Conversaram, riram, relembraram, reviveram. Se olharam e mataram a saudade dos tempos não tão velhos assim. Puderam entrelaçar seus dedos no outro e dançar a noite toda sem ter preocupação do que seria o depois. Ele falava. Falava muito, mais do que ela. Ela apenas ouvia com medo de dizer algo incerto ou errado para o momento. E, como numa história qualquer onde tudo tem seu fim, eles se deixaram ir novamente. Novamente sem certezas, com algumas promessas e ilusões. Novamente sabendo que sempre existirá um laço único ali passe o tempo que for e que ela sempre será a única...