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Thursday, May 01, 2014

Ah, Londres!

(*) Arquivo pessoal.
Foto tirada em Londres (abril/14)
Londres. Sempre linda e intensa. Mistura de sentimentos, vontade de não ir embora. Cheia de movimento seja no vai-e-vem dos skates perto do Tâmisa seja nas feirinhas de Bricklane. Cheia de cores e formas. Grafites colorem suas paredes mais sérias. Os tradicionais tijolos formam um lindo contraste com os arranha-céus envidraçados. Cada vez uma experiência. Cada vez uma estória escrita de maneira diferente.

O amor sempre vem e a vontade de não deixá-la pra trás tão cedo também.

(*) Texto escrito em 16/04/2014, em Londres.

Saturday, April 05, 2014

Lá vai Cristina!


Passaporte, passagem, dinheiro. A hora de ir embora novamente chegou. Sempre com o coração batendo forte, a ansiedade apertando, espero o meu vôo. Mais um pra conta, mas nunca como o último, nunca como o próximo. Porque uma viagem é muito diferente da outra. Não importa os fins (se férias, se trabalho, se lua-de-mel, se intercâmbio), cada uma é única. Não importa quantas vezes já fui e quantas vezes ainda irei (porque,  por óbvio, não pretendo parar tão cedo), sinto uma nova emoção a cada vez. Continuo detestando arrumar malas (dessa vez, confesso, deixei pra última hora literalmente) e continuo amando desbravar mais um cantinho do mundo!

A vida é curta pra gente viver só de preocupação, de trabalho e de espera... assim, prefiro viver preocupada com o meu próximo destino, minha próxima parada e minha próxima vida, pois acredito que Cristina sempre vai, mas nunca volta a mesma!

Wednesday, July 03, 2013

Por aí...

Arquivo Pessoal (caminho para Itajubá)
A mala se apronta rapidinho, os guias vão dentro da mochila e o gostinho de desbravar mais um lugar do mundo gera a ansiedade na boca do estômago. Conta-se os dias. A vontade é sempre de ir mais; ir além. E andar por entre as ruelas, ver gente diferente, conhecer novos caminhos. Deitar embaixo da árvore, ver o sol se pôr, ouvir os passarinhos. Visitar museus, comer comidas exóticas, rever amigos. Andar, visitar, conhecer, matar saudade. Um mundo - literalmente - de possibilidades.

A verdade é que alguns pedaços são deixados pelo caminho e outros tantos são recolhidos. Em cada viagem, nos tornamos uma colcha remendada de retalhos. A gente deixa de ser o que era em diversos aspectos. Ao mesmo tempo, um pouquinho do que somos fica nos lugares. E a colcha vai se refazendo. Fazemos planos de passeios, esperando as novidades. Para alguns, espaços curtos de tempo. Para outros, verdadeiros planos de vida. As novas aventuras esperam para serem vividas, os horizontes precisam ser percorridos. E o frio na barriga continua ali, a cada novo dia que chega.

Às vezes, os lugares se repetem, mas os momentos são tão outros, que nada se torna igual como antes. O cheiro fica guardado no coração. O sentimento é de busca, a sensação é de paz interior. A cabeça descansa enquanto os olhos fazem seus próprios recortes para aqueles retratos que sempre ficarão guardados, independente de papel... 

A cada viagem, uma imagem diferente, um novo encanto. Sempre volto com o coração apertado por ter deixado tantas coisas para trás. E a vontade de ir novamente jamais passa. Um sorriso largo, um medo gostoso, uma lágrima escorrida e a certeza de que esse amor nunca ninguém vai me tirar.

Thursday, November 15, 2012

A chegada

Lá estava ela. Em pé, de blusa vermelha, calça jeans e tênis. Óculos de grau. Encostada em uma das grandes paredes, ela esperava. Oito anos se passaram desde a última vez em que nos vimos. Ela tinha vindo para o Brasil nos visitar na época de carnaval, em 2004. Tanto tempo passou, tanta coisa mudou e lá estava ela: esperando.

Lago Michigan (outubro de 2012)
Nos conhecemos por meio de um programa de intercâmbio. Morei na casa dela por seis meses (inesquecíveis!) em 1998. Trocamos impressões, pontos de vista, ideias. Aprendemos a cultura uma da outra dia após dia. Ela aprendeu um pouco de português, eu melhorei (e como!) o inglês. Fiz amigos, aprendi a viver em uma cidade do interior, cresci. E, depois de doze anos, resolvi voltar.

Saí pela porta automática procurando minha mala, meio perdida. De repente, eu a vi ali, parada. Sua única reação veio por meio das lágrimas que começaram a escorrer sem muita explicação. Abri o sorriso e os braços. De repente eu percebi que eu não podia estar em nenhum outro lugar se não ali: estava mais feliz que nunca de poder voltar lá depois de longos doze anos.