Tuesday, December 25, 2007

* Twothousandseven Bits *



"Adeus ano velho...
Feliz ano novo...
Que tudo se realize no ano que vai nascer
Muito dinheiro no bolso
Saúde pra dar e vender..."




Ano cheio! Cheio mesmo! Numa breve retrospectiva, deixo aqui meus pequenos pedaços de 2007 que formam uma colcha de retalhos um pouco preto e branco em determinados momentos, mas muito colorido em tantos outros.

* Aniversário:
- de 25 anos no Guarujá! Bolo de chocolate com morango parecendo meio azedo, mas beleza. Ninguém passou mal, apesar da minha mãe ficar falando que ia gorfar a cada cinco minutos...

* Saída da Dispafilm: Momento triste, pois foi lá que fiz amigos de verdade. Sinto muita saudade da Bebs, Tati Avelã, do Reynolds e do Fabis, mas a vida continua... Emprego novo onde fiz novas amizades muito especiais e onde eu permaneço até hoje. É estágio, mas ta valendo!!! hehehe

* Formatura da Fabi: Já eras o terceiro colegial... está virando gente grande.

* Guarujá:
- Ano Novo: só na festança com visitas maravilhosas que fizeram do meu aniversário um dia ainda mais feliz.
- Carnaval: divertidíssimo!
- Otávio e Berna: o quarteto (eu, Otávio, Berna e Fabi) se divertindo pra caramba na seja na Lucky Scope, seja na praia, seja no apê, seja na viagem em si! Muito muito muito bom!!!

* Churrascos:
- de comemoração à entrada na faculdade: sim, entrei na minha segunda faculdade. Não era bem a faculdade que eu queria, pois, obviamente, queria fazer San Francisco, na USP, mas devida toda insistência do meu primo Otávio, acabei me rendendo e prestando Mackenzie e, para a minha completa surpresa, passei na primeira lista do curso de Direito. A maior parte das pessoas mais queridas da minha vida compareceu ao churrasco em Embu Guaçú!
- dos monitores das antigas do Recanto: Que delícia rever as pessoas que a gente gosta e tem amizade verdadeira. Mas este – ainda bem! - não foi este o único evento do ano não! Teve também o chá chopp bebê da Janinha e a festa surpresa de chegada da Bru! E, agora, contamos com novas participações na família com o Luca e o Gabriel que já está por chegar...
- despedida: da Ná! Ela nos deixou para ir pra Califórnia, pode? Que coisa mais chata, não? Aliás, ela não: elaS, pois foram duas NatáliaS! Aidna bem que já estão de volta!
- Mack: engraçadíssimo, apesar da chuvinha, nada a atrapalhou o nosso primeiro churras da Turma do 2ºR!!!
-Clauzinha: pra fechar o ano com chave de ouro!!! Adoreiiiiii!!!

* Amizades novas:
- no Mack!!! Amei passar este ano com as pessoas de lá, principalmente com a Dani, a Isa e o Dani, meus queridinhos. Foram várias “BPs”, alguns Subways, algumas festinhas (hehehe) e tantas outras coisitas mais. Com eles eu me diverti bastante! E, claro, gostei de conhecer tantas outras pessoas que se tornaram especiais cada qual com o seu jeitinho.
- no Braga: pessoas especiais que me acompanharam durante quase todo o ano e que me ensinaram e ensinam muito ainda! Coitados.. até meu mau humor.
- na rua: sim, sim, agora temos mais alguns membros na família: os nossos vizinhos, pois além de dividirmos o mesmo lote, dividimos muitas risadas, bagunças e pentelhações logo cedo!

* Amizades antigas:
- Fiquei mais próxima de certos amigos. Algumas amizades foram reatadas e os pingos colocados nos devidos “is”... and I’m really glad for that. Outra foi “reativada”, mas me deixou esquecida neste último semestre e sinto muito a falta desta pessoa, mesmo que ela não lembre que eu existo.
- Saí com amigos queridos e – pasmem! – só homens (de verdade) da Letras. Que bom é rever esse pessoal.
- Pessoal do Recanto: tanto o pessoal de escola quanto o de temporada. Trio corneta master plus sempre presente (faltando uma representante, mas por um ótimo motivo). E sem falar no VIP Fest na casa da Bibão... sempre especial! E a Flá? Capítulo totalmente a parte e ela sabe muito bem disso. Aliás, não só ela, mas o pacote completo, incluindo Nana querida!
- Fedidas e fedidos do meu coração: bem, nesta parte tem um montão de gente, né? São pessoinhas lindas que conheço há, pelo menos, três anos e que são parte de mim... às vezes fico sem falar com uma que trabalha demais ou com as outras que estão sempre sumidinhas. Uma que vai viajar pra longe e nos deixa; o outro que não encontro mais no Bar do mack (até mesmo porque nem eu tenho ido lá), mas que moram, com toda certeza, no meu coração. Pessoas que se demonstraram minhas amigas de verdade durante estes três aninhos que, muitas vezes, foram um pouco complicados para mim! Amo vocês, viu?

* Mackenzie:
- Lugar gostoso de estudar, mas ainda sim, falta alguma coisa. Ainda continuo sendo Uspiana de coração, não dá pra explicar. Não posso reclamar, pois conheci pessoas muito especiais que tenho certeza estarão ao meu lado me acompanhando nos longos anos que temos pela frente. Já fiz algumas amizades verdadeiras e acho que criei alguma inimizades também, mas beleza, faz parte. Vale lembrar que eu gostei muito de ser representante da sala no segundo semestre, apesar das pessoas me perguntarem mil vezes a mesma coisa... haha. E tem também meu amor platônico, mas este é um capítulo completamente a parte e sem necessidade de maiores explicações...

* Show do Aerosmith: Sem palavras!!!! You’re so bad...

* Mexicanos e Japoneses:
- Flá: inesquecíveis os inúmeros encontros no Mexicano com a Flavia e Melissa (hehe), as pizzas em casa, o América, a Ilha num convite inesperado e super bem-vindo, as sopas no pão que acabaram não rolando...
- Otávio: jantares seja de pizza, de comida, de japa... enfim, todos extremamente especiais e válidos.
- Japoneses com o trio corneta master plus. Aliás, não só os japas, mas o New Dog é parte importante nesta história também!

* Na parte da família tiveram alguns casórios especiais: Érica e Pati!!! Duas primas lindas que casaram este ano! E tem também uma prima postiça igualmente linda que é a Amandinha! Que fofa! Além destas, tem o Raffa – teacher inegualável da Cultura Inglesa. Uma pessoa incrível de um grande coração! You’re so vain, Raffa!!! Hehe Felicidade aos quatro casais!

* Blogs: mais do que especiais, fizeram com que eu conhecesse um mundo diferente de pessoas com pensamentos diversos e idéias inimagináveis. Tornei-me “amiga de blog” de pessoas que, muito provavelmente, jamais conhecerei, mas que já fazem parte do meu mundinho cotidiano.

Enfim, acredito que este foi um ano de muitas reflexões, algumas perdas, alguns ganhos. Um ano de real limpeza, onde joguei algumas coisas fora e as que realmente importam, continuaram guardadas aqui comigo.Obrigada a todos aqueles que, de alguma forma, fizeram parte desta minha história e fecharam essa minha pequena colcha de retalhos de 2007. E que venha 2008 =)

Monday, December 24, 2007

* Natal *

Nesta noite de Natal diversos são os pensamentos que assaltam a minha mente. E entre todos eles, prefiro me agarrar aos momentos, de fato, felizes de estar junto daqueles que realmente me amam e apenas lembrar do lindo pôr-do-sol do dia de hoje às 19:26. A luz que o grande Sol emanava era tão forte que doía olhar em sua direção. E é assim que quero pensar no Natal: que uma alegria tamanha invada o coração das pessoas e que estas irradiem apenas coisas boas.

Feliz Natal!

Thursday, December 20, 2007

* Little toys *

Enrolado na sua mão
Um pequeno objeto
Que, depois do primeiro impulso,
Desliza o cordão inteiro
Com grande rapidez
E, num segundo impulso, sobe
Chegando a tocar novamente a palma da mão
Desliza e chega lá embaixo
E sobre com menor força, mas, ainda, com o mesmo vigor
E desce uma vez mais

Sobe
Desce
Desliza

Idas e vindas infinitas
Ao subir mais uma vez, já não tem mais vontade própria
Vai-se deixando levar pelo impulso qualquer
As forças vão se perdendo pelo cordão
Deixando pra trás o caminho muitas vezes percorrido
E distancia-se, cada vez mais, da palma que o aconchegou em momento primeiro.

Sobe
Desce
Desliza

O último suspiro se dá
Quando já não há mais força ou vontade
Para lutar contra a gravidade
E o cordão estica-se por inteiro
E lá ele fica
Pendendo de um lado para o outro lentamente
Até o momento em que pára por completo
E, ao olhar ao seu redor,
Nada mais vê
Nada mais sente
Esperando a próxima jogada
Que está prestes a começar

Monday, December 10, 2007

* Agora *

Preciso ir embora e tem que ser agora.
Não dá pra esperar nem mais um minuto sequer.
Não agüento mais, as coisas me sufocam.
As pessoas me sufocam e me irritam.
Até quem menos me irrita, já está me irritando.
Não tenho mais paciência.
Nem vontade.
Preciso ir embora e tem que ser agora.
Nem mais um momento dá pra viver nesta vida que estou vivendo.
Olhando ao redor e não enxergando, pois não há o que enxergar.
Não há nada pra ser visto.
E as pessoas pisam, machucam, matam e surpreendem.
As alegrias aparecem na mesma medida em que os ventos as levam para longe.
Bem longe.
Tudo é estereotipado. Para tudo se tem um rótulo.
E a gente vai vivendo de embalagens e mentiras.
Meras fantasias cotidianas.
Tenho muito o que aprender ainda.
Mas, pra isso, é preciso paciência e eu ando sem nenhuma.
Amanhã será só mais uma Segunda-Feira.
Mais um dia de trabalho, mais um dia pra acordar cedo.
Mais um dia de inferno astral.
Quero ir embora e precisa ser agora.

Saturday, December 08, 2007

* Before you walk away *



A música lá dentro estava alta e os corpos dançavam freneticamente. Copos para todos os lados. As fantasias se desprendiam fazendo peripécias. Era apenas mais uma fantasia colorida em meio a tantas.
Ela o procurava, mas não achava. Não sabia ao certo se queria ou não encontrá-lo, tinha medo de errar, como sempre, mas mesmo assim, continuava a sua busca. No entanto, em uma de suas andanças, após alguns copos entornados, ela o avistou e não teve dúvida alguma sequer. Foi se aproximando em sua direção. Não sabia o que dizer ou como agir, mas esperava, ao menos, ser bem recebida. E foi. Mais do que isso, foi abraçada tão gostosamente que não queria mais sair daqueles cumpridos braços. E fez ele olhar para ela com seus olhos coloridos, mesmo sabendo que depois ele não lembraria disso e talvez não se lembraria nem que a tinha encontrado.
E o colorido e o preto juntaram-se numa mistura de cores intensas e deliciosas.
E, mesmo sabendo que tudo poderia mudar entre os dois, ela não conseguiu resistir àqueles olhinhos já pequenos e se deixou levar.
E, infelizmente, as coisas mudaram.

Thursday, December 06, 2007

* Feeling strange... *



"All this feel strange and untrue"
(Snow Patrol - Open your eyes)

A causa da minha repentina tristeza não é sabida. Não é explicável, apenas é sentida.
Anda faltando alguma coisa. Alguma incompletude se faz no meu estado de espírito nestes momento. Não dá pra explicar, só dá pra sentir. É um vazio esquisito e, ao mesmo tempo, uma vontade de fazer acontecer. Mesmo sem saber como. Mesmo sem saber o porquê.
E aí, paro pra pensar e questionar se realmente tudo isso tem sentido.

Sunday, December 02, 2007

* So spontaneous *



Tenho uma pergunta: espontaneidade demais assusta? Dá pra dizer que assusta estes bichinhos chamados homens? Não sei. Sempre fui espontânea demais, mas ela disse que eu devo tomar cuidado, pois eles não estão preparados para tanto. Ha! Preparados? Pra que? Eles nunca estão preparados pra nada! Desculpe, meninos, mas é verdade. Sempre tem uma desculpa daqui, outra de lá, mas é muito difícil darem a cara pra bater. É mais fácil ficarem em seus cantos, encolhidos, como se nada fosse com eles diretamente. Ou sair andando e deixar que os outros falem sozinhos, ou as outras, neste caso.
Não sei como segurar a espontaneidade, tanto que não sei que tenho tentado controlar minhas ações. Estranho isso. Estranho parar e observar o outro. Não estou acostumada. Estou acostumada a fazer tudo junto e ao mesmo tempo. Estou acostumada a chegar e dar reais abraços em pessoas que realmente importam para mim. As que eu não conheço, cumprimento. Eu sou assim e não sei ser diferente. Não consigo ficar quieta diante de certas situações. Na verdade, tenho me controlado muito para não dizer tudo o que penso e sinto para determinadas pessoas. E aí que fica a questão: até que ponto tenho que deixar de dizer coisas somente para agradar os outros? Para um dá vontade de falar: nossa, como você é trouxa... não vê que esta pessoa só está te usando como seu brinquedinho? Pro outro: meu... vai arranjar uma coisa pra ocupar a sua cabeça. Você está precisando. Ficar aí de bobeira, sem fazer nada, faz você pensar. Ainda se fossem coisas úteis! E assim vai indo. Melhor deixar que cada um viva da maneira que achar melhor e eu continuar vivendo à minha maneira, sem me preocupar com as sombras e guardando bem guardadinho o que deveria ser dito, mas que nunca será.(*)
(*) Texto escrito em 27/09/07. Eu não imaginei que um dia fosse postar este texto, no entanto, aqui estamos nós. Como a minha espontaneidade não mudou muito de lá pra cá, o texto ainda tem a sua atualidade!

Sunday, November 25, 2007

* A cadeira *

Ela sempre esteve lá, fui eu que nunca percebi sua existência. Como isso pode ser possível? Não perceber a existência de um objeto que sempre ficou num determinado lugar que, aliás, esteve sempre bem perto de mim. Nunca a tinha visto. Nunca a tinha percebido até o dia de hoje.
Cheguei lá na porta, toquei a campainha, me apresentei e subi. Entrei na pequena sala já tão conhecida de tantas consultas e enquanto me sentava, acomodava minha bolsa num dos braços do sofá que sempre está cuidadosamente ajeitado para eu me sentar. As almofadas haviam mudado de lugar, mas esta não era uma novidade, pois todos os Sábados elas mudam e desmudam e eu sempre as ajeito do jeito que eu quero. Desta vez, no entanto, não hesitei: me esparramei por sobre as almofadas creme e laranja que lá estavam e ela disse: “- Fique à vontade... põe a bolsa ali.” Neste momento – e somente neste - percebi que lá existia uma cadeira e comentei que esta não existia antes, pelo menos não ali naquele lugar. Ela, por trás de seus óculos e com seus vívidos olhos, me disse que eu estava enganada, pois aquela cadeira sempre esteve ali, eu que não a havia notado antes. Estranho... muito estranho! Impossível a cadeira ter sempre existido ali, bem debaixo do meu nariz e eu nunca tê-la percebido!
A partir desse acontecimento que, por assim dizer, seria de certa forma algo insignificante, comecei a me questionar em quantas ruas, quantas esquinas, quantas pessoas, quantas coisas na minha vida eu já não devo ter passado perto e nem reparado que ali estavam. Nem ter reparado que, talvez, uma coisa pudesse ser útil para mim, enquanto uma pessoa pudesse me mostrar outros caminhos, outras possibilidades e eu, simplesmente, não enxerguei. Passei reto. Não olhei para os lados.
Por outro lado, às vezes tenho a impressão que olho até demais para os lados e enxergo até demais as pessoas, mas talvez estas não sejam as pessoas certas a serem enxergadas ou ouvidas ou até mesmo percebidas por mim. Às vezes chego a ser “enxerida” nos assuntos alheios para tentar ajudar, mesmo sem ter sido solicitada a minha ajuda e acabo me magoando, pois minhas expectativas depositadas ali estavam longe demais para serem atendidas. Talvez isso aconteça porque estas mesmas pessoas não me enxergam ou então, pior, têm uma imagem distorcida de mim. Neste momento eu percebo o quanto há pessoas e coisas que são altamente dispensáveis para a minha vida e para as quais eu não devo o mínimo de consideração sequer. Para as quais eu não tenho que ter medo de dizer “não” e ponto final.
Engraçado é parar e perceber as coisas e ver que existe muito mais a ser descoberto além daquilo que os olhos apenas vêem, mas não enxergam de fato.
Daqui pra frente, vou tentar prestar mais atenção ao meu redor, menos atenção em outras coisas já passadas.

Tuesday, November 20, 2007

* Free as a bird *


Muito bom ficar sozinha alguns dias. Parar, pensar, fazer o que eu quero na hora que eu quero. Adorei o gostinho da liberdade... acho que quero mais.
"I wish you bluebirds in the spring, to give your heart a song to sing,
And then a kiss, but more than this, I wish you love.
And if you like lemonade to cool you in some lazyglade, I wish you health, and more than wealth, I wish you love.
I wish you shelter from the storm, a cozy fire to keep you warm,
Most of all, when snowflakes fall, I wish you love.
I wish you shelter from the storm, a cozy fire to keepyou warm,
Most of all, when snowflakes fall, hot time, I wish you love.
All kinds of love, a whole gang of love."
( I wish you love - Nat King Cole)

Friday, November 16, 2007

* Save the whales again *


Imagem do dia: manifestantes em protesto na Austrália contra os japoneses que caçam baleias...
(*) Fonte: UOL

Saturday, November 10, 2007

* Back to the game *

Eles me levaram para lugares diversos e carregaram consigo não só meu corpo, mas, principalmente, a minha cabeça e os meus pensamentos mais profundos. Sinto que algumas coisas mudaram dentro de mim. No entanto, eles sempre me trazem no ponto de partida, onde tudo começou.
Estou de volta ao meu cantinho!

Sunday, October 21, 2007

* Trancada a sete chaves *



Seria um apartamento pequeno. Um teto, algumas paredes. Um lugar para dormir e acordar, umas almofadas coloridas e grandes para sentar e diversas prateleiras espalhadas. Uma escrivaninha, uma cadeira. Paredes brancas. Um banheiro. Sem telefone, sem internet. Algumas janelas - nem muito grandes, nem muito pequenas - com vidros transparentes. Algumas cortinas, caso não queira ver a luz do dia ou que queira acordar às quatro da tarde. Um lugar que ninguém saiba o endereço e nem tenha as chaves para entrar, além de eu mesma. Passaria três, quatro dias sem sair, sem ver ninguém, sem saber notícias do mundo externo. Veria apenas o que está dentro de mim. Organizaria as minhas coisas do jeito que eu quero e na hora que eu quero. Arrumaria minha cama quando eu bem entendesse. Escreveria sobre os meus pensamentos sem suspeitar que alguém estivesse lendo-os na tela por trás de mim. Ninguém entrando ou saindo sem ser convidado.
Não teria mais ninguém para assistir a minha vida. Nenhuma testemunha, apenas eu mesma. Ninguém pra me dizer que estou errada ou certa, que tenho que sair mais, que não posso só estudar, que tenho que me divertir, que trabalhar não é tudo, que não posso ficar pra sempre deitada, que a vida é pra ser vivida, que eu tenho que mudar, que o amor da minha vida um dia vai chegar, que eu tenho que conhecer mais gente (mais???), que eu tenho que pensar sempre positivo, que preciso ver as cores da vida e das pessoas... enfim, ninguém pra me encher o saco. Ninguém para mentir sobre pequenas, médias ou grandes coisas (essa seria a melhor pedida).
As fotos já não são mais as mesmas. A minha imagem nelas estão cada vez mais horríveis. Não gosto do que vejo e não sei como mudar. Ando perturbada com alguma coisa que não sei bem da onde vem e nem como explicar. É esquisito, só isso.E aí, eu fecho a porta e me tranco lá dentro, sem ninguém pra testemunhar.
By the way... odiei o esmalte.
A little privacy wouldn’t hurt anyway.

Saturday, October 20, 2007

* Being bored *

“Como uma pedra que divide o rio
Me diga coisas bonitas..


A vida inteira eu quis um verso simples
Pra transformar o que eu digo...”

(“Mais feliz” – Adriana Calcanhoto)

De repente meu mundo acordou sem cor. Sem vida. Sem vontade. Não sei muito bem aonde foi que ela se perdeu, apenas sei que não está mais aqui. Saiu por alguma frestinha ou escapou por entre os meus dedos. Na verdade, acho que não pode ter escapado dos meus dedos, pois nunca esteve nas minhas mãos de fato.
Fico imaginando como as coisas seriam diferentes se.. se... se... sempre “SE” e não o que realmente são. Faço diversas hipóteses, dispo possibilidades, viro idéias do avesso, mas sempre na condicional. Sempre dependendo de algo. Ou de alguém.
Escuto conversas e observo pessoas e fico imaginando como as coisas podem ser assim. Uns tão sonhadores, outros tão cruéis consigo mesmo. Presto atenção em cada pequeno detalhe tentando entender ou achar uma lógica razoável, uma explicação plausível para a torrente de informações e mais uma vez, nada acho. Claro que parto dos meus valores para enxergar o mundo (e quem não parte?) e eles estão tão arraigados em mim que parecem estar por baixo da minha pele, da onde não dá para tirar e se eu quiser, dói, machuca, irrita e faz pequenos hematomas. Por conta destes mesmos valores que acho tão difícil ver as coisas como elas são. Sempre tento olhar por um lado positivo, mesmo que não haja nenhum. Procuro uma resposta boa em meio ao caos, uma luz no fim do túnel, mas quando me deparo com a realidade – nua e crua – fico magoada. Magoada por olhar para dentro de mim mesma e ver que não sou assim ou não consigo tais proezas. Triste? Talvez seja, pois já faz um tempo que a minha busca incessante não vai a lugar algum. Antes porque sempre girava em círculos, como um oroboro. Agora ela anda para frente, mas parece uma estrada sem fim. Sem nada encontrar.

Tuesday, October 16, 2007

* Way too much... exposure! *

Ok, admito. Andei cometendo pequenas loucuras. As classifico como "loucuras", pois não são parte alguma do meu cotidiano, ou seja, das minhas ações rotineiras. Eu como uma própria capricorniana - tanto no signo quanto no ascendente - penso, repenso e penso mais um pouco antes de agir. No entanto, às vezes, me pego fazendo coisas atípicas: falando o que não devia, mandando mensagens e e-mails com idéias, muitas vezes, sem algum sentido e sem objetivo também. Bem, na verdade, com algum objetivo sim, mas quase sempre, nessas horas, não consigo pensar em silêncios prolongados vindos da outra parte. Por outro lado, também não consigo imaginar grandes coisas... talvez para não criar expectativas, se é que isso é possível. Ou, talvez, para não alimentá-las ainda mais. Só não consigo imaginar...
Sempre há a esperança, por menor que seja, de receber aquilo que queremos ouvir da boca dos outros. Nem precisa ser tão sério, só precisa acariciar meu ego de alguma maneira. Tocar, assim, nem que seja de longe. Faz bem para os ouvidos, para o corpo e para a alma... e por que não para os olhos também?
O maior problema que eu vejo nisso tudo é a exposição que eu mesma estou me colocando, sem pensar nas conseqüências de um futuro que pode estar mais próximo do que parece.
E o pior é que ainda pessoas que não conseguem, de maneira alguma, me encarar nos olhos...
Way too much exposure... whatever!

Sunday, October 07, 2007

* Abraços *


Que é um abraço?
Um abraço
é um laço
feito com o braço
e com o coração.

(de Laura Góes)

Adoro abraços verdadeiros. Abraços com os dois braços, bem apertados e cheios de carinho. Abraços que trazem significados diversos. Abraços que dizem mais que palavras. Podem ser esperados, podem ser de surpresa, podem ser de alegria, de tristeza. Podem ser para amenizar a dor, para confortar o outro. Podem ser pra dizer que ali há amizade, companheirismo. Podem ser de saudade, podem ser de brincadeira. Podem ser, simplesmente, pelo lindo gesto que são. São sempre gostosos. São sempre bem-vindos!
(*) Foto antiga de um amigo querido que eu morro de saudade!

Tuesday, October 02, 2007

* Reorganizar *

Ok, fui obrigada a parar. Não teve jeito, resisti até onde eu pude, mas não deu. Tive que desacelerar... assim, de repente. Primeiro não conseguia mais andar direito, depois fiquei engessada. Engessada para tudo, para minha vida, meu trabalho, minhas aulas, meu tudo. Tive que parar. Não por querer, mas porque quiseram assim. Eu precisava, eu sei disso, mas nunca queremos enxergar o problema dentro da gente.

Fui obrigada a parar e pensar sobre o que eu não queria. Pensar sobre o que eu mais queria. Rever meus conceitos. Reorganizar o caos interno e externo. Anda tudo meio fora do lugar ao mesmo tempo que parece tudo tão organizado. Não está do jeito que eu quero, longe disso. As coisas vão se encaixando aos poucos, não adianta fazer tudo em apenas dez dias... as coisas mais urgentes acontecem primeiro. E vem o choro, a desilusão, o tédio. E aí você percebe que nem todo mundo é assim tão preocupado com aquilo que pra você é de maior valor. E aí você percebe que nem todo mundo tem todo o tempo do mundo pra te consolar / paparicar/ mimar. O lado bom, no entanto, é que sempre sobre uma ou duas mãos de número de pessoas que estão realmente interessadas em serem humanas e sentirem.

Fui obrigada a olhar pra dentro de mim e, confesso, não é uma tarefa nada fácil. E esse foi o começo... ainda não descobri praticamente nada. Meus olhos apenas começaram a se abrir para uma nova forma de me ver. Tá.. ainda tenho aquela idéia preconceituosa de sempre, mas ela há de mudar... dia mais, dia menos, ela vai mudar.

A mudança começa de lá de dentro, do ponto primeiro que está bem escondidinho não sei onde. Só sei que penso ter conseguido atingi-lo de alguma maneira dia desses, pois a angústia, até certo ponto, passou.

Ok, aparentemente tudo parece organizado, né? A estética até que está mais ou menos, mas ainda não está do jeito que eu quero. Nem do lado de fora, nem do lado de dentro. Mas, passo a passo, livro a livro, a minha vida vai se encaixando aos poucos numa prateleira ou num eixo qualquer que eu escolher pra seguir... pelo menos, por enquanto.

Sunday, September 30, 2007

* Desmoronar *

Revendo ver a casa, esta, em fama e idéia. Só por fora, com efeito; (...) Dizendo, formo é a estória dela, que fechei redonda e quadrada. Mas o mundo não é remexer de Deus: - com perdão, que comparo.
Oficial pedreiro, forro, eu era, nem ordinário nem superior; de chegar a mais, me impedia esse contra mim de todos, descrer, desprezo." (*)
Desconstruir para construir o novo. Desmontar, retirar... jogar fora um bando de entulho que tem neste armário, neste quarto, nesta vida. Afe... quanta preguiça de começar. Na verdade, nem sei por onde começar, nem sei aonde é o começo de tudo. A vida está de pernas pro ar e está me dando oportunidades as quais não consigo enxergar, pois tudo anda nebuloso, bagunçado, un casino!!!! Preciso retirar o velho, dar espaço do novo, já sei disso, só ando preguiçosamente preguiçosa... apenas pensando, colorindo e pensando mais um pouco. Não tenho vontade de levantar desta cadeira a não ser se for extremamente necessário. Aí você me pergunta: a mudança, pra você, não é extremamente necessária? Sim, é.
Então vai, mas vai logo antes que a vontade passe e você fique aí, sentada, pensando, pensando e não indo a lugar algum.
(*) Trecho do conto "Curtamão" da obra "Tutaméia", de Guimarães Rosa. Uso da linguagem quebrada de um humilde pedreiro que destrói para contruir, reconstruir.

Friday, September 28, 2007

* Prazer, Fernanda Cristina *


Numa aula entediante qualquer...

E eu quero que sua máscara dura caia e que você me dê uma chance de conhecer o que há por trás dela. E eu quero que você continue sendo encantador e continue me encantando com seu charme e inteligência. E eu quero, também, que você abra espaço para que eu entre - até certo ponto - na sua vida. E eu quero saber da onde você veio e para onde você vai. E eu quero que você abra as suas verdades e deixe que eu as conheça. E eu quero que você mude a minha vida ou, ao menos, interfira nela de alguma forma. E é só isso que eu quero!

Não é necessário qualquer envolvimento carnal. Não é necessário que você goste de mim como mulher. Não é necessário que você tenha qualquer contato mais profundo comigo. Só quero saber o que tanto me encanta e descobrir o porquê você chega a ser tão interessante que consegue me desconcentrar e me fazer pensar em você por mais tempo que o necessário.

Thursday, September 27, 2007

* Astonished *



I'm speechless lately... is that the reason why I haven't been able to put my secrets into words or may be because there are some stupid people around me who are looking for trouble?!

Maybe it's because there is a few people that still surprise me and make me realize that I'm alive in this huge world full of shit and liers... Surprise!!!

Saturday, September 22, 2007

* The lonely street of dreams *

"Like a drifter I was born to walk alone
'Cause I know what it means
To walk along the lonely street of dreams"
(Here I go again - Whitesnake)
Life has been crazy lately. I have been forced to stop and think about a million things I didn't want to. And, believe it or not, it makes me sad. People haven't been acting the way I expected. They dissapointed me in so many ways. And I don't know if my expectations were way too high or if they really are this way and I just never realized it. Yes, people can disappoint me very deep inside. When I finally realize what is going on, I become delusional with situations that I can be involved. I don't believe people can have true love anymore. Actually, they can even feel it, but they won't admit it, cause they are afraid of having feelings. On the other hand, they can not feel it ever or pretend to feel, just for fun... in case there is any fun on pretending, I don't know. World has become a big thing without sense. Some things are never told and we let life lead its way, without thinking on what would be the real sense of living. Is it having a brand new car? Is it about having a good job where you can get enough money to afford your dreams? Is it to have a true love without thinking if this true love is for real? Is it have a perfect family with small little kids running around? I don't know. Im' not sure of what I'm doing with my life and I don't believe in love anymore. Maybe I'm starting to believe that someone invented it so on Valentine's day they would have all the shops full of crazy people buying all kinds of products. Maybe it does exist - why not? - but only for some people. Maybe there is a soul mate out on the streets and I even passed by this person, but I haven't seen him, because my eyes are wide shut. Because my seashell doens't allow anyone else inside and I'm not sure how much time is going to take to open it again...


Thursday, September 20, 2007

* Por que eu sou assim? *



“Sua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára”

(“O tempo não pára” –Cazuza)
Ando me questionando em relação a algumas muitas coisas...
As pessoas vêm e pisam, falam mal, ferem com as palavras, mentem e eu ainda tenho vontade de ir lá e dar uma palavra de consolo quando eu sei que as coisas não estão bem.
Elas não me cumprimentam e deixaram de ser um fantasma que habitava apenas minha imaginação cotidiana. Mesmo não me conhecendo nadinha de nada, falavam de mim aos quatro cantos e alto, para quem quisesse ouvir (ou ler, como preferir). Já “fuçaram” o bastante nas minhas coisas em busca de pequenos indícios que mostrassem eu ser uma possível vadia, mas não encontraram, pois não sou. E, mesmo assim, elas continuaram me difamando por aí. Não ficaram felizes em saber que eu estava quase namorando (mentira deslavada e maior impossível) da boca dos outros, pois isso não bastava. Talvez, pra elas, apenas a morte fosse o bastante. Mas nada disso me irrita ou atinge, por incrível que pareça. Pelo contrário, o que me deixa extremamente irritada, na verdade, sou eu comigo mesma. Estranho? Pode ser. Só sei que me irrita essa coisa dentro de mim que é um toque de bondade infinita que apesar de todos os pesares já passados, ainda queria escrever algumas linhas pra consolar essas pessoas. Aliás, não só essas, como até mesmo conversar com outras também que, na realidade, nem lembram – literalmente – que eu existo. Interessante, não? Será que Freud explicaria este fenômeno incomum? E pior ainda é que aqueles que não lembram quem é a “Fê” já mentiram tanto, mas tanto que não mereciam nem ao menos meu educado e amável “Oi”. A mentira ainda é uma das coisas que mais vai contra os meus princípios. É mais do que isso. É imperdoável. Eu não consigo brincar com o sentimento dos outros. Nem dormiria direito caso isso fizesse.
Não, eu não me conformo comigo mesma e com as minhas não-atitudes. E que fique bem claro que este “não” das “não-atitudes” é conseguido a muito custo com muito exercício de racionalização. Afe!

Saturday, September 15, 2007

* Resposta a um e-mail... *

Sim, somos muito distantes uma da outra, concordo plenamente. Você gosta de uma coisa, eu gosto de outra. Você gosta de uma comida, eu de outra. Uma roupa, idem.... e assim por diante. Realmente, aconteceu com o tempo e as circunstâncias – ao meu ver – por sermos tão diferentes e, segundo algumas pessoas, tão parecidas ao mesmo tempo. Fazer questão de conversar? Pois é... você nunca fez muita questão nem de vir me dar um oi, quanto mais conversar e como já disse sermos diferentes, nossas conversas também eram extremamente distintas uma da outra. Não, não me entenda mal. Não estou te culpando ou me culpando de nada, mas acho sim que existe uma larga diferença entre nós em diversos aspectos, inclusive na nossa idade, no nosso modo de ver as coisas, pensar e agir.
Já cheguei mesmo a dizer que tinham dias que eu não suportava olhar na sua cara. É verdade, não vou mentir. Mas, muitas vezes você também não fez a mínima questão de olhar na minha. E, por favor, não jogue toda a culpa em mim. Ninguém – nenhuma de nós duas – é completamente santa ou completamente vilã nesta história toda. Isso é viver.
Discordo com você no ponto em que afirma que eu tenho preferência por uma ou outra. Não tenho preferência não, não é bem isso. Acho que o que você quis dizer é que tenho mais afinidade com ela que com você, mas isso não quer dizer haver preferência. Você também tem mais afinidade com ela que comigo, o que eu acho completamente normal, pois cada um se identifica com a pessoa que está mais próxima daquilo que ele quer.
Entenda que, assim como você, eu também não estou reclamando e nem culpando ninguém, só estou dizendo.
O dia ao qual você se referiu, não foi um dia em que ela estava no intercâmbio não... ao contrário de você, eu lembro muito bem deste dia: foi o dia mais triste pra mim naquele determinado ano. Eu não queria me abrir com quem quer que fosse e não era nada pessoal com você e, mesmo não sabendo qual era o meu problema, você soube dar o que eu mais precisava: um abraço, um conforto. E não pense que esqueci disso não. Eu nunca esqueci que você foi a primeira pessoa que esteve ao meu lado mesmo sem saber o porquê de tantas lágrimas escorridas. Eu não esqueci!
Antigamente, realmente eu sentia mais confiança em uma que na outra... mas, de uns tempos pra cá, não tenho mais nada a confiar a ninguém. Não tenho segredos com ninguém.... tanto é que converso com você de vez em quando e, muito aos poucos, te conto algumas coisas que se passaram durante os anos que eu achei que você jamais entenderia o que eu estava passando, mas agora, já somos grandinhas e sei que você entende muita coisa... a única coisa é que não tenho mais segredos... e você não tem mais interesse.
Eu concordo com você que muitas vezes faltou espaço entre a gente, mas eu procurei mudar isso em alguns momentos. Não vou dizer que consegui obter sucesso em tudo, algumas coisas também são difíceis pra mim, acredite, mas eu não gosto, por exemplo, do egoísmo da sua parte ou de você dizer alguma coisa na frente de alguns e quando estes viram as costas você muda de idéia como num passe de mágicas. Também não gosto do seu jeito de chamar a atenção dos outros, pois como eu já disse milhares de vezes, você não precisa nem um pouquinho disso.
Fiquei chateada sim por você não ter se dado o trabalho nem ao menos de dizer que não gostaria de ir àquela festa por e-mail ou até mesmo por bilhete ou de nunca ter me escrito sequer uma linha num testimonial qualquer, mesmo quando eu escrevi pra você. Não estou jogando na sua cara, só estou dizendo o motivo pelo qual me chateei. Talvez seja bobeira da minha parte, mas foi assim que me senti também. Se eu continuar tentando sozinha, realmente não acho que chegarei a lugar algum.
Minha forma de gostar de você é a mesma, no entanto, cada um é cada um e meu jeito de demonstrar que eu sempre amei você e amo de verdade talvez não tenha sido o melhor, mas era como eu sabia mostrar. Talvez eu brigasse muito para você comer melhor, para ter uma vida saudável. Talvez eu chamasse sua atenção para estudar mais pra ver se você aprendia a ter ambições na vida além de ficar na frente da televisão comendo tudo o que via pela frente e pensando em arranjar um marido qualquer que te sustentasse. Talvez eu brigasse com você por você não respeitar meu espaço e não saber pedir, ao invés de simplesmente pegar as coisas e não cuidar. Mas nem por tudo isso eu deixei de te amar. Jamais.
Bom, mas com tudo e por tudo, fico feliz que tenha sido sincera comigo e é bom saber que você não faz mais questão nenhuma de estar ao meu lado, só espero que você tenha falado isso de coração e não porque alguém acha isso e você acaba achando também.
O que você precisar, eu sempre estarei aqui, seja de qual forma for. Desculpe pelos meus erros e tolices...
Eu amo você e você sempre será a caçulinha...

Sunday, September 02, 2007

* Subterfúgios *



“Nas ruas de outono
Meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar”

(Ana Carolina – “Ruas de outono”)

Na ânsia de viver um pouco dentro e um pouco fora da realidade, a gente acaba indo em busca de subterfúgios e pequenos esconderijos onde eu possa vir à tona e me esconder novamente.
É bom fugir um pouco da realidade, ou deixá-la parecer transfigurada a olhos nus e recobertos com alguns tecidos que ainda que sejam transparentes demais, nos trazem às claras outras tantas meias-verdades.
Da outra vez, minha reação foi chorar por uma pessoa que sequer lembra da minha existência... desta vez, só consigo me lembrar de sorrir muito, falar um monte de besteiras engraçadas, um monte de bobagens passageiras e cair (literalmente!) de felicidade. Ainda bem... melhor assim! Nada como um dia após o outro. Foi bom até mesmo no aspecto familiar, para dizer algumas verdades para uma das pessoas que eu mais amo nesta vida e que eu sei que decepcionei ao me mostrar fraca neste ponto, mas sei também que consegui dizer coisas que jamais teria dito num estado comum de consciência.
Às vezes, há males que vêm para o bem e talvez eu precisasse mesmo de um pequeno “chacoalhão” para mostrar que eu preciso, de fato, me divertir mais, sair mais da minha toca e deixar que as coisas simplesmente aconteçam... naturalmente!

Thursday, August 30, 2007

* Life goes on... *

“Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby, you just make me mad”
(Pale blue eyes – Marisa Monte)
Não ando muito inspirada ultimamente. Engraçado. Sinto que tem, de fato, um monte de coisas acontecendo nas quais tenho participação intensa, mas, ao mesmo tempo, parece que não há nada de novo. Nada de muito especial, tudo meio vazio, meio seco, meio gelado. Tudo “meio”. Acho que é este o problema. Nada de muito interessante acontece. O máximo de coisa interessante que tem acontecido na minha vida tem sido uma aula cá, um curso acolá, um elogio, um jogo, um sorriso cordial no meio do corredor e assim por diante. Nada muito suficiente. Continuo insatisfeita com alguma parte da minha vida que eu apenas consigo imaginar qual seja. As outras partes estão indo bem, obrigada. Não falo mais sobre nada além destas, aliás. Tem uma festa hoje, outra amanhã, outras tantas no final de semana, mas o cansaço, muitas vezes, me impede e minha cama não me chama, ela grita por mim. A televisão nem é mais atrativo para me manter acordada. Telefonemas? Meus amigos me cobram aos montes, mas nem quero falar no telefone. Não tenho vontade. A não ser quando me ligam e, mesmo assim, prefiro combinar de encontrar a pessoa... bem mais fácil. Ou não. Nunca dá tempo. Queria encontrar todos meus amigos de verdade que não vejo há tempos, mas não dá! Ando com preguiça. Preguiça de mim e da minha vida louca que eu mesma escolhi pra mim. Uma vez me disseram (e tem uma pessoinha fuçadora que vai se identificar neste ponto) que eu não tinha qualidade de vida. Pois bem, talvez na época não tivesse mesmo. E, vou mais além, talvez eu não tenha até hoje, mas esse é meu modo de viver desde os meus sete anos. Um modo frenético, cheio de vai-e-vens, non stop, dia-e-noite-noite-e-dia! Acorda, se joga pra fora da cama e vai.. vai pra academia, pro trabalho, pro fórum, pra faculdade, pra biblioteca, pra reunião, pra casa, pra terapia, pra manicure, pra casa da vizinha fazer depilação... e tudo tem que ser rápido, muito rápido. Nada de ficar parada no trânsito sem fazer nada! Pelo contrário... neste tempo em que perco dentro do carro, passo a pouca maquiagem (nada de ir toda rebocada ao trabalho), penteio o cabelo, leio o Metro News, vejo o Destak de relance, reparo pouco nas pessoas à minha volta e, desta forma, chego loguinho, loguinho. E às vezes da preguiça de trabalhar, mas a mesa fica aos gritos me mostrando tudo o que ainda tenho que fazer...
Talvez essa seja minha vida numa visão bem reducionista e descomplicada, mas é assim mesmo que eu me vejo: fazendo tanto e, ao mesmo tempo, fazendo nada!
Ai, ai... acho que nunca parei pra ver minha vida cotidiana por este ângulo.. e, pra falar a verdade, não acho que esteja fazendo bem a mim mesma, afinal, já estou dando “bom dia” ao chegar na faculdade, quando, na verdade, queria dizer “boa noite”...
E a vida vai passando...

Saturday, August 25, 2007

* Way too much information *


São muitas as informações. São tantas e tudo tão ao mesmo tempo que nem dá tempo de pensar direito. As informações são praticamente vomitadas em você e só dá tempo de abrir a boca e pôr a mão no queixo como quem diz: “está rápido, interessante, mas quero mais”. Preciso de um tempo. Um tempo pra mim, pras minhas reflexões, pro meu modo de ver as coisas, pro meu conscientizar e perceber que tudo o que ele falou (e mais um pouco) é a mais pura verdade. Sem pôr e nem tirar. Eu apenas sinto isso. Sinto pelas muitas coisas que aconteceram e sinto ainda mais por ter estacionado meu carro por tanto tempo naquela vaguinha de sempre da garagem subterrânea aonde sempre estacionava. De repente olhei ao meu redor e percebi que havia muitas outras vagas, mas que pra mim, continuavam a ser insignificantes e que, de certa forma, continuam a ser assim. Ou, pelo menos, eu as vejo assim. Talvez o erro seja em insistir na mesma vaguinha, sendo que há outras por aí... às vezes, até melhores e mais afastadas deste estacionamento no qual eu sempre tive a segurança de estacionar, fizesse chuva, fizesse sol.

Só sei que preciso de um tempo para degustar, mastigar, engolir e digerir tantas informações vindas de uma só vez.

Saturday, August 18, 2007

* And I made you trust in literature – Fê’s mind! *

Explico: ganhei uma tarefa muito especial do Caco do Espírito Santo a qual consiste em dizer os livros top 5 da minha leitura atual e os cinco futuros. Atual eu achei um pouco difícil, pois ando lendo apenas livros para a faculdade de Direito. Bem, como uma ex-estudante de Letras e uma pessoa que adora ler qualquer tipo de livro (e cabe aqui um parênteses: quando digo qualquer tipo, é qualquer tipo mesmo... adoro Literatura Infanto-Juvenil, por exemplo!), parar e pensar nos top 5 foi uma pequena grande dificuldade, mas acabei escolhendo aqueles que, por algum motivos, me marcaram ou marcaram um momento em específico na minha vida.... aí vão os nomeados!

Top 5 – Leituras inesquecíveis...
Dom Casmurro (Machado de Assis) - começo com este clássico que eu adorei e mesmo sendo leitura para o vestibular, não conseguia parar de ler. A possível traição de Capitu que é questionada até os dias de hoje. Um excelente romance.
Luxúria: a casa dos budas ditosos (João Ubaldo Ribeiro) – quando ganhei este livro a propósito do meu próprio pedido, acreditem, nem tinha idéia do que era sobre. Sempre fui meio perdida e nem sabia no que consistia o tal pecado da Luxúria, no entanto, comecei a lê-lo e descobri rapidinho (rs). Um livro instigante e quando você acha que tudo já poderia ter acontecido, sempre tem mais, afinal o céu é o limite.
Il visconte dimezzato (Ítalo Calvino) – “O visconde partido ao meio” – li este livro duas vezes nos meus anos de faculdade. Uma leitura rápida e interessante. esta história, na verdade, é o início da trilogia criada por Calvino chamada “I nostri antenati”. É uma história que traz os problemas e conflitos de um homem que foi literalmente partido ao meio por uma bala de canhão e onde sobrou um lado bom e um ruim. Calvino, na verdade, fala sobre os problemas enfrentados pelo homem contemporâneo e sua incompletude.
O crime do padre Amaro (Eça de Queiroz) – outro clássico na lista. Criticando a sociedade portuguesa e com grande ar sarcástico, Eça de Queiroz escandaliza ao declarar um padre apaixonado por uma pároca. Brilhante e apesar de tantas descrições – próprias do autor português -, o livro me prendeu do início ao fim.
Marian Keyes – este é o nome da autora irlandesa de grande sucesso. Títulos como Sushi, Melancia, Férias!, entre outros são sucesso em mais de 20 países. Acredito que tal sucesso se dê em função das personagens serem tão próximas da realidade em que as mulheres vivem aonde quer que estejam, seja em Londres, na Irlanda ou no Brasil. O interessante destes livros, ao meu ver, é que a partir de certo ponto eu sempre acabo me identificando com algumas das personagens, passando pelas mesmas dúvidas, angústias e vendo as pessoas ao meu redor. Já li todos traduzidos aqui no Brasil, mas ainda tem um inglês na fila que vai ter que esperar mais um pouquinho...
Laços de família (Clarice Lispector) – contos da grande Clarice, uma autora inconfundível, maravilhosa... um livro que contém treze contos que se passam no nosso cotidiano mais normal possível, mas com facetas que impressionam e nos levam a caminhos impensáveis. Excelente autora! Confesso não ter lido toda a sua obra ainda, mas, com certeza, aos poucos, lerei uma por uma com imenso carinho, afinal, não é à topa que este blog tem o nome que tem...
Eu sei que eram somente cinco e eu já mencionei seis, mas gostaria de mencionar, ainda, duas leituras infanto-juvenis que eu adorei e adoro ler: A odalisca e o elefante (Pauline Alphen) e o lendário Harry Potter com sua saga (pelo menos treino o Inglês de alguma forma... hehe)
Leituras atuais...
Bem... estas são mais técnicas, afinal, não dá tempo pra tudo na vida...
Fundamentos da metodologia científica (Lakatos e Marconi) – bem, vocês insistiram, então aqui já iniciamos com um livro gigante de Metodologia Científica. Bem explicativo, por sinal... hehe
O Segredo (Rhonda Byrne) – estava lendo até que num ritmo bom, mas como começaram as aulas, tive que deixa-lo um pouco de lado. Em suma: você atrai o que você quer para a sua vida. Ok, estou sendo reducionista, mas acho que vale a pena ler o livro e refletir sobre as possibilidades que ele traz, afinal, não custa nada ter um pouco de pensamento positivo na vida.
Leituras que estão na “fila dos livros”
Adoro comprar livros e não posso entrar numa livraria que já quero todos, então, eu os compro e deixo aqui na minha estante para lê-los no momento mais oportuno: 100 anos de solidão (Gabriel Garcia Márquez), Ensaio sobre a cegueira (José Saramago), Crime e Castigo (Fiódor Dostoievski), Memoirs of a Geisha (Arthur Golden), A metamorfose (Franz Kafka), I promessi sposi (Manzoni), os contos que eu ainda não li de Lygia Fagundes Telles, Ti prendo e ti porto via (Niccolò Ammanti), O caçador de pipas (Khaled Hosseini), A relíquia (Eça de Queiroz), entre tantos outros clássicos inúmeros... ai, ai, será que vai dar tempo de ler tudo numa vida só?!
Bem, como eu também quero brincar, passo a bola da vez para três pessoas que tenho felicidade em ler: Flavia Melissa, Nana Ferreira e Sir Josef K.
Beijos a todos!

Monday, August 06, 2007

* 62 anos *



Boom! E uma bomba cai em Hiroshima. Não é uma bomba qualquer e, sim, a primeira bomba atômica. Devasta, mata, extermina.
Desculpem, mas todo dia 06 de Agosto me dá calafrios. Lembro-me quando ouvi a música “Rosa de Hiroshima” pela primeira vez na sétima séria e fiquei perplexa e emocionada. O documentário assistido anos mais tarde trouxe angústia, lágrimas. Ambos carregados de tristeza e pedaços de histórias, pedaços de pessoas, vidas interrompidas.
Sinto-me triste por essas pessoas, apesar de nunca ter conhecido sequer qualquer pessoa ligada a elas. Sinto uma melancolia inexplicável, como se isso fizesse parte da minha história. Não dá pra explicar, só sei que dói pensar que tantas vidas foram interrompidas por ganância e ambição. E tantas outras ainda são destruídas pelos mesmos motivos em pleno século 21.
Paz e amor no coração... é isso o que anda faltando no mundo!
Pense nas crianças mudas telepáticas
Pense nas meninas cegas inexatas
Pense nas mulheres, rotas alteradas
Pense nas feridas como rosas cálida
Mas Só não se esqueça da rosa, da rosa
Da rosa de Hiroshima, a rosa hereditária
A rosa radiotiva, estúpida inválida
A rosa com cirrose a anti-rosa atômica
Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada
("Rosa de Hiroshima" - Vinícius de Moraes)

Sunday, August 05, 2007

* O que você realmente quer? *


“I can't get no satisfaction”
(Satisfaction - Rolling Stones)

A cada dia que passa percebo o quão abençoada eu sou. O universo anda conspirando a meu favor em diversos instantes na minha vida, me fazendo enxergar realidades para as quais eu andava meio cega ultimamente, querendo acreditar que não eram reais ou que nunca poderiam ser. Mas são. E como são. São reais a tal ponto de me causarem um pouquinho de raiva aqui dentro em pensar do quão idiota eu fui por tanto tempo acreditando em mentiras reais e medíocres. Magoa saber que todo aquele chão no qual você se apoiava simplesmente escapa dos seus pés. No entanto, desta vez, ele escapou de vez, mas não para que eu levasse um tombo e só conseguisse levantar com ajuda de apoios diversos, mas sim, para que eu percebesse que ainda há muita vida para ser vivida e para saber exatamente o que eu não quero. Quando me fazem a pergunta: o que você realmente quer? Muitas vezes não sei responder... também não sei o porquê, talvez seja porque há tantas opções por aí que eu não tenho certeza qual delas seria melhor. Aliás, será que tenho mesmo que fazer uma escolha só? E quando paro pra pensar, tento me basear por aquilo que eu não quero de verdade. Sabe aquela coisa da exclusão? Você exclui uma opção aqui, outra ali e acaba chegando em algum caminho desconhecido... daí você vai tomando gosto por uma coisa, excluindo mais outra, enfim, lapidando a pedra bruta que existe logo ali. E eu não quero diversas coisas não, nem sou tão exigente assim... sou muito indecisa, mas uma vez decidida, o que eu busco é aquilo que realmente almejo... e é o que estou tentando fazer. A cada chicoteada que tomo do Universo (e tomo diversas, diga-se de passagem), tento me recompor e enxergar cada vez mais os sinais a minha volta e simplesmente ter certeza que certas pessoas e certas coisas fazem muito bem em sair do meu caminho e que, aliás, já vão tarde. Simplesmente não fazem parte da vida que quero criar pra mim mesma. Outras tantas são muito bem-vindas. As portas mantêm-se abertas para aquelas que me quiserem bem, sempre...

Thursday, August 02, 2007

* Dragonfly *

Carrego uma libélula pendurada no meu pescoço há mais ou menos dois anos, bem quando começou a moda de usá-la, mas, mais do que a moda, ela acabou sendo a minha “companheira” sem que eu nunca tivesse tido a curiosidade de saber um pouco mais sobre a mesma. Eis que hoje faço uma pesquisa rápida pelo Google e surgem diversos resultados que, ao meu ver, vêm a calhar com o que estou passando neste momento da minha vida... apenas alguns sinais a mais!



“Libélula... Quebre ilusões, traga visões de poder, não necessita provar, agora é a hora!
Conheça, acredite, o Grande Espírito intercede, alimentando, ajudando. Sentindo todas as necessidades.
A libélula é a medicina do sonho e da ilusão. É a aparência falsa que nós percebemos da realidade física. O colorido das asas da libélula, a energia, a forma e o movimento, explodem na mente do observador trazendo lembranças vagas de um tempo ou lugar onde a magia reinava. (...)
A libélula é a essência da mudança, a mensagem de sabedoria e inteligência e a comunicação com o mundo elemental. Este mundo elemental é constituído dos espíritos das plantas e dos elementos ar, terra, fogo, e água. Em resumo este mundo é cheio de espíritos da natureza. (...)
Psicologicamente é hora de esquecer todas as ilusões, pois elas restringem suas ações e idéias. A libélula lembra você de descobrir que hábitos você precisa mudar e que mudanças você deseja em sua vida. Lembre-se que nada é completo como parece ser”
“A libélula ensina a atravessarmos as ilusões”
“Para los indios, la libélula es el símbolo que te libera de las falsas esperanzas, y que por lo tanto, representa una total libertad."