Thursday, September 20, 2007

* Por que eu sou assim? *



“Sua piscina está cheia de ratos
Suas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára”

(“O tempo não pára” –Cazuza)
Ando me questionando em relação a algumas muitas coisas...
As pessoas vêm e pisam, falam mal, ferem com as palavras, mentem e eu ainda tenho vontade de ir lá e dar uma palavra de consolo quando eu sei que as coisas não estão bem.
Elas não me cumprimentam e deixaram de ser um fantasma que habitava apenas minha imaginação cotidiana. Mesmo não me conhecendo nadinha de nada, falavam de mim aos quatro cantos e alto, para quem quisesse ouvir (ou ler, como preferir). Já “fuçaram” o bastante nas minhas coisas em busca de pequenos indícios que mostrassem eu ser uma possível vadia, mas não encontraram, pois não sou. E, mesmo assim, elas continuaram me difamando por aí. Não ficaram felizes em saber que eu estava quase namorando (mentira deslavada e maior impossível) da boca dos outros, pois isso não bastava. Talvez, pra elas, apenas a morte fosse o bastante. Mas nada disso me irrita ou atinge, por incrível que pareça. Pelo contrário, o que me deixa extremamente irritada, na verdade, sou eu comigo mesma. Estranho? Pode ser. Só sei que me irrita essa coisa dentro de mim que é um toque de bondade infinita que apesar de todos os pesares já passados, ainda queria escrever algumas linhas pra consolar essas pessoas. Aliás, não só essas, como até mesmo conversar com outras também que, na realidade, nem lembram – literalmente – que eu existo. Interessante, não? Será que Freud explicaria este fenômeno incomum? E pior ainda é que aqueles que não lembram quem é a “Fê” já mentiram tanto, mas tanto que não mereciam nem ao menos meu educado e amável “Oi”. A mentira ainda é uma das coisas que mais vai contra os meus princípios. É mais do que isso. É imperdoável. Eu não consigo brincar com o sentimento dos outros. Nem dormiria direito caso isso fizesse.
Não, eu não me conformo comigo mesma e com as minhas não-atitudes. E que fique bem claro que este “não” das “não-atitudes” é conseguido a muito custo com muito exercício de racionalização. Afe!

2 comments:

Fê Savino said...

Foto por Paulo Paes

Sir Josef K. said...

:o
Minha nossa! hahahahaha lavou a alma hein, garota!