Thursday, January 07, 2010

Sobre perdas e valores

Quer dizer então que essa é a essência do ser humano: perder pra dar valor?!

Não só nos relacionamentos amorosos, mas como nos relacionamentos humanos em geral, nos deparamos com esse tipo de situação o tempo todo. Atualmente, vejo ao meu redor diversas pessoas se despedindo dos seus cargos em busca de algo melhor e mais produtivo. A pessoa está lá dia após dia trabalhando sempre na mesma coisa, com as mesmas pessoas, sem novos desafios. Sempre tudoigualnadamuda. Sem planejamentos, sem condições de crescimento, sem nada. Daí, um belo dia ela recebe uma proposta melhor e decide se despedir. E é nessa hora que o problema começa. É nessa hora que chovem contra-propostas de encher os olhos (e os bolsos!) de qualquer um e faz com que qualquer um balance. Além disso, vem a chantagem emocional... você tem tantos anos de empresa, conhece todos os nossos clientes... ou sem você a equipe perderá a sua identidade... você é uma peça estrutural na nossa empresa. Bullshit!

Quer dizer então que quando se está prestes a perder se dá valor? Não dá pra existir um incentivo, um meio-termo onde haja o bem-estar de ambos os lados para que não ocorra a perda? E não só na relação de trabalho, mas também nas relações em geral. Será que é tão difícil assim cativar as pessoas? Será que é tão difícil ceder um pouco para fazer o outro feliz?

Não sei, ainda tenho as minhas dúvidas. Mas ainda acho que tudo poderia ser infinitamente mais simples se parássemos para analisar o que há ao nosso redor e a quem realmente devemos valorizar. Depois, pode ser tarde demais...

3 comments:

N. Ferreira said...

Pior que acho que é bem por aí... perder pra valorizar, especialmente quando se trata dos chefes!!

~*Rebeca e Jota Cê*~ said...

O ser humano tem toda uma maneira de complicar as coisa e isso nunca vai mudar... é o que acho!

Agradeço as palavras. Na hora da raiva,da briga é aquilo mesmo. Mas tudo se ajeita sempre.

até mais.

Jota Cê

Gabriela said...

É, my dear, se algum dia você descobrir como fazer com que o passado não seja tão perfeito, o presente não seja tão volúvel e o futuro não seja tão almejado, me avisa. No fim, a gente vive da lembrança sempre - só vivemos depois de registrar o que aconteceu no presente e, quando registramos, aquilo já é passado. Anyways, anyhows, anywhos, é difícil falar tchau, né?