Tuesday, February 13, 2007

* Perdida... *



"Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama, só que é da boca pra fora...
Ou você me engana, ou não está maduro
Onde está você agora?"
(Sozinho - Caetano Veloso)

Em plena manhã de Sábado ela acordou com uma saudade inexplicável! Uma vontade de ver, de falar, de sentir! Vontade de ligar, de pedir um pouco de companhia e até mesmo um pouco de colo, por que não? Ela se sentia carente, sozinha naquela casa no meio da cidade grande. Sim, a cidade era grande e as pessoas, inúmeras, mas nenhuma era aquela, justamente aquela de quem ela sentia falta.

Ela, então, desceu lentamente as escadas, tomou seu café da manhã e até tentou se distrair com as histórias contadas pela dona Irene, a senhora que já trabalhava em sua casa há tanto tempo. Mesmo assim, por incrível que pareça, sua idéia era fixa. A saudade apertava no peito cada vez mais. Ela só queria que ele estivesse ali com ela... fosse sentado, em pé, deitado, dormindo ou acordado... fosse até de ponta-cabeça, assistindo TV ou ouvindo músicas... fosse lá como fosse, ela o queria ali, junto a ela!

Decidiu tomar seu banho e organizar suas pilhas de livros... ela imaginava, muito ingenuamente, que esta sim, seria uma atividade que a manteria longe de qualquer lembrança. Doce engano! Bem ali, no meio de todos aqueles exemplares, bem entre tantas "Clarices" e outros "Machados" encontrou um caderninho aonde, há tempos atrás, escrevia suas lembranças e os mais puros sentimentos que havia vivido. Um caderninho qualquer, mas que para ela havia muito sentido... aliás, muito amor ali contido, afinal foi mais de um ano que se levou para ela se conscientizar que aquilo já não fazia mais sentido.

Mesmo assim, abriu uma página e lembrou um reencontro muito especial num bar perto da sua casa. Foi uma noite de Quinta-Feira. Eles não sabiam pra onde ir... não tinham muitas idéias em mente, mas nem precisavam, pois onde quer que fossem, estariam bem. Queriam apenas conversar, pôr o papo em dia, afinal, fazia meses que não se falavam de fato. E a noite fluiu como uma criança... as horas passaram sem serem sentidas. Os assuntos? Os mais diversos... desde as "estranhices" do cotidiano do trabalho até os fatos da vida alheia propriamente dita! As mãos se tocaram, os abraços foram infinitos e eternos, como laços que não se desfariam jamais e até um beijo no pescoço de surpresa aconteceu, nada mais... mas nem precisava, pois só de estar lá, já estava perfeito!
Uma lágrima inevitável escorreu...

4 comments:

Fê Savino said...

Foto de João Viegas

flavia melissa said...

yeap, still love u! so damn much!
tava sentindo sua falta aqui :)
vamos marcar esse almoço, mas tem que ser depois do carnaval...
te mandei email, check it out!

amo, adoro e venero ;))

fabi said...

ai ai..........

Fê Savino said...

ui, ui... Fabi.. talvez vc goste mais do próximo, jurooo!!!! heeheh

Flá: pós-Carnaval é noooooossooo, baby! Can't wait!