Tuesday, July 22, 2008

~ Cherie ~


Então é assim que funciona: eu no meu canto, quieta. Ele no seu canto, não tão quieto.
Eu sei que ele tem namorada. Ele mesmo me contou. Pra mim, desde então, virou amigo e nada mais. Nada a pensar. Nada a sugerir.
Depois de algumas poucas cervejas da parte dele e algumas outras coisinhas da minha parte, ele pensou que eu estava "simpática" demais para não perceber o seu joguinho. Fez uma gracinha aqui, outra ali. Sobre a altura, a distância da casa da namorada (que, inclusive, não mora na Europa, ao contrário do cidadão) e assim por diante. Depois ficou distante, talvez para fugir da tentação.
Como eu percebi o joguinho e também não me recusei a brincar, resolvi jogar um pouquinho também e, ao invés de logo entregar os pontos, brinquei com mensagens subliminares que dariam a entender os verdadeiros significados.
Pensei que não mais receberia algo desta pessoa - até mesmo porque esta não tinha mais créditos -, mas, para a minha completa surpresa, eis que no Domingo de manhã eu recebo uma mensagem de bom dia, se eu ainda estava dormindo e de como havia sido minha balada no dia anterior pós-pub. A mensagem vinha do seu celular estrangeiro, uma vez que ele continuava sem créditos. Respondi e entre uma mensagem e outra, ele pediu para que eu entrasse na internet para contar os detalhes. Entrei e nós ficamos conversando durante um bom tempo.
Ele, curioso como sempre, queria saber o término da minha mensagem do dia anterior e eu não quis dizer por diversos motivos. Eu só poderia dizer o resto da minha frase quando ele estivesse mais bêbado e não se lembrasse do que eu falaria no dia seguinte. Nas entrelinhas, entretanto, deixei claro que eu queria a mesma coisa que ele queria, mas que não podia querer. Ele também fez-se claro que pensar demais às vezes atrapalha e que apesar da minha frase não poder ser terminada e de ele não poder fazer convites, a vontade continuava ali, mesmo com um empecilho aos dois.
No dia seguinte, as coisas voltaram ao normal, como se nada tivesse acontecido ou sequer tivesse sido comentado. Tudo normal até o final da tarde. Conversa vai, conversa vem e já que estou atrapalhando, por que não atrapalhar de vez e dizer o que tem que ser dito. A vontade existe. Eu só pus pra fora o que estava entalado. "Falei" o que tinha que falar e saí. Fui para a balada.
No meio da balada recebo uma ligação de uma das minhas roomies dizendo que a pessoa tinha respondido. E a resposta era boa. O desejo é recíproco. Adorei. Só não gostei da outra parte, mas tudo bem. Como dizem os "sábios" dos bares a bebida entra e a verdade sai.
Tudo certo, tudo resolvido. O empecilho ainda existe, mas agora já parece uma coisinha mínima. Decidi questionar. Não, não questionei o empecilho. Questionei a segunda parte da mensagem. Pra quê? Para ouvir um "desculpa", pois ainda há um empecilho e que esperava que eu entedesse.
Claro que eu entendo este fato. Eu só não entendo o fato de mexer no que está quieto. E não entendo o porquê a mudança da lua. Tudo bem que somos pessoas de fases, mas em 24 horas a mudança foi muito grande...
E é assim que a história que nem começou já terminou.

vc sem terminar frases e eu sem poder fazer convites...

4 comments:

pretinha said...

pensar demais às vezes atrapalha???? ele deveria é pensar bemm mais antes de demonstrar tudo que disse (ou tudo que não disse) né?? quem sabe não ficaria com a consciência tão pesada que impedisse ele de sentar do seu lado como sempre,.... losers are all over!

Gigi Savino said...

????
What??
que complicação...não sei de quem. nem porquê...., mas lendo já pra ter uma idéia, não eh?!?!?!?
heheh

Flavia Melissa said...

ai, amiga, confesso.
não entendi nada, hahahahaha
que tal mandar um emailzinho???
to com saudades!
beijos

Daniele said...

hahahaha...putz!tem que ser a Fer!!!acho que eu sei quem é, viu???hahahahahhahaha